quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mensalão do DEM pode ter conexão com governo de SP


Acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal, a Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares recebeu mais de R$ 63 milhões em contratos com a Secretaria Estadual de Saúde desde 2008, na gestão José Serra/Alberto Goldman, ambos do PSDB, em São Paulo.

A denúncia é do Jornal da Tarde, de São Paulo.

A Hospfar tem como um de seus sócios, Marcelo Reis Perillo, primo do 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também integra quadro societário da Linknet, apontada pela Polícia Federal de ser uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão do DEM, em Brasília, que levou à prisão e à cassação de Arruda. Perillo afirmou, por meio de assessor, que não se considera parente de Marcelo “tamanha a distância do grau de parentesco”.

Somente nos três primeiros meses de 2010, o governo paulista empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Ao menos 20 dos 51 dos contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial - quando a Justiça determina que o Estado tem de fornecer determinado medicamento ao cidadão. Três deles foram realizados com dispensa de licitação. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que as contratações estão dentro da lei, que autoriza contratos sem licitação em compras abaixo de R$ 8 mil.

Irregularidades no DF

Segundo o ministro da Corregedoria Jorge Hage, auditoria da CGU aponta que o governo do Distrito Federal mantinha os estoques do Núcleo de Medicamento de Alto Custo praticamente vazios, para, posteriormente, comprar, em regime de urgência, com preços que estavam acima da tabela federal. A favorecida era quase sempre a Hospfar, que recebeu mais de R$ 190 milhões dos cofres do DF desde 2006.

“Há suspeita de que haja prejuízos financeiros relevantes. Em uma comparação dos preços praticados pelo GDF (governo do Distrito Federal) na compra de medicamentos, nós verificamos que os valores unitários superam o teto de todas as tabelas oficiais do governo federal”, afirmou Hage na última terça-feira, durante divulgação do resultado da auditoria feita nas contas do DF.

Segundo a CGU, junto com outras duas empresas do setor - Medcomerce e Milênio - a Hospfar teria montado um cartel para fraudar licitações. Juntas, as três empresas, que têm parentes como sócios, teriam recebido R$ 294 milhões dos R$ 500 milhões repassados ao Distrito Federal pela União para compras de medicamentos desde 2006.

“Apurou-se a existência de vínculos societários entre os proprietários da Hospfar e Medcomerce com a Milênio, bem como dessas três com a empresa Linknet, citada no inquérito policial relacionado à Caixa de Pandora”, afirma o relatório da CGU.

O Jornal da Tarde também revelou em março que uma das empresas do ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio (ex-DEM) - que renunciou em meio a denúncias que o ligam ao mensalão de Brasília -, integra consórcios que têm contratos de R$ 137,2 milhões com a Saúde do governo paulista desde 2005.

Saúde afirma que cumpre a lei. Perillo nega parentesco

Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que as contratações da Hospfar “obedecem aos trâmites impostos pela lei de licitações”. 'Em um processo licitatório não há análise de pessoa física, mas de pessoa jurídica, que pretende concorrer no certame”.

Segundo a nota, a secretaria exige a apresentação de uma série de documentos, entre eles certidões e balanços fiscais e financeiros das empresas, um “procedimento que ocorre abertamente, na presença de todos os concorrentes”.

A secretaria afirma ainda que as compras feitas sem licitação estão “em consonância com a lei, segundo a qual compras abaixo de R$ 8 mil não requerem abertura de processo licitatório”. Os três contratos, segundo a secretaria, totalizaram R$ 1.386,00. 'É importante esclarecer que a Secretaria da Saúde de São Paulo gasta cerca de R$ 300 milhões por ano com ações judiciais”.

Tetravô

A reportagem do JT tentou, por diversas vezes, contato com a assessoria de imprensa da Hospfar, em Goiânia, mas não teve retorno até as 20h de ontem.

Já o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) afirmou, por meio de assessor, que ele “nem pode ser considerado primo” de Marcelo Reis Perillo, sócio da Hospfar, “tamanha a distância do grau de parentesco”. “O senador fez um levantamento genealógico e viu que seu tetravô era irmão do tetravô dele (Marcelo)”, disse o assessor.

Histórico Nebuloso


Investigada por fraudes no Distrito Federal, a Hospfar responde a processos em Goiânia e no Mato Grosso por suposto superfaturamento de preços e participação em licitações fraudulentas

Em Goiânia, onde fica a matriz da empresa, a Justiça chegou a determinar a indisponibilidade bens dos sócios e proibiu a distribuidora de fechar qualquer contrato com o governo do município

Um dos sócios da empresa, Marcelo Reis Perillo, é primo do senador tucano Marconi Perillo (GO). Outro, Moisés de Oliveira Neto, também é sócio da Linknet, ligada pela PF ao mensalão do DEM.

Ligadas à escândalo de Brasília atuaram em SP


Além da Linknet, que tem entre seus donos um dos sócios da Hospfar, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade.

Um organograma feito pela Secretaria Estadual da Fazenda e anexado ao inquérito aponta a Uni Repro como prestadora de serviços para o Estado entre 1999, no governo Mário Covas (PSDB) e 2007, início da gestão de José Serra/Alberto Goldman (PSDB), recebendo R$ 26 milhões, dos quais R$ 1 milhão em contratos assinados sem licitação.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel, inaugurado em 30 de março.

Na obra no aeroporto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pagamento de R$ 70,9 milhões ao consórcio Queiroz Galvão/Constran/Serveng, após suspeitas de irregularidades. No Rodoanel, auditoria do TCU entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento. Segundo o órgão, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

Mensalão do DEM pode ter conexão com governo de SP

Acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal, a Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares recebeu mais de R$ 63 milhões em contratos com a Secretaria Estadual de Saúde desde 2008, na gestão José Serra/Alberto Goldman, ambos do PSDB, em São Paulo.

A denúncia é do Jornal da Tarde, de São Paulo.

A Hospfar tem como um de seus sócios, Marcelo Reis Perillo, primo do 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também integra quadro societário da Linknet, apontada pela Polícia Federal de ser uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão do DEM, em Brasília, que levou à prisão e à cassação de Arruda. Perillo afirmou, por meio de assessor, que não se considera parente de Marcelo “tamanha a distância do grau de parentesco”.

Somente nos três primeiros meses de 2010, o governo paulista empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Ao menos 20 dos 51 dos contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial - quando a Justiça determina que o Estado tem de fornecer determinado medicamento ao cidadão. Três deles foram realizados com dispensa de licitação. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que as contratações estão dentro da lei, que autoriza contratos sem licitação em compras abaixo de R$ 8 mil.

Irregularidades no DF

Segundo o ministro da Corregedoria Jorge Hage, auditoria da CGU aponta que o governo do Distrito Federal mantinha os estoques do Núcleo de Medicamento de Alto Custo praticamente vazios, para, posteriormente, comprar, em regime de urgência, com preços que estavam acima da tabela federal. A favorecida era quase sempre a Hospfar, que recebeu mais de R$ 190 milhões dos cofres do DF desde 2006.

“Há suspeita de que haja prejuízos financeiros relevantes. Em uma comparação dos preços praticados pelo GDF (governo do Distrito Federal) na compra de medicamentos, nós verificamos que os valores unitários superam o teto de todas as tabelas oficiais do governo federal”, afirmou Hage na última terça-feira, durante divulgação do resultado da auditoria feita nas contas do DF.

Segundo a CGU, junto com outras duas empresas do setor - Medcomerce e Milênio - a Hospfar teria montado um cartel para fraudar licitações. Juntas, as três empresas, que têm parentes como sócios, teriam recebido R$ 294 milhões dos R$ 500 milhões repassados ao Distrito Federal pela União para compras de medicamentos desde 2006.

“Apurou-se a existência de vínculos societários entre os proprietários da Hospfar e Medcomerce com a Milênio, bem como dessas três com a empresa Linknet, citada no inquérito policial relacionado à Caixa de Pandora”, afirma o relatório da CGU.

O Jornal da Tarde também revelou em março que uma das empresas do ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio (ex-DEM) - que renunciou em meio a denúncias que o ligam ao mensalão de Brasília -, integra consórcios que têm contratos de R$ 137,2 milhões com a Saúde do governo paulista desde 2005.

Saúde afirma que cumpre a lei. Perillo nega parentesco

Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que as contratações da Hospfar “obedecem aos trâmites impostos pela lei de licitações”. 'Em um processo licitatório não há análise de pessoa física, mas de pessoa jurídica, que pretende concorrer no certame”.

Segundo a nota, a secretaria exige a apresentação de uma série de documentos, entre eles certidões e balanços fiscais e financeiros das empresas, um “procedimento que ocorre abertamente, na presença de todos os concorrentes”.

A secretaria afirma ainda que as compras feitas sem licitação estão “em consonância com a lei, segundo a qual compras abaixo de R$ 8 mil não requerem abertura de processo licitatório”. Os três contratos, segundo a secretaria, totalizaram R$ 1.386,00. 'É importante esclarecer que a Secretaria da Saúde de São Paulo gasta cerca de R$ 300 milhões por ano com ações judiciais”.

Tetravô

A reportagem do JT tentou, por diversas vezes, contato com a assessoria de imprensa da Hospfar, em Goiânia, mas não teve retorno até as 20h de ontem.

Já o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) afirmou, por meio de assessor, que ele “nem pode ser considerado primo” de Marcelo Reis Perillo, sócio da Hospfar, “tamanha a distância do grau de parentesco”. “O senador fez um levantamento genealógico e viu que seu tetravô era irmão do tetravô dele (Marcelo)”, disse o assessor.

Histórico Nebuloso


Investigada por fraudes no Distrito Federal, a Hospfar responde a processos em Goiânia e no Mato Grosso por suposto superfaturamento de preços e participação em licitações fraudulentas

Em Goiânia, onde fica a matriz da empresa, a Justiça chegou a determinar a indisponibilidade bens dos sócios e proibiu a distribuidora de fechar qualquer contrato com o governo do município

Um dos sócios da empresa, Marcelo Reis Perillo, é primo do senador tucano Marconi Perillo (GO). Outro, Moisés de Oliveira Neto, também é sócio da Linknet, ligada pela PF ao mensalão do DEM.

Ligadas à escândalo de Brasília atuaram em SP


Além da Linknet, que tem entre seus donos um dos sócios da Hospfar, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade.

Um organograma feito pela Secretaria Estadual da Fazenda e anexado ao inquérito aponta a Uni Repro como prestadora de serviços para o Estado entre 1999, no governo Mário Covas (PSDB) e 2007, início da gestão de José Serra/Alberto Goldman (PSDB), recebendo R$ 26 milhões, dos quais R$ 1 milhão em contratos assinados sem licitação.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel, inaugurado em 30 de março.

Na obra no aeroporto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pagamento de R$ 70,9 milhões ao consórcio Queiroz Galvão/Constran/Serveng, após suspeitas de irregularidades. No Rodoanel, auditoria do TCU entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento. Segundo o órgão, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

Incrível: De la Penã foi mordido pela mosca azul... ou verde-e-amarelo... vermelha...sei lá!

'James Cameron, o mala sem alça na versão em 3D'

Assistir a "Avatar" num cinema em 3D é experimentar uma sensação diferente. Você penetra nos cenários, acompanha de perto a movimentação dos personagens. É tão realista que o próprio Cameron acreditou que Pandora existia. E, o que é pior, ficava na Amazônia.

Por Helio de La Peña*, em Folha de S.Paulo

No filme, vemos uma ONG formada por pessoas bem intencionadas e idealistas se unir aos nativos daquele planeta e derrotar um exército americano mau feito pica-pau. Cameron faturou bilhões de dólares, mas não ganhou o Oscar. Levou muito menos estatuetas que a ex-mulher. O que não deve ter pensado a atual?

"E aí, Jimmy, como foi lá?" "Mais ou menos. Trouxe três troféus. Na verdade, quem se deu bem foi a Kathryn [Bigelow], ganhou seis estatuetas: melhor filme, direção, roteiro e..." "Chega! Não quero ouvir mais uma palavra sobre essa mulher! Eu me sinto humilhada."

"Calma, Suzy! Já sei o que fazer: salvar o planeta. Prepare as malas, vamos para o Brasil!" Cameron caiu de paraquedas na floresta amazônica. Pintou-se de urucum, abraçou indígenas, dançou com bois em Parintins e se meteu num assunto espinhoso: a questão energética.

Ouviu ONGs e manifestou sua oposição à construção da hidrelétrica de Belo Monte que, não fosse o Google Maps, não teria a menor ideia de que fica no Pará.

Aliás, nem saberia onde fica o próprio Pará. Mas ele vem de uma civilização mais avançada disposto a nos ajudar. Portanto, devemos seguir suas orientações e preservar o ambiente de "Pandora Brasilis". Segundo Cameron, deveríamos ouvir os povos da floresta, mas até agora só ele falou. Fez propostas, pôs um bonezinho, participou de manifestações e ainda deu uns toques no Lula: "Vai na minha que você vai se dar bem...".

Não sei por que, mas essa atitude conquistou minha antipatia e má vontade. Não tinha nenhuma opinião sobre a construção de Belo Monte. Agora, só porque ele é contra, sou a favor. Ele me lembra aquele comercial das Havaianas, em que um argentino resolve se meter na conversa do Lázaro Ramos para falar mal do Brasil. "E quem disse que o Brasil tem problemas?", rechaça Lázaro.

É isso. Não gostamos quando alguém de fora palpita sobre o que devemos fazer. Como diria Romário: "O cara chegou agora e quer sentar na janela?". Pega leve, James Cameron!

Ouviu um discurso da Marina Silva e já entrou na campanha presidencial. Na verdade, acho que gostaria de vê-la na sua próxima superprodução. Marina é verde, seus personagens são azuis, tudo a ver.

Mas tudo isso está ajudando a chamar a atenção para o real propósito da viagem, os lançamentos do DVD e do Blu-ray de "Avatar" no Brasil. E esse filme nós conhecemos. No final das contas, tudo não passa de uma obra do PAC: o Programa de Aceleração do Cameron.

Traíras



Dilma Rousseff (PT) viaja para São Paulo, onde ainda tem parte da agenda indefinida e deve jantar com a apresentadora Ana Maria Braga.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Lula critica a judicialização da política

 

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula  

 

Lula também criticou a judicialização da política. Ele lembrou que fora multado duas vezes pela Justiça por propaganda eleitoral antecipada, e defendeu a realização de uma reforma política como forma de reduzir a influência dos tribunais no processo político.

Ele disse que, depois de deixar a Presidência, terá mais liberdade para dar suas opiniões como pessoa física, sem estar representando uma instituição.

"Nós não podemos ficar subordinados a cada eleição a que o juiz diga o que a gente pode ou não pode fazer", destacou Lula. Leia mais aqui.

PAC 2 pode gerar quase 3 milhões de empregos

Investimentos vão injetar R$ 124 bi adicionais na economia, diz a FGV.

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 poderá gerar fluxo anual de investimentos na construção civil de R$ 137,2 bilhões e um total de 2,83 milhões de empregos. Os dados são de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), divulgado ontem.

Segundo o estudo, apenas no setor da construção civil podem ser gerados 1,94 milhão de empregos e 888 mil nos demais setores.

Os investimentos vão injetar R$ 124 bilhões adicionais na economia, sendo R$ 74 bilhões na construção civil e R$ 50 bilhões em outros setores.

O estudo também analisou o fluxo de investimentos do programa Minha Casa, Minha Vida, que poderá gerar uma renda de R$ 62, 856 bilhões na economia, só no setor da construção civil. A renda que poderá ser criada com o programa pode chegar a 37,552 bilhões. O programa pode gerar 1,434 milhão de empregos, sendo que 984 mil deles na construção civil.

Também foi analisada a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no período de 24 meses para materiais de construção. A estimativa é de que, no período, o Produto Interno Bruto (PIB) teria uma elevação de 1,34% e a expansão no nível de emprego seria de 1,72%. Além disso, haveria uma queda na cargada tributária de 0,013 ponto percentual, mas, por outro lado, haveria uma variação positiva na arrecadação global de impostos e contribuições de 1,3%.

A análise mostra ainda que a desoneração deve retirar 211 mil famílias, por ano, do déficit habitacional.

Governo Federal libera R$ 200 milhões para atender emergências no Rio de Janeiro

O governo federal liberou R$ 200 milhões para atender as emergências causadas pelas chuvas no Rio de Janeiro.

Uma medida provisória será assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União.

Também vai enviar kits de emergência com medicamentos para atender a 75 mil desabrigados e antecipar a entrega de 50 novas ambulâncias que já estavam previstas. A Defesa Civil anunciou a entrega de kits de emergência, incluindo colchões, lençóis, filtros de água, além de cestas básicas.

A ministra da casa civil, Erenice Guerra, afirmou que está analisando todas as demandas do Rio de Janeiro, que solicitou a liberação de R$ 370 milhões ao governo federal. "Estamos analisando todas as demandas, inclusive em função das novas ocorrências na madrugada de hoje em Niterói", acrescentou. Leia mais aqui.

Lula diz que um dos desafios da campanha presidencial será combater o preconceito contra as mulheres

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República, é a favorita para ganhar a eleição de outubro.

Ex-ministra da Casa Civil, Dilma recebeu nesta noite o apoio do PCdoB à sua candidatura.

"Acho que não vamos ter uma campanha fácil. Mas, se depender dos times que estão em campo, nós nunca tivemos uma tão fácil", afirmou o presidente durante discurso no evento promovido pelo PCdoB.

"Não porque os adversários sejam fracos, porque nós somos mais fortes, nós estamos mais preparados, nós temos história."

Chamando Dilma de "a próxima presidenta do Brasil", Lula afirmou que não há ninguém mais preparado do que a ex-ministra para governar o país. Ele destacou ainda que um dos principais desafios dos partidos aliados durante a campanha será combater o preconceito contra as mulheres.

Para Lula, os líderes de outros países terão a oportunidade de sentir a firmeza que Dilma terá ao negociar temas de interesse nacional, como a busca do Brasil por uma vaga permanente no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Eles acham que eu sou duro nas negociações? Espera a Dilminha chegar", brincou Lula com a fama de durona da pré-candidata. Leia mais aqui.

Dilma chora e volta a criticar 'lobo em pele de cordeiro' em ato de apoio do PCdoB


Do CongressoEmFoco: Aplaudida de pé durante discurso realizado no ato de apoio do PCdoB à sua candidatura, Dilma chorou ao relembrar os “muitos companheiros” mortos na Guerrilha do Araguaia.

“Vejo nos olhos de cada um de vocês a mesma chama que animou o heroísmo patriótico do saudoso João Amazonas, de Elza Monnerat, de Maurício Grabois. É essa mesma chama de amor e esperança que eu vejo brilhar nos olhos dos companheiros que estão aqui”, disse a ex-ministra – que participou de grupos de resistência durante a ditadura militar – , dirigindo-se ao presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a deputados como Aldo Rebelo (AL, ex-presidente da Câmara), Vanessa Graziotin (AM, líder do partido na Câmara) e Manuela Dávila (RS) e Inácio Arruda (CE), único senador do PCdoB na atual legislatura.

“E nos olhos do meu querido Orlando Silva [ministro dos Esportes], que tem nome de cantor e porte de atleta. E campeão”, emendou Dilma, agora trocando a lágrima pelo riso, no que foi seguida pelos parlamentares e militantes da legenda presentes.

Trajando um vestido preto adornado por um vistoso colar de contas vermelhas, Dilma foi ao microfone exortada pela platéia, e retribui, na primeira frase proferida. “Eu também te amo. É recíproco”, disse a petista, que minutos antes havia adentrado o auditório sambando ao som de Martinho da Vila. Além de Martinho, o PCdoB contou com a militância cultural dos artistas Leci Brandão, Jorge Mautner e Netinho de Paula.

“O apoio do PCdoB me honra enormemente nesta noite”, agradeceu a ex-ministra, ressaltando a “qualidade desse apoio” e a sua identificação com a trajetória política do PCdoB. “É uma garantia de que essas ideias compartilhadas se tornarão realidade. O PCdoB sempre esteve ao lado do presidente Lula em todas as eleições desde 1989. Se essa aliança se mantém sólida por tanto tempo é porque tem afinidade, identidade de propostas”.

A seguir, Dilma passou a um discurso técnico, mencionando o que ela considera avanços do governo destinados à educação (citou números do Prouni, Reuni etc), aos jovens e às mulheres. “46% dos alunos aprovados no Prouni são afrodescendentes. Através do Reuni, ampliamos as vagas [em universidades públicas, propósito do programa]. Fizemos muito, mas sabemos que muito mais precisa ser feito”, discursou Dilma, citando também as alegadas melhorias para os professores, como a aprovação, pelo Congresso, do piso salarial para a categoria.

Ela também falou sobre a importância da mulher contra o problema das drogas e alertou para a necessidade de mais investimentos nas áreas do conhecimento e da tecnologia. “Precisamos preparar nossos jovens para este mundo novo.”

Como era esperado, Dilma voltou a fazer referência, sem citar nomes, aos “lobos disfarçados em pele de cordeiro” da oposição. Foi quando a petista exortou a militância do PCdoB para “lutar para que não voltem aqueles que não têm um projeto para o Brasil, venderam o patrimônio público e sempre querem desfazer o que foi feito, e bem feito”. Membros da União da Juventude Socialista (UJS) então responderam em coro: “A juventude / já decidiu / é Dilma presidente do Brasil”.

O discurso parece ter surtido efeito. Posicionada atrás da área da imprensa, uma senhora declarou ao final da fala de Dilma: “Ela me convenceu.”

Sintonia

Esposa do ministro dos Esportes, a mestre de cerimônia do ato, a atriz Ana Cristina Petta, pediu ajuda à platéia para anunciar o discurso do presidente Lula, logo após a fala de Dilma. Com voz de suspense, Ana ia citando as seis tentativas de Lula em chegar à Presidência ao passo que os militantes cantavam, em volume crescente, o famoso “grito de guerra” que marcou as campanhas petistas: “Olê, olé, olé, olá / Lula, Lula!”. Estava pronto o palco.

Lula iniciou os cumprimentos e logo cometeu ato falho a se referir ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), como o “presidente do PCdoB”. “Ele trabalha tanto junto com o PCdoB que até parece que ele é do PCdoB”, corrigiu o presidente, com um sorriso desconcertado.

Lula fez elogios a Orlando Silva (“sou grato ao PCdoB por ter emprestado este menino ao Ministério dos Esportes”), ao vice José Alencar (“homem com h maiúsculo, coração maiúsculo, lealdade maiúscula”), a quem considera “o melhor vice da história da humanidade”, e reverenciou a memória de nomes históricos da legenda, como João Amazonas.

Alfinetando os “intelectuais” da oposição, Lula se referiu a ele e Alencar como dois “analfabetos funcionais” que chegaram ao posto máximo do poder. “Se o Martinho [da Vila] fizesse uma música pra gente seria aquela: ‘Felicidade, passei no vestibular / Mas a faculdade, ela é particular...’”, cantou o presidente o refrão da música O pequeno burguês, e levando todos às gargalhadas.

Lula ressaltou a reação brasileira à fase mais aguda da recente crise financeira internacional, no início de 2009, quando o Brasil criou quase um milhão de empregos formais enquanto a grande maioria dos países registrou baixas. “Vamos entregar este país com mais 14 milhões de trabalhadores com carteira assinada. Isso demonstra claramente o acerto das políticas que implementamos”, disse Lula, apontando o “otimismo” de Lupi ao ampliar este número para 15,5 milhões.

O presidente rebateu também as críticas à recente visita ao Oriente Médio, onde tentou participar das negociações por um acordo de paz na região. E disse que o mundo precisa de uma ONU “multilateral”. “Por que a ONU, que criou o Estado de Israel, deveria criar o Estado da Palestina, e nós somos a favor dos dois, e que eles vivam em paz”, declarou Lula, garantindo que repreenderia o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, caso ele extrapolasse o “limite” no enriquecimento de urânio (matéria-prima da bomba atômica). “Eu direi: ‘escuta aqui, ô companheiro, o que é que há? O Brasil é contra a bomba atômica porque na nossa Constituição está escrito que somos contra”, disse.

Lula disse ainda que Dilma se orgulharia da aliança do PCdoB, e que, por sua vez, Dilma jamais envergonharia o partido comunista. Parceria que, para ele, será imbatível. “Não vamos ter uma campanha fácil, mas com o time que temos em campo, digo que vamos ter uma campanha fácil. Não porque os adversários são fracos, mas porque somos mais fortes”, provocou o presidente, que finalizou sua fala se referindo a Dilma como “futura presidente da República”.


Mensalão do DEM: desviados R$ 1 milhão do Bolsa Família

Entre 2008 e 2009, o Ministério do Desenvolvimento Social repassou R$ 1,4 milhão para que o DF administrasse o programa em seu território, mas ao menos R$ 1 milhão foi usado para construir cercas e alambrados da Secretaria de Desenvolvimento Social.

O valor é suficiente para beneficiar quase mil famílias por um ano e, pelas regras do ministério, ele não poderia ser usado para construir cercas.

O desvio foi apontado em auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União). Segundo o órgão, a verba era para financiar o acompanhamento, o cadastro e a fiscalização das famílias beneficiadas pelo programa.

De acordo com a CGU, as irregularidades não foram detectadas apenas na compra de alambrados. A Secretaria de Desenvolvimento Social também teria escolhido a proposta mais cara para a construção das cercas, com valor até 64% acima do preço mais barato oferecido na negociação.

A CGU aponta indícios de irregularidades também na instalação dos alambrados, que não foram colocados em lugares previstos. (do Portal Vermelho)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Roberto Jefferson queria colocar Lula como réu e se deu mal com Joaquim Barbosa

O Plenário do Supremo Tribunal Federal rejeitou por unanimidade os treze pedidos feitos pelos advogados de defesa do ex-deputado federal Roberto Jefferson – réu na Ação Penal (AP) 470 – e decidiu enviar ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil a cópia do acórdão e das notas taquigráficas do julgamento, por considerar que a defesa abusou do seu poder de litigar.

Segundo o relator, ministro Joaquim Barbosa, a defesa do réu “vem agindo com o firme intuito de tumultuar o andamento desta ação penal” porque propôs novamente, entre outras questões, a inclusão do presidente da República como réu da AP – o que já havia sido rejeitado pelo Plenário em 19 de junho de 2008.

“Não se pode permitir que chicanas, proliferação de pedidos inconsistentes e infundados para a anulação do processo, tentativas de causar nulidade na ação penal e outros comportamentos atentatórios ao dever de lealdade processual se tornem rotina, e alcancem o objetivo maior, que é o de impedir o regular trâmite processual”, disse Joaquim Barbosa. Leia mais aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lula lançou Dilma. Ana Hickmann da TV Record lançará Serra

Ana Hickmann na festa do PSDB


A modelo e apresentadora da TV Record Ana Hickmann foi escolhida como mestre de cerimônias da festa que o PSDB promove sábado, em Brasília, para o lançamento da pré-candidatura de José Serra à Presidência da República.Há pouco, o comando do partido também definiu a ordem dos oradores no evento.

O primeiro a discursar será o presidente do PPS, Roberto Freire, seguido pelo presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), e pelo presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE). O ex-governador de Minas Aécio Neves discursará na sequência dos presidentes, falando em nome dos governadores. Depois, será a vez do presidente de honra do PSDB, Fernando Henrique Cardoso.

Após os discursos será apresentado um vídeo com a trajetória pessoal e política de Serra. Por volta do meio-dia, Serra será esperado para discursar. O evento está marcado para começar às 9h e será realizado no Espaço Brasil XXI.Estadão

A festa de lançamento do José Serra custará em torno de R$ 500 mil. No lançamento, José Serra será apresentando como pobre e filho de feirante

Para os leitores que pediram, aqui está o link do blog da Ana Hickmann :  http://noticias.r7.com/blogs/ana-hickmann

Perguntem de quanto foi o cachê,  para ela lançar Serra a presidência!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O povo quer saber: Sérgio Guerra (PSDB-PE) bancou viagem de filha à Nova York com dinheiro do Senado. Já devolveu?

O escândalo


Data da divulgação:10.08.2009

 A Folha (aqui) mostrou que a filha do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), viajou para Nova York com as despesas pagas pelo Senado.

Segundo a reportagem, a advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2007 e gastou R$ 4.580,40 em diárias pagas com dinheiro público.

Guerra afirmou que sua filha viajou para acompanhá-lo em exames de saúde. O tucano, que discorda que tenha cometido irregularidade, disse não ter sido cobrado pela devolução das diárias da filha. Se isso tivesse ocorrido, "teria devolvido", afirmou.

O ex-diretor do Controle Interno Shalom Granado diz que houve discordância entre ele e os técnicos do órgão. Ele afirma que a viagem de Helena tem como base legal a "hipótese de particular em cooperação com serviço público".

A divergência foi exposta em relatório entregue ao Tribunal de Contas da União. "Quem vai decidir se estou certo ou errado é o TCU", disse Granado, que deixou a secretaria em julho.

O que aconteceu?

Um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado pediu a devolução dos recursos. O documento foi entregue em fevereiro de 2008 e consta no relatório da Tomada de Contas do Senado já entregue ao TCU (Tribunal de Contas da União).

Sérgio Guerra NÃO devolveu a grana aos cofres públicos

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Rodrigo Maia representará Arruda no lançamento da candidatura de José Serra

O ex-pré-candidato a vice-presidente de José Serra (PSDB/SP), José Roberto Arruda (ex-DEMos) continuará preso neste fim de semana. A Corte Especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça) só deve analisar no dia 12 de abril, em sessão extraordinária, o pedido de revogação de prisão do ex-governador.

Assim, a Polícia Federal não liberará ele para participar pessoalmente do lançamento da candidatura de José Serra a presidência.

O representante mais próximo do mensalão do DEM, ou melhor, do DEMos, que discursará no evento, será o presidente do partido, Rodrigo Maia.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

TV Brasil veicula minisséries para jovens de baixa renda

A TV Brasil exibe 8 episódios da minisérie "Última Saída", a partir de hoje às 18:30hs.

A minisérie é inovadora porque retrata a realidade de jovens da periferia, das classes C, D e E, que não se vêem na tela da Globo.

Sinopse:

"Três amigos. Uma estrada. Nassa, Wander e Val só queriam aproveitar o feriado na praia. Aquele que prometia ser o melhor fim de semana de suas vidas se transforma numa aventura insólita, onde o inesperado os aguarda a cada curva. Eles precisam voltar para casa. Achar o caminho. Sua última saída."

Veja o trailer aqui.

A produção é resultado do edital FICTV/Mais Cultura, que financiou a produção
de oito episódios piloto.

“Os jovens de baixa renda têm pouco acesso a equipamentos culturais como cinema, museus e teatros. Além de excluídos do consumo cultural, esses jovens dificilmente são retratados nos meios de comunicação e, quando são, isso acontece de forma estigmatizada e estereotipada. É preciso reverter essa lógica. Cultura é um direito de todos”, explica a coordenadora executiva do Programa Mais Cultura, Silvana Meireles.

A primeira etapa do edital recebeu 225 projetos de todo o País. Destes, oito foram premiados com R$ 250 mil, cada, para produção dos episódios e desenvolvimento do projeto técnico de produção das minisséries.

O público poderá votar pela internet, na página eletrônica da TV Brasil, www.tvbrasil.org.br, e escolher os três episódios que serão transformados em minisséries.

Esta será a segunda etapa do edital, que financiará com R$ 2,6 milhões cada minissérie.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

"O Globo" de 07/01/2010 contradiz Jornal Nacional de 07/04/2010

As Organizações Globo precisam se entender melhor, para um veículo não entrar em contradição com outro:

O Jornal da famiglia Marinho, publicou em 07/01/2010, que "Prefeitura [do Rio de Janeiro] removerá 119 favelas até o fim de 2012".

O jornal de extrema-direita usou o termo ufanista "remover favelas" como se fosse uma vitória da "supremacia da elite branca" udenista apregoada pela finado Carlos Lacerda (UDN/RJ), mas o termo certo é reassentar e não remover.

Mas vamos ao que interessa, que é o conteúdo do próprio jornal:

A Secretaria municipal de Habitação já relacionou 119 favelas que serão removidas [REASSENTADAS] integralmente pela prefeitura até o fim de 2012, por estarem em locais de risco de deslizamento ou inundação, de proteção ambiental ou destinados a logradouros públicos. Com pelo menos 12.196 domicílios, essas comunidades ocupam 2,34 milhões de metros quadrados - uma área maior do que o bairro do Leblon. O secretário Jorge Bittar [O Globo omitiu que é do PT] informou que trechos não urbanizáveis de outras favelas, que ainda estão sendo levantados, também serão desocupados.

Bittar estima um orçamento de R$ 244 milhões para reassentar as 12.196 famílias dessas comunidades. Os recursos são para indenizações, através dos programas Compra Assistida e Aluguel Social (este até que a família compre um imóvel, pelo programa Minha Casa Minha Vida, do governo federal).

- Ninguém vai receber dinheiro vivo em troca dos imóveis que serão removidos. Ou as famílias serão inscritas no Minha Casa Minha Vida ou faremos Compra Assistida, onde o morador escolhe um imóvel usado por valor equivalente ao que vai perder - disse Bittar.

A reportagem inteira, no jornal impresso, demonstra que uma boa parte das favelas serão extintas ainda neste ano.

Ontem o Jornal Nacional, pinçou números de um único relatório do TCU, e fez "reporcagem" sensacionalista de que o Rio de Janeiro teria recebido menos de 1% em prevenção de desastres. Ora, esse relatório não reflete a verdade do todo, e tira do contexto os investimentos totais que retiram a população do risco se sofrerem com desastres, pois o Rio de Janeiro, assim como várias outras cidades, tem recebido investimentos maciços em urbanização de favelas, através do PAC, com reassentamento de moradias em área de risco.

Isso é muito mais do que prevenção a desastres, isso é solução definitiva para a população não ficar expostas ao risco de desastres.

Para o governo federal liberar recursos, seja do "Minha Casa, Minha Vida", seja do PAC, seja da Defesa Civil na prevenção de desastres, é preciso que os Estados e Municípios apresentem projetos. A Secretaria Municiapal de Habitação do Rio, finalmente apresenta projetos.

A atual gestão assumiu em janeiro de 2009, depois de 16 anos de gestão desastrosa de César Maia (DEMos) e seu grupo (Conde foi eleito por César Maia, brigou após o meio do mandato).

César Maia é um contumaz encrenqueiro, velho conhecido e rejeitado pelos cariocas. Não tinha projetos decentes, passava o dia, ora na internet (como faz José Serra de madrugada), ora fazendo arruaças políticas, e gastando dinheiro público com cabos eleitorais pagos do DEM, para fazer molecagens como vaiar o presidente Lula no PAN. Largou a cidade abandonada, sem manutenção.

O ex-prefeito demo-tucano fez umas poucas obras estruturantes, e muita maquiagem em projetos que ele chamou de "Rio-cidade" (reforma de bairros, que embelezaram, mas não investiu corretamente em drenagem), e "Favela-bairro", onde gastou em urbanização, mas deixou pessoas morando em áreas de risco,  em algumas das favelas que sofreram soterramento agora.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Algo de podre no Jornal Nacional

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula

O Jornal Nacional da TV Globo, ressuscitou seus urubus e carcarás para explorar politicamente tragédias com mortes, exatamente como fez quando houve o acidente com o avião da TAM.

Em vez de trazer informações valiosas para o cidadão do Rio de Janeiro, neste momento de angústia, pinça um relatório do TCU, dizendo que, entre 2004 e 2009, o Ministério da Integração Nacional aplicou R$ 358 milhões em prevenção de desastres naturais, sendo que a Bahia ficou com a maior parte, 37%. São Paulo recebeu menos de 9% e o Rio de Janeiro, 0,65%.

Esses números seriam de revoltar qualquer fluminense e carioca, se expressasse o total da verdade. Mas eu me lembro muito bem que o presidente Lula assinou diversas Medidas Provisórias, liberando verbas emergenciais de valor muito superior a estes R$ 358 milhões, devido a desastres, para:
- o Estado de Santa Catarina quando sofreu com as chuvas de 2008;
- para os Estados do Piauí, Maranhão e Ceará, no ano passado;
- para o próprio Rio de Janeiro, em janeiro deste ano, quando diversas cidades da Baixada Fluminense e Angra dos Reis sofreram com as chuvas;
- para cidades de São Paulo também, devido ao estado de calamidade no período do alagão.

Obviamente que muita verba usada para reconstrução, funciona também como verba de prevenção, uma vez que, em geral, não se reconstrói erros do passado. Ninguém vai reconstruir moradias em áreas de risco que desabou.

Além disso, obras do PAC de reurbanização de favelas, como as feitas no Complexo do Alemão, no Pavão-Pavãozinho-Cantagalo, na Rocinha, Dona Marta e em Manguinhos, tirou muita gente da situação de risco, seja em encostas, seja em beira de rios e córregos. Junte-se a isto o programa "Minha Casa, Minha Vida" que também está oferecendo residência a quem vivia precariamente, em áreas de risco.

Enfim, isso dá para lembrar de cabeça, sem fazer levantamentos apurados nos sistemas e no orçamento da União.

Por que o telespectador brasileiro não tem o direito de saber a verdade como ela é, sem essa manipulação de números pinçados?


Dilma rebate oposição e diz que Tancredo não foi "privatizado" pelos demo-tucanos

Dilma Rousseff (PT), rebateu, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte, as críticas da oposição que divulgou uma carta classificando de oportunista a visita dela ao túmulo do ex-presidente Tancredo Neves, em São João Del Rei, na tarde de terça-feira:

"Olha eu acho surpreendente (a carta), porque nenhum homem público no Brasil é propriedade privada de nenhum partido. O Tancredo Neves foi um brasileiro eleito Presidente da República, infelizmente não pôde governar, e ele não era propriamente nem do PT nem do PSDB. Ele era do PMDB e nós podemos perfeitamente ser do PT e respeitá-lo, até porque hoje ele é um patrimônio do Brasil", disse a ministra.


Demo-tucanos paulistas "amarelam" e não querem ouvir promotor Blat, nem defesa da Bancoop

Foi adiada a votação do requerimento de convocação do ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop) e do promotor José Carlos Blat na CPI da Assembleia Legislativa sobre o caso.

O pedido foi apresentado pelos dois únicos deputados estaduais do PT, mas foram rejeitados pelos membros da base demo-tucana do governo paulista.

Na primeira reunião da CPI, deputados do PSDB, DEM e PTB consideraram o requerimento como uma manobra petista e decidiu deixar para depois a participação dos envolvidos:

"Nós ainda não estamos suficientemente embasados para questionar o Vaccari, já que não temos sequer um diagnóstico mais profundo do caso", esquivou-se o presidente da CPI, deputado estadual Samuel Moreira (PSDB).

Ou seja, esses demo-tucanos não querem apurar coisa nenhuma, querem é só fazer politicagem eleitoral.

Ainda antes da sessão, Antonio Mentor (PT), um dos autores do requerimento, mostrava-se cético em relação à aprovação. Ele e Vanderlei Siraque (PT) apresentaram o pedido de convocação para demonstrar que não temiam as investigações. "Colocando as duas partes em depoimento na Assembleia Legislativa, toda a sanha que o PSDB tem demonstrado de politizar a CPI vai acabar", garantiu.

"Decidimos pelo requerimento porque queríamos colocar na pauta, primeiro, o que tem de consistente nas acusações do promotor José Carlos Blat – se é que tem alguma; segundo, uma oportunidade de defesa para o Vaccari e a Bancoop, para que possa esclarecer (o caso)", opinou Mentor.

A referência do petista está ligada ao desempenho de Vaccari, atualmente tesoureiro do PT, no Senado Federal, onde depôs nas comissões de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). "Vaccari respondeu às questões com alto poder de convencimento, inclusive dos parlamentares da oposição", afirmou o deputado estadual. Leia mais aqui.


Dona Marisa e Mantega sopram velinhas

Observados pelo 
presidente Lula, dona Marisa e o ministro Mantega 
sopram as velinhas do bolo de aniversário. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Observados pelo presidente Lula, dona Marisa e o ministro Mantega sopram as velinhas do bolo de aniversário. Leia mais aqui.


Polícia Federal prende 31 pessoas por supostas fraudes em licitações

A Polícia Federal deflagrou ontem (7) a Operação Hygeia para cumprir 35 mandados de prisão temporária de pessoas supostamente envolvidas em esquema de desvios e fraudes em licitações e contratos.

Há indícios de fraudes em licitações da Fundação Nacional de Saúde (Funasa); contratação por valores superfaturados de organizações não governamentais (ONGs) para prestar serviços de saúde; e a contratação, sem a execução das obras, de empresas de engenharia por prefeituras de Mato Grosso. Além desse estado, há mandados de prisão no Distrito Federal, em Goiás, Minas Gerais e Rondônia.

Boa parte dos mandados de prisão é contra servidores públicos (17).

A Operação Hygeia foi realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo auditoria preliminar do órgão, o esquema desviou R$ 51 milhões de obras e serviços pagos e não executados. A controladoria estima que o total do desvio possa ultrapassar R$ 200 milhões.

De acordo com nota da PF, os três esquemas de fraude eram “hierarquicamente estruturados,” e “se comunicavam por meio de núcleo empresarial comum”. Segundo a Polícia Federal, funcionários de setores estratégicos da Funasa direcionavam licitações; executavam contratos com custos superiores aos do mercado; e pagavam por serviços não realizados.

A suposta fraude das ONGs envolvia superfaturamento de serviços prestados, contratação de parentes e apadrinhados políticos e pagamento de salários fantasmas a valores também maiores que os do mercado. As ONGs prestavam serviços para o Programa de Saúde Indígena, o Programa Saúde da Família, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e as unidades municipais de saúde.

Há ainda denúncia de supostos contratos superfaturados em obras de engenharia de prefeituras de Mato Grosso, conveniadas com o governo federal. Além de superfaturadas, obras foram pagas mesmo sem estarem concluídas.

Segundo a PF, os envolvidos deverão ser “indiciados por formação de quadrilha, estelionato, fraude em licitações, apropriação indébita, lavagem de dinheiro, peculato, corrupção ativa e passiva, prevaricação, dentre outros”. (Da Agência Brasil)

Oo ex-prefeito de Santo Antônio de Leverger, Faustino Neto, do DEMos, está entre os presos.

Jornal Nacional quer ressuscitar "aloprado"

Um dos presos foi o empreiteiro Valdebran Padilha, que esteve envolvido no escândalo dos "aloprados", já foi filiado ao PT de Mato Grosso e já saiu do partido há muito tempo. Para saber o que a Globo não conta, os leitores daqui do blog já sabem desde 2006, na nota "Quem é Valdebran Padilha, o 'petista'?".

quarta-feira, 7 de abril de 2010


Metrô da morte. Guindaste desmorona na obra do metrô de SP

Buraco do metrô que matou 7 pessoas. Viga de ferro voa e mata um funcionário. Viga que voam da obra do Rodoanel.Em 2008, parte de obra de uma ponte  do Expresso Tiradentes cedeu na Zona Sul de SP

E agora...


A grua de guindaste usado das obras da estação Morumbi, da linha 4 - amarela do metrô de São Paulo,  desmoronou sobre  e levantou  um caminhão na tarde de ontem.O motorista do caminhão que ficou na vertical foi retirado da cabine sem ferimentos.O consórcio Linha Amarela é o responsável pelas construções desta nova linha do metrô.


Goldman, Serra e a ONG IDELT: Só vizinhos ou tem "Laranja" nesta cesta?

Nosso amigo leitor, que assina Nanako, observou um conjunto de coincidências:

1) A ONG demo-tucana IDELT (Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transportes e Meio Ambiente), fundada por Albet Goldman (PSDB/SP) - vice-governador eleito, e sucessor de José Serra no governo de São Paulo - tem como endereço Rua Arthur de Azevedo, 1767, cjs. 123/124, Pinheiros.

A ONG é tão suspeita, que até o jornal demo-tucano "Estadão", edição de 22/10/2007, publicou a matéria: "MP apura favorecimento do governo a ONG ligada a tucanos".

2) José Serra tem "3 salas comerciais no Edifício Premium Tower Altamura" (foto acima), exatamente nessa Rua e número, conforme declaração de bens entregue à Justiça eleitoral, em 2006:


Na declaração só não diz o andar e o número das salas, de propriedade de José Serra.

Oficialmente a ONG foi fundada pelos demo-tucanos:
- Albert Goldman (atual governador paulista, eleito vice de Serra);
- Frederico Bussinger (ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo);
- Thomaz de Aquino Nogueira Neto (presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A.- Dersa, 2007-2008);
Entre outras pessoas ligadas ao setor de transporte público e ao PSDB.

Atualmente (pelo menos até 2007) é presidido pela mulher de Bussinger, Vera Bussinger.
Recebeu pelo menos R$ 5 milhões dos cofres públicos até 2007.

A pergunta que não quer calar é:

José Serra pratica apenas uma "política de boa vizinhança" com a ONG investigada pelo Ministério Público, na Rua Arthur de Azevedo, 1767, ou tem algum engajamento maior nesta ONG, a ponto de ser dono do imóvel da sede?


Veja bem...

Os tucanos  dizem que estão com um pé atrás em relação à pesquisa Sensus, contratada pelo Sindicato dos Empregados das Empresas Concessionárias de Rodovias no Paraná (Sindecrep), com sede em Ponta Grossa (PR).

A divulgação da pesquisa está prevista para o dia 9, justamente a véspera do pré-lançamento de Serra. "Sensus e Vox Populi têm apresentado resultados diferentes daqueles que conhecemos e de outros institutos, como o Datafolha(DataSerra) e o Ibope."Vamos aguardar, mas temos as nossas pesquisas", disse Severino Sérgio Estelita Guerra, vulgo, Sérgio Guerra jagunço da política

Ainda segundo Sérgio Guerra, O discurso de FHC foi decidido essa semana, porque os petistas acusaram os tucanos de esconder o ex-presidente e o antigo governo. A intenção dos tucanos é reagir, mostrando as realizações do governo FHC."Afinal, foi da lavra do governo Fernando Henrique, o Proer, que salvou os bancos brasileiros" disse o senador


Procurador-geral da República defende intervenção no DF porque a máquina da corrupção continua aparelhada pelos demo-tucanos

A corrupção revelada pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), registra só uma parcela do desvio de dinheiro público no Distrito Federal - esquema supostamente liderado pelo governador cassado José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) chamado de mensalão do DEM -, segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Arruda seria apenas a ponta o Iceberg da corrupção demo-tucana

Gurgel afirmou que a situação é gravíssima e que há indícios de que a corrupção pode ser maior do que foi divulgado até agora.

"Estamos desde sempre prosseguindo e aprofundando as investigações. Há indícios de que além do que já foi revelado haveria muito mais em termos de irregularidades, em termos de uma corrupção disseminada pela máquina administrativa do Distrito Federal", declarou o Procurador-geral.

"A situação, diferentemente do que certas aparências possam indicar, continua extremamente grave."

Ou seja, Arruda saiu, mas o governo continua com um forte aparato de corrupção aparelhada em diversos cargos pelos operadores silenciosos do DEMos e dos tucanos.

Conexão Serra-Arruda

Além disso há as evidências do mensalão do DEM ter irrigado o caixa das campanhas em outros estados, além das empresas envolvidas no mensalão do DEM, atuarem na prefeitura de São Paulo, durante o governo Serra-Kassab, e no próprio governo paulista de José Serra, com quem Arruda fez diversos convênios enquanto os dois eram governadores.

Na compra de trens do Metrô de Brasília da ALSTOM (onde há indícios de superfaturamento e pagamento de propinas), José Serra fez questão de se envolver pessoalmente, prestigiando Arruda (foto abaixo).



Gurgel defendeu ontem a necessidade de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar a intervenção no DF. "Na verdade, se tem procurado dar uma aparência de normalidade ao funcionamento das instituições do Distrito Federal. Mas é uma aparência que se limita à superfície", disse.

De acordo com o procurador, problemas graves persistem no Executivo e no Legislativo. "O Ministério Público continua convencido que (os problemas) só poderiam ser resolvidos com a decretação da intervenção federal", afirmou. O procurador é contra a realização de eleição indireta para escolha do novo governador. Segundo ele, o objetivo é tentar enfraquecer o pedido de intervenção. (Do Estadão).


Arruda pede para STJ julgar a revogação de prisão antes do lançamento de José Serra

Os advogados de José Roberto Arruda (ex-DEMos e ex-pré-candidato a vice-presidente de José Serra), entraram na terça-feira, 6, com petição para que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgue nesta quarta-feira, 7, a revogação da prisão.

Caso consiga, ainda estará a tempo de participar do lançamento da candidatura de José Serra, no sábado, ao lado de outros "paladinos da ética" demo-tucanos como Yeda Crusius (PSDB/RS), Eduardo Azeredo (PSDB/MG) e Joaquim Roriz (PSC/DF).

José Serra chegou a lançar a candidatura de Arruda como seu candidato a vice-presidente, no dia 3 de setembro de 2009, ao sugerir até um slogan humorístico de campanha: "vote em um careca e leve dois".







O advogado de Arruda é Nélio Machado, que também defendeu Daniel Dantas (outro velho conhecido de José Serra), no início da Operação Satiagraha. Leia mais aqui.


Ford vai ampliar investimentos e fabricar carro mundial no Brasil

O presidente mundial da Ford, Alan Mulally, deve anunciar amanhã ao Presidente Lula, em Brasília, um aporte extra ao programa de R$ 4 bilhões em investimentos no Brasil para os próximos cinco anos e a produção de um carro mundial, um modelo similar ao que a marca fabricará em vários países, incluindo europeus e os Estados Unidos.

Em sua primeira visita ao País desde que assumiu o cargo, em 2006, Mulally disse ontem em São Paulo que a filial brasileira está preparada para desenvolver veículos que possam ser feitos em qualquer parte do mundo. "O Brasil de fato será um dos nossos centros de desenvolvimento de produtos globais", afirmou. "Ao longo do tempo, vamos ter mais produtos desenvolvidos, projetados e feitos aqui."

Atualmente, a maioria dos modelos fabricados no Brasil foi desenvolvida principalmente na Europa, com exceção do EcoSport, projetado por brasileiros e criado em conjunto com a matriz do grupo. Mulally reconheceu que a subsidiária brasileira, que tem contribuído positivamente com os resultados financeiros do grupo há seis anos, precisa se inserir melhor nos projetos mundiais da companhia.

A Ford é a quarta maior montadora brasileira, com 11,2% de participação nas vendas no primeiro trimestre. Para a matriz americana, é a terceira maior em vendas. No ano passado, foram mais de 300 mil unidades, lembrou o presidente da Ford do Brasil, Marcos de Oliveira.


Recursos

R$ 4 bilhões
é o total do plano de investimentos anunciado pela Ford para o Brasil para o período de 2011 a 2015. O presidente da empresa deve anunciar amanhã um reforço nesse plano

300 mil
automóveis passarão a ser produzida na fábrica de Camaçari, na Bahia, após a ampliação prevista no plano de investimentos. Atualmente, a fábrica produz cerca de 250 mil automóveis por ano

11,2%
foi a participação da Ford no mercado doméstico de automóveis no primeiro trimestre. A empresa é a quarta montadora no ranking de vendas no Brasil. No ano passado, foram mais de 300 mil unidades vendidas no País


Marolinha: Em ano de crise, renda do brasileiro cresce 10%

Sustentada pela população do Nordeste, renda média mensal atingiu R$ 1.285 e não interrompeu tendência de ascensão social

A crise passou longe do mercado consumidor brasileiro em 2009 e não interrompeu a tendência de ascensão social das camadas de menor renda nos últimos anos. Sustentada pela população do Nordeste, onde está a maioria da população de menor poder aquisitivo, a renda média mensal cresceu cerca de 10% e atingiu R$ 1.285 no ano passado.

Essa é a maior renda nominal da população desde que a Cetelem, empresa de crédito do grupo francês BNP Paribas, começou, em 2005, a fazer no Brasil a pesquisa Observador, em parceria com o instituto de pesquisa Ipsos. Realizada desde os anos 90 na França, a pesquisa retrata tendências de consumo.

Em 2009, o maior crescimento na renda ocorreu nas camadas D/E, com expansão de 12,8%, seguida pela classe C, cuja renda cresceu 6,2%. Já os rendimentos das classes A/B caíram 2%. "A Região Nordeste e as classes C, D e E atenuaram o impacto da crise no consumo", diz o diretor-geral da Cetelem para a América Latina, Marc Campi.

Crédito. As classes C, D e E foram as mais beneficiadas pelas políticas do governo contra a crise. O aumento da oferta de crédito e a redução de impostos sobre carros, geladeiras e máquinas de lavar favoreceram a manutenção do emprego e, consequentemente, da renda e do consumo.

O Nordeste observou a maior expansão da renda entre as regiões em 2009, com 25,2% sobre o ano anterior. Os microempresários de Recife (PE), Flavio Pontes Argay e Priscila Trindade, sentiram esse efeito. Donos de uma empresa de brinquedos para shoppings, o microempresário diz que, com o ganho de renda na região o seu negócio deixou de ser sazonal. "Antes tínhamos de buscar mercado no Sudeste para sustentar a empresa." Mas, com o ganho de renda na região, a situação mudou.

Sul. Já a renda da Região Sul, que reúne grande parte das classes mais altas, caiu 13% em 2009. "A crise pegou mais o topo da pirâmide, e a queda na renda reflete o recuo do PIB da região", diz o diretor da Cetelem Brasil, Marcos Etchegoyen.

A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em 70 cidades de nove regiões metropolitanas, entre 18 e 29 de dezembro de 2009, e mostra que gastos com produtos e serviços essenciais foram mantidos. Em contrapartida, as despesas não essenciais foram lideradas pelos itens de vestuário, que cresceram 29%. Outro resultado relevante é que as despesas com prestações e financiamentos bancários somaram R$ 98 mensais em 2009 e ocuparam a vice-liderança entre os gastos não essenciais. Campi ressalta que a crise mudou o comportamento do consumidor, que está mais maduro e ampliou a poupança. Em novembro de 2009, os entrevistados pouparam, em média, R$ 535, ante R$ 315 no mesmo mês de 2008. Agência Estado


Isso é Lula e continuará com Dilma: Classe C já é maior que a população de todo o País em 1970

A classe C reúne hoje 92,8 milhões de pessoas, 49% da população do País. Esse contingente é superior ao total da população brasileira em 1970. Segundo pesquisa da Cetelem, de 2008 para 2009, 8,2 milhões de pessoas subiram para esse estrato social. Em cinco anos, foram 30 milhões. A pesquisa segue a estratificação social por classes da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep). Essa classificação considera a posse bens das famílias e o grau de instrução, não apenas a renda.


Governo propõe elevar reajuste dos aposentados para 7% este ano

O governo e os partidos da base aliada batem hoje o martelo em torno do índice de 7% para o reajuste dos aposentados que ganham acima de um salário mínimo. A proposta, retroativa a janeiro, depende apenas de aval do presidente Lula, que no final da tarde de ontem não estava em Brasília.

A medida provisória que trata dos vencimentos dos aposentados e está na pauta de votação da Câmara prevê, originalmente, um reajuste de 6,14%. Diversas emendas ao texto, porém, foram apresentadas pelos próprios partidos da base, sugerindo aumentos maiores, chegando até ao índice composto pela correção da inflação mais 100% da variação do PIB de 2008. Há também propostas de aumentar esse percentual para 80% do PIB.

O governo apresentou a proposta intermediária, dos 7%, ou a correção da inflação mais dois terços da variação do PIB.

O impacto extra para a Previdência com o novo reajuste será da ordem de R$ 84,6 milhões por mês ou R$ 1,1 bilhão por ano. Paulinho diz que o ganho real para os aposentados será de 0,4% sobre a folha.


Prêmios para alunos na 5ª Olimpíada Brasileira de Matemática

Após pedir um minuto de silêncio pelas vítimas das chuvas, o presidente Lula participou da premiação dos alunos que ganharam medalhas na quinta edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) no Rio de Janeiro. Leia mais aqui.








Participação da classe C no país sobe de 45% para 49% da população

A classe C ampliou sua participação para 49% da população brasileira em 2009, ano marcado pela crise econômica global, ante 45% no ano anterior, chegando a 92,85 milhões de pessoas.

Já as classes A/B subiram de 15% para 16% do total, enquanto as D/E caíram de 40% para 35%, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com a Ipsos.

Segundo o "Observador Brasil 2010", a expansão da classe C chegou a 15 pontos percentuais, considerando os dados desde 2005, quando essa fatia da população representava 34% do total. Naquele ano, as classes A/B respondiam por 15% e as D/E, por 51%.

Nos últimos cinco anos, a classe C ganhou 30,15 milhões de consumidores, sendo 8,23 milhões entre 2008 e 2009. Já os segmentos D/E perderam 26,05 milhões desde 2005, dos quais 8,94 milhões no último ano.

"Nos próximos anos, a classe C deve ter um crescimento menor, mas continuar em expansão", avalia Marcos Etchegoyen, diretor geral da Cetelem no Brasil.

As classes sociais utilizadas no estudo são as definidas pelo CCEB (Critério de Classificação Econômica Brasil), fornecido pela Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa).

O conceito não considera a renda e leva em conta itens como posse de eletrodomésticos (televisão, rádio, aspirador de pó, máquina de lavar, DVD, geladeira, freezer), de carro para passeio, quantidade de banheiros na casa e grau de instrução do chefe da família.

Com isso, o benefício fiscal concedido pelo governo federal com a redução de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para móveis e veículos foi uma das razões para a mobilidade social no país no ano passado, aponta Elisa Bernd, gerente de pesquisa da Ipsos.

Renda

Entre 2008 e 2009, a renda familiar média mensal caiu nas classes A/B, de R$ 2.586 para R$ 2.533, mas subiu na C (de R$ 1.201 para R$ 1.276) e nas D/E (de R$ 650 para R$ 733). "A crise afetou mais o topo da pirâmide", conclui Etchegoyen.

Na análise por regiões, o Nordeste e o Sudeste tiveram aumento na renda familiar mensal semelhante entre 2008 e 2009, de R$ 178 e R$ 179, respectivamente, embora o valor ainda esteja bem distante: R$ 884 e 1.496.

Sobre investimentos, a pesquisa constatou que a classe C foi a única que direcionou mais dinheiro para aplicações em 2009 do que em 2008, passando de R$ 209 para R$ 633. "O consumidor [desse estrato da população] ficou mais prudente, mais maduro", avalia Marc Campi, diretor da Cetelem na América Latina.

O levantamento se baseou em uma amostra de 1.500 entrevistas, realizadas entre os dias 18 e 29 de dezembro de 2009 em 70 cidades, abrangendo nove regiões metropolitanas do país.

Prédios populares já têm serviço de classe média

Condomínios com piscina, churrasqueira, salão de festas, espaço gourmet e até biblioteca. Os imóveis voltados à baixa renda ganharam espaço no mercado imobiliário e estão mais equipados. Os lançamentos em São Paulo custam de R$ 75 mil a R$ 145 mil e ficam em bairros mais afastados do Centro --a maioria na zona leste--, têm entre dois e três dormitórios e espaços reduzidos, que variam de 45 a 65 metros quadrados. Leia a matéria completa aqui


Presidentes dos países do Bric vêm ao Brasil na semana que vem

Na próxima semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe os presidentes da Rússia, Índia, China e África do Sul. Eles participam da 2ª Cúpula dos Países Bric que ocorre em Brasília de 12 a 16 de abril. Lula começa a semana em Washington, nos Estados Unidos e depois retorna a Brasília, quando recebe os chefe de estado estrangeiros, além do primeiro-ministro indiano.

Ao retornar dos Estados Unidos, Lula deve reunir-se com o primeiro-ministro da Índia, Manmonahan Singh, depois, o presidente terá encontro com o presidente russo, Dimitri Medvedev. Em seguida, ele se reúne com os presidentes da China, Hu Jintao e da África do Sul, Jacob Zuma.

Em Washington, o presidente participa da cúpula nuclear, que deve reunir representantes de 47 países. As discussões ocorrem no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pressiona a comunidade internacional para que aprove sanções contra o Irã. Para os norte-americanos, o programa nuclear iraniano é uma ameaça.

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, nega as acusações. O presidente Lula, por sua vez, é favorável ao desenvolvimento do programa nuclear iraniano desde que para fins pacíficos. Segundo Lula, a comunidade internacional não pode isolar o Irã. (da Agência Brasil)

terça-feira, 6 de abril de 2010


Sensus fecha nova pesquisa na sexta-feira

O Instituto Sensus registrou pesquisa de intenção de votos para presidência (7.594/2010) no TSE.
O pesquisadores estão em campo entre os dias 5 e 9 de abril.
Os resultados podem ser divulgados a partir de sábado.
O Ibope deve fazer pesquisa presidencial na próxima semana, mas ainda não confirmou.

Ao falar de corrupção, Alberto Goldman esqueceu da corrupção na Idelt, criado por ele para lesar cofre público

'Sou intolerante à corrupção', diz Alberto Goldman na pose...Será?

Os amigos do Goldman e Serra

- Kassab, cassado por fraude no dinheiro recebido na campanha.

- José Roberto Arruda, ex-tucano agora do DEM democrata, presidiário amigo fiel do PSDB, e cotadíssimo para vice v do Serra.

- Quercia de inimigo do Serra a amigo escudeiro - Quem não lembra do caso Banestado?

- Yeda Crusius tucana governadora do Detran-RS

Senador Eduardo Azeredo do mensalão do PSDB de Minas

Cassio Cunha Lima e a corrupção  na Paraiba

- Rodoanel do José Serra, TCU denunciou desvio no governo Serra de R$ 184 milhões.

Quem viu os escândalos envolvendo todos os tucanos, falar em ética, chega a ser piadinha de péssimo gosto para enganar bobos

Corrupção engavetada: MP apura favorecimento do governo a ONG ligada a Alberto Goldman

O Ministério Público Estadual investiga as relações do Instituto de Desenvolvimento, Logística, Transportes e Meio Ambiente (Idelt) com o governo do PSDB e prefeituras. O Idelt é uma organização não governamental criada por Alberto Goldman (PSDB), vice-governador paulista, Frederico Bussinger, ex-secretário municipal de Transportes de São Paulo, e Thomaz de Aquino Nogueira Neto, atual presidente da Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), entre outras pessoas ligadas ao setor de transporte público e ao PSDB. É presidido pela mulher de Bussinger, Vera Bussinger. E recebeu pelo menos R$ 5 milhões dos cofres públicos nos últimos sete anos.

Promotores querem saber se houve superfaturamento dos contratos e favorecimento da organização não governamental ligada ao PSDB. São analisados ao menos 16 contratos e aditamentos, parte sem licitação, com Dersa, Sabesp, Secretaria Estadual do Trabalho, prefeituras de São Paulo e Carapicuíba, segundo publicações do Diário Oficial do Estado. As contratações referem-se a cursos de qualificação profissional como assistente administrativo, reciclagem de lixo, conservação, limpeza e formação de mão de obra para fazer calçadas (calceteiro), além de assessoria técnica em transporte público e programas de água de reúso. A Dersa alega que não havia necessidade de licitação pelo fato de o instituto ter notória especialização nos setores em que atua.

Um dos inquéritos foi aberto no fim de setembro pela Promotoria da Justiça e Cidadania e apura quatro contratos e três aditamentos feitos entre o Idelt e a Dersa, que somam mais de R$ 450 mil. O outro, em andamento desde o ano passado, analisa contrato de R$ 948 mil com a Prefeitura de São Paulo, firmado na gestão de José Serra (PSDB).

Nos dois casos não houve licitação para contratação, apesar de existirem outras instituições capazes de fornecer tal tipo de serviço, como a Escola de Sociologia e Política de São Paulo, a Fundação Tide Azevedo Setúbal, o Instituto Paradigma, a Cosmética Beleza e Cidadania, entre outras ONGs e instituições. Estas três últimas mantêm atualmente parcerias com a Prefeitura da capital.

A promotora Luciana del Campo quer saber se houve necessidade de a Dersa contratar o Idelt para fazer assessoria técnica, serviços de modelagem e gerenciamento dos Portos de São Sebastião e Santos. Foram quatro contratos - 1999, 2001, 2003 e 2004 - e três prorrogações, realizadas durante os governos Mário Covas e Geraldo Alckmin, ambos do PSDB. Os quatro contratos, que receberam três aditamentos, somaram originalmente R$ 441.228 - sem os acréscimos. O primeiro deles foi firmado em 2000, no valor de R$ 86.400.

O outro procedimento investigatório do MPE é sobre o contrato feito no fim de 2005 com a Secretaria do Trabalho da Prefeitura de São Paulo, na gestão do prefeito José Serra. O instituto mais uma vez foi contratado sem licitação para realizar cursos para formação de calceteiros, auxiliares de serviços gerais, auxiliares de escritório e reciclagem de lixo. Por isso, são investigados o ex-prefeito Serra, o ex-secretário municipal do Trabalho, Gilmar Viana, Frederico Bussinger e sua mulher Vera, que preside o Idelt.

Contrato rescindido O instituto receberia R$ 948.750 por nove meses de trabalho prestados à Prefeitura de São Paulo, mas, segundo a Secretaria Municipal do Trabalho, o contrato assinado em 2005 foi rescindido em dezembro do ano passado, já na gestão de Gilberto Kassab (DEM).

A administração municipal pagou quatro parcelas, além de duas multas rescisórias previstas em contrato, num total de R$ 534.763,93. Segundo a secretaria, o Idelt cobrou na Justiça a diferença de R$ 413.986,07.Na época, um dos sócios do Idelt, Carlos Alberto Tavares Carmona, era diretor da São Paulo Transportes (SPTrans), que cuida do transporte público na cidade de São Paulo.

Em 2006, cada uma das 31 subprefeituras paulistanas teria 15 calceteiros, que deveriam passar por 16 dias de aulas teóricas e práticas. O curso, dado pelo Idelt, foi uma parceria entre as secretarias municipais do Trabalho, de Assistência e Desenvolvimento Social, e de Coordenação das Subprefeituras, segundo divulgação feita pela Assessoria de Imprensa da Prefeitura em 16 de março de 2006.

Calçadão 

O contrato do Idelt prorrogado várias vezes com a Prefeitura de Carapicuíba teve início em 2001, para um curso de calceteiro destinado a ex-presidiários. Batizado de Calçada Metropolitana, o projeto custou inicialmente R$ 560 mil. A cidade é administrada por Fuad Chucre (PSDB).

De acordo com o secretário do Trabalho da cidade, Luiz Gonzaga de Oliveira, depois que venceu o contrato com o Idelt, a prefeitura assumiu o serviço para complementar o trabalho nas calçadas. Realizou cerca de 500 metros de novos calçamentos na Avenida Rui Barbosa, no centro de Carapicuíba. Comerciantes da região reclamam que o trabalho foi mal feito e são necessários reparos constantes.Do Estadão aqui no IG