quarta-feira, 21 de julho de 2010



Por trás da humilhação de FHC


Não posso dizer que tenha ao menos um laivo de simpatia pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Sua passagem pela Presidência da República foi um desastre para mim e para muitos outros brasileiros. Não é à toa que as pesquisas de opinião mostram que ele é repudiado pela maioria absoluta dos brasileiros.
Mais do que isso, as pesquisas mostram que a associação com FHC seria literalmente mortal para o candidato do partido do ex-presidente à Presidência da República neste ano. Apenas 3% dos eleitores votariam em um candidato apoiado por por FHC.
Outro dado importante: Lula é considerado melhor do que FHC por nada mais, nada menos do que 76% do eleitorado, e apenas 11% julgam que o tucano governou melhor.
Em uma situação dessas, não espanta que, em ano eleitoral, nenhum político queira ser associado ao impopular ex-presidente. Contudo, ver seus aliados de ontem e de hoje tratarem a figura máxima do PSDB como portador de alguma doença infecciosa – que existe, por mais que seja uma “doença” eleitoral – me causa certa tristeza.
Apesar dos erros graves, FHC conduziu a versão brasileira do plano de estabilização que Ronald Reagan e Margareth Tatcher impuseram ao Terceiro Mundo para acabar com a onda de inflação galopante sobretudo na América Latina, onda que, de fato, desapareceu – ao menos na forma como existia – depois dos diversos “planos reais” impostos à região pelo Consenso de Washington, a partir do final dos anos 1980.
A meu ver, qualquer ex-presidente merece o devido respeito, mas só quando se dá a ele.
A verborragia rancorosa do ex-presidente contra o atual e a cobrança pública de méritos para si pela boa situação atual do país – méritos que só ele, seu partido e a grande mídia enxergam, de acordo com as pesquisas –, leva pessoas como eu, que sofreram com o desastre daqueles oito anos, a criticá-lo com dureza.
Mas acho que, estando juntos, sendo aliados e integrantes do governo do país entre 1995 e 2002, Serra e FHC deveriam dar transparência a essa relação, até por uma questão de respeito ao eleitorado.
Como se sabe, porém, não é o que está acontecendo. A campanha de José Serra literalmente sumiu com FHC. No programa do PSDB em junho, não houve uma só menção ao ex-presidente. Ao apresentar a biografia de Serra, o programa, além de não mencionar o nome de FHC, expôs uma única imagem dele ao lado do candidato tucano, e foi por cerca de 15 segundos.
Como se sabe, FHC é extremamente condescendente consigo mesmo. Jamais fez uma autocrítica que se coadunasse com o que a maioria da sociedade brasileira pensa dele. É óbvio que se fosse tratado dessa forma pelo seu partido à própria revelia, rebelar-se-ia e colocaria a boca no trombone, criticando os aliados por tratá-lo como um fardo e uma vergonha.
Como FHC não estrila, é igualmente óbvio que aceitou ser escondido. Fico imaginando como foi que lhe disseram que teriam que fazê-lo…
“Fernando, você entende que a sua imagem seria prejudicial para o PSDB, não é?”
É patético, é  triste ver um homem que teve tanto poder nas mãos converter-se em um pária. Faz a gente pensar nas ironias desta vida. E ver alguém que vem sendo incensado pela grande imprensa desde que era candidato ser tão repudiado, constitui um fenômeno digno de destaque na crônica política nacional.
Seria exagero dizer que quanto mais a mídia exalta FHC mais ele se torna impopular e ela, cada vez mais vista como adesista a um grupo político que fez mal ao país? Só isso explicaria que, apesar de toda a babação de ovo que lhe fazem, o ex-presidente seja tão malvisto a ponto de ter que ser escondido por Serra e pelo PSDB.
De qualquer forma, o que me intriga é a razão pela qual FHC aceitou se conformar com essa situação. O que lhe foi prometido, em caso de vitória de Serra na eleição presidencial?
Em minha opinião, Serra e o PSDB devem ter prometido a FHC um posto de relevo em um eventual novo governo tucano. Ou seja: se alguém, entra essa maioria expressiva da sociedade que repudia o ex-presidente, votar em Serra, estará votando pela volta desse mesmo FHC ao poder, ainda que seja como coadjuvante – ou seria como eminência parda?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

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Do blog do Brizola Neto

Serra não é só o pior candidado. É torpe.

Já mais de uma vez afirmei aqui que o José Serra é um cínico, um homem sem condições morais de governar o país da importância do Brasil.
Chama-lo de cínico não é exagero ou figura de retórica. Não é, porque cínico é aquele que afirma com desfaçatez aquilo que sabe que não é verdade.
E, ainda, aquele diz alguma coisa e pratica exatamente o inverso.
O candidato Serra promete uma campanha de “alto-nível”.
O site oficial do candidato Serra, porém, mal-inaugurado, já parte para uma linha de agressões, de mentiras e de baixarias contra a candidata Dilma Rouseff.
Publica um “contador” que indicaria o número de vezes que Dilma fugiu dos debates. É tão torpe que publica números que crescem, mas não diz o que são, se são dias, debates ou o quê.
E não diz o que, porque não há o que dizer.
Dilma não fugiu de nenhum debate. Desmarcou e pediu nova data, em razão de viagem ao exterior onde se encontraria com chefe de estado estrangeiro, uma pretensiosa “sabatina” do jornal A Folha de S. Paulo.
Ninguém é obrigado a comparecer a “interrogatórios” daquele jornal serrista e mesmo assim o que a candidata fez foi, simplesmente, pedir uma nova data.
Arrogantemente, não foi atendida.
Serra, com argumento, usa uma edição feita com extremo mau-caráter por outro dos jornais que está a seu serviço, O Globo.
O jornal dos Marinho envia um questionário e marca data para ser respondido. Se não chega a tempo, acha-se no direito de, não podendo atacar a candidata, pelo o que diz, desmerecê-la publicando um espaço em branco com uma interrogação.
Pretensão. Arrogância. Ação combinada com um candidato que não tem o que dizer, senão isso, que nem pode dizer pessoalmente.
Dilma Rousseff dá entrevistas praticamente todos os dias.
Semana passada submeteu-se a duas delas que, de forma alguma, se poderiam chamar de “amestradas”: a primeira, no programa “É Notícia”, na Rede TV!, onde foi inquirida pelo jornalista da Folha de S. Paulo Kennedy Alencar, um profissional independente que a entrevistou da mesma forma com que, antes, havia entrevistado José Serra. Na segunda-feira, compareceu ao programa “Roda-Viva”, onde uma banca de entrevistadores reunia jornalistas como Heródoto Barbeiro, da CBN (grupo Globo), Luiz Fernando Vila (do Estado de S. Paulo), Vera Brandimarte (do Valor Econômico, dos grupos Folha e Globo) e Germano Oliveira, chefe da sucursal do próprio jornal O Globo em São Paulo.
Saiu-se muito bem e espero que o José Serra não considere que tenha sido assim por ter deles o conceito de que seriam “jornalistas amestrados”. Não pode haver “sabatina” mais dura que esta e, se a intenção fosse a de fugir, fugir-se-ia desta, que é transmitida pela TV.
O site oficial da campanha de Serra, como o site oficial de Dilma, representa a postura autorizada pelo candidato. Não é um blog de um simpatizante, sobre o qual o candidato não tenha responsabilidade pessoal.
É oficial.
José Serra é um covarde.
Manda fazer o jogo sujo que ele próprio não tem coragem de assumir.
Ocupa, sabendo que é ilegal, o tempo dos partidos que integram sua aliança, nas barbas da Justiça Eleitoral, contando com a procrastinação do exame e da punição por esse atropelo à lei, enquanto, com o caradurismo que lhe é peculiar, vai reclamar de propaganda subjetiva de alguém que não se adonou de tempos que não pertencessem se não ao seu próprio partido.
Há, de tempo para cá, objeções em relação ao senhor Serra que transcendem em muito as críticas que se lhe possam fazer em relação aos aspectos ideológicos, de propostas, de natureza política, econômica ou social.
Todas elas são pequenas em relação a maior das objeções que se levanta sobre sua conduta.
A objeção moral torna o senhor Serra impalatável para qualquer um que, mesmo tendo uma posição política conservadora, não despreza o compromisso que todo homem de bem deve ter com a sinceridade, a honradez, a coerência entre palavras e atos.
A candidatura Serra não afunda, apenas, na disputa eleitoral.
Ela chafurda na lama ética, no pântano onde se assentam os princípios da “ética de conveniência” que pratica e é tragada, a cada dia, pela lama formada por sua própria incoerência.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Para juiz do TRE, Indio fez propaganda eleitoral antecipada

Fonte: Os Amigos do Presidente Lula 


A pouca experiência do deputado federal Indio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa do tucano José Serra à Presidência, pode ter ficado mais evidente depois que ele decidiu fazer campanha dois dias antes da data autorizada pela Justiça eleitoral. Pelo Twitter índio da Costa pediu votos a eleitores, por volta das nove horas da noite de domingo: Conto com seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: o Brasil pode mais, escreveu Indio da Costa, em resposta ao usuário @CelsoJFerreira, que havia deixado no site o seguinte recado direcionado ao demista fluminense: Prepare-se, ser vice não é fácil.

Irregularidade

O chefe de fiscalização da propaganda do Tribunal Eleitoral do Rio, juiz Paulo César Vieira mandou hoje uma representação ao Ministério Público Eleitoral pedindo que o caso seja investigado, já que a propaganda eleitoral na internet só seria permitida a partir de hoje.

No nosso entendimento é propaganda antecipada, e, portanto, irregular. afirmou o magistrado. mas quem decide se entra com ação ou não é a procuradoria.

Ao TRE caberá, em seguida, julgar a ação.

Durante a tarde, esta e outras mensagens do microblog do candidato foram pagadas de sua página no Twitter.

índio  distraido

A assessoria de Indio da Costa explicou que foi uma distração do candidato, levado pelo entusiasmo".

Índio com o seu gosto pela Monarquia.

A prova de imagem do Índio com o seu gosto pela Monarquia. Para evitar que simplesmente ignorem, apaguem ou "desmintam"....

Uma das mídias mais populares da internet, atualmente, é o Facebook. Se o que for postado ali vale como um posicionamento do dono do espaço, Indio da Costa tem idéias muito peculiares. Está lá, abrindo seu Facebook deste domingo, um brazão sob o título “Identidade Imperial”. O texto é o seguinte: “Somos parte de um movimento que anseia pelo retorno do regime monárquico em nosso país. Entendemos ser o melhor caminho, o da informação. Tendo ciência do passado, refletiremos no presente, para construir um futuro melhor. O Império do Brasil e suas glórias. Não queremos mais um Brasil mergulhado na currupção [assim mesmo] e na imoralidade. Somos uma nação, mas queremos voltar a ter orgulho de sermos uma nação”. Sem comentários.Aqui no Sul21

Índio rei da merenda mente

Você sabia?


O Indio apenas fez uma redação em cima do primeiro parecer do então projeto Ficha Limpa, redigido pelo deputado federal José Eduardo Cardozo (PT-SP). O Indio quer aparecer, porque o verdadeiro relator foi o petista Zé Eduardo.

DEM e PSDB apoiam Roriz no DF

Unidos nacionalmente em torno da candidatura de José Serra, DEM e PSDB confirmaram, no final da tarde desta segunda-feira, no Tribunal Regional Eleitoral, a aliança em torno da candidatura de Joaquim Roriz (PSC) ao governo do Distrito Federal. Roriz pode ser impedido de concorrer pela Lei Ficha Limpa. Ele renunciou ao mandato de senador, em 2007, acusado de recebimento de propina.

O presidente do DEM no DF, senador Adelmir Santana, deu a mesma justificativa para a aliança com Roriz. “Não tínhamos opção. E o DEM é um partido muito forte para ficar fora das eleições”, por isso estamos com Roriz, disse.

Até o ano passado, o DEM dava como certa a reeleição do ex-governador José Roberto Arruda. Arruda, no entanto, foi acusado de chefiar um esquema de corrupção conhecido como “Mensalão do DEM”. O ex-governador chegou a ser preso por obstrução da Justiça, teve o mandato cassado e foi expulso da legenda...Vai votar no Serra? Vai levar o partido do panetone e o Roriz junto. Vale a pena apoiar a corrupção?

Serra registra no TSE resumo de discursos como plataforma de governo

A exemplo da indicação do candidato a vice-presidente na chapa do PSDB, o registro da candidatura de José Serra, no último dia do prazo determinado pela Justiça Eleitoral, também foi marcado pelo improviso - o tucano não tinha nem um projeto de programa de governo, conforme é exigido pela legislação.

A ideia inicial da campanha de Serra era apresentar um documento intitulado "Diretrizes Para o Programa de Governo", redigido em 95 tópicos pelo ex-secretário do Meio Ambiente paulista, Xico Graziano. Depois, os tucanos decidiram apresentar um "resumão" redigido pelo jornalista Luiz González.

Os tucanos voltariam a mudar de ideia horas antes do registro da candidatura. A campanha avaliou que o documento com as diretrizes deveria ser preservado para ser apresentado num momento mais adequado à sua repercussão na mídia. Resolveu-se então por enviar discursos de Serra ao TSE.

O PSDB esperou até o PT apresentar seu pedido de registro, só depois Serra decidiu enviar os discursos  no encontro com o DEM e o PPS, em Brasília, que serviu de lançamento da pré-candidatura, e o proferido na convenção de Salvador que o indicou para candidato.

Serra,  tem dito que as linhas gerais de seu programa de governo já foram expostas nos discursos que pronunciou na pré-campanha e textos. Aliás, discursos de Serra roubam fala da Dilma. O tucano, por exemplo, diz em seu discurso na convenção: "Vamos acabar com a miséria absoluta em nosso país". Dilma costuma falar em erradicar a miséria absoluta até 2014.

Em discursos e nos programas do PSDB na televisão, Serra empenhou-se em tranquilizar os beneficiários do Bolsa Família, dizendo que não só vai manter o programa, como ampliá-lo. É visível a preocupação dos tucanos em firmar um discurso social que, segundo deputados, funcionaria para o PSDB como a "Carta ao Povo Brasileiro" funcionou para o PT na economia, em 2002.

O discurso econômico de Serra tem sido basicamente o de quem pretende manter o tripé da economia - responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas de inflação. Mas é diferente em relação à independência do Banco Central e como vai administrar a manutenção do tripé no qual se assenta a política econômica desde 1994.

Ao justificar sua estimativa de gastos para a campanha também entregue ontem, Serra indicou que o montante de R$ 180 milhões será fundamental para fazer frente ao uso da máquina governamental em favor da petista Dilma Rousseff.

"Não diria que a eleição é mais custosa, mas que é a mais difícil. Por causa de toda a mobilização da máquina governamental em todo o país", declarou, depois de participar de uma feira de calçados, em Franca (SP).Valor

Dilma promete reduzir dívida pública para 30% do PIB

A uma plateia de empresários ontem, em São Paulo, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse apostar na dívida líquida em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) em torno de 30% para o período de 2011 a 2014. Hoje essa relação está em cerca de 40%.

"Isso vai permitir que nós, de fato, consolidemos taxas de juros que convirjam para o patamar internacional", disse Dilma ontem, ao participar de um almoço-debate com líderes empresariais, em São Paulo. Dilma disse que o mercado interno deverá ser fortalecido e que o crescimento da economia brasileira deverá transformar o país em "desenvolvido". Dilma afirmou que a "manutenção do esforço fiscal do governo" do Presidente Lula, ajudará a reduzir o endividamento público.

Dilma afirmou ser favorável à reeleição de governantes e disse ser contrária ao mandato de cinco anos. Questionada se, no caso de vitória em 2010, deixaria de disputar um novo mandato em 2014 para que o Presidente Lula concorra novamente, disse: "Quando chegar a hora a gente discutirá", afirmou. Dilma foi aplaudida pelos empresários, depois de falar por quase uma hora.

Os empresários demonstraram preocupação sobre qual será o tratamento que a petista dará ao MST. "Eu não sou do MST, como vocês já perceberam", brincou, no início de sua resposta. "Não devemos compactuar com a ilegalidade. Invadir prédio público, propriedades não está certo", disse. "Mas não vamos reprimir quando estiverem reivindicando simplesmente", afirmou.

Lideranças do setor produtivo questionaram a candidata petista sobre a relação que ela terá, se eleita, com países como Irã e Venezuela que "não respeitam a democracia", segundo o questionamento feito por empresários. "Política externa se faz com a cabeça, não com o fígado", comentou. "Se faz estabelecendo princípios claros de diálogo e respeitando a paz", resumiu a candidata, sem aprofundar-se no tema. Dilma disse que "é prudente que governantes guardem para si opiniões pessoais", sem citar nomes nem referir-se diretamente a José Serra, que recentemente fez críticas aos governos do Irã e da Bolívia.

Uma das principais dúvidas dos empresários - e a primeira pergunta a ser feita - foi sobre eventuais mudanças no sistema tributário. Dilma disse que a reforma tributária será sua prioridade, mas não explicou como fará para aprová-la, nem como driblará as dificuldades enfrentadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não conseguiu aprovar a reforma no Congresso em oito anos. Dilma criticou o sistema tributário, classificando-o como caótico, com uma estrutura pouco clara.

Dilma reforçou que pretende fazer a maior desoneração possível para medicamentos, a exemplo do que o governo Lula fez para os produtos da cesta básica. A proposta deve ser um contraponto ao seu principal adversário, José Serra (PSDB) na discussão sobre as realizações do tucano no Ministério da Saúde, com os genéricos. Dilma afirmou que apostará na redução das tarifas de energia nos Estados, mas disse que isso terá de ser bem negociado para não criar uma crise fiscal nos Estados, sem detalhar a proposta.Valor

Serra mente de novo, e "rouba" lei do FATde Jorge Uequed

José Serra (PSDB/SP) foi pego na mentira de novo.

Ele tem falado por aí, nas propagandas demo-tucanas na TV que é autor da emenda (lei) que criou o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e garantiu o seguro-desemprego.

É pura mentira.

O seguro-desemprego foi criado em 1986, no governo Sarney, instituído junto com o Plano Cruzado pelo decreto-lei nº 2.284, de 10 de março de 1986. Passou a ser concedido aos trabalhadores após a sua regulamentação, que ocorreu 40 dias depois, pelo decreto nº 92.608, de 30 de abril do mesmo ano.

O FAT foi criado pelo projeto de lei PL-991/1988, de autoria do ex-deputado federal Jorge Uequed (PMDB-RS), apresentado em 11 de outubro de 1988.


Clique na imagem para ampliar


Serra tentou "piratear" o projeto de Jorge Uequed sete meses depois, apresentando o PL-2250/1989, em 5 de maio de 1989.

Na sessão de 13 de dezembro de 1989, o projeto "pirata" de Serra foi desconsiderado pela Câmara dos Deputados, devido à aprovação do projeto original de Jorge Uequed.

Clique na imagem para ampliar 


O trâmite do projeto de Serra na Casa comprova que o candidato demo-tucano à Presidência mentiu tanto em relação ao seguro-desemprego quanto em relação ao FAT.

Aliás, Serra também mente e "pirateou" os genéricos. Quem fez o decreto que implantou os genéricos foi Jamil Haddad, quando era ministro da Saúde de Itamar Franco. (A partir de informações do Viomundo)

Há um ano, vice de José Serra fazia discurso para acabar com o Bolsa Família

Quando Serra vem com essa conversa de que não vai mexer no Bolsa-família, todo cuidado é pouco. Ele já escolheu um vice do DEMos com idéias contrárias ao programa.

Está registrado nos anais da Câmara dos Deputados. No dia 14 de Julho de 2009, o Deputado Indio da Costa (DEMos/RJ), vice de José Serra (PSDB/SP), subia na tribuna para fazer um antológico discurso pelo fim do Bolsa-Família.

Entre as pérolas do discurso do "demo" podemos citar:

"... outra faceta perversa do problema inteiramente fora do alcance do Bolsa-Família é a brutal carga tributária arrastada pelos mais pobres, em razão dos impostos e contribuições incidentes sobre gêneros de primeira necessidade...

... Está na cara que a redução dessa carga deixaria mais dinheiro no bolso do pobre que o Bolsa-Família..."


Ou seja, por vias indiretas, Indio da Costa sugere que é "melhor negócio" reduzir a carga tributária sobre gêneros de primeira necessidade do que manter o Bolsa-família.

O vice de Serra deveria fazer um curso intensivão numa casa que precisa do Bolsa-família, para entender que o cidadão sem renda, precisa de dinheiro até para entrar no mercado e comprar o alimento, mesmo que seja pelo preço de custo, sem impostos.

Além disso, se ele não sabe, muitos produtos da cesta básica já são desonerados, mas seu chefão, José Serra, quando foi governador de São Paulo, em 2007, tomou o caminho contrário, aumentando o ICMS em São Paulo, sobre alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, pão francês, ovo, mortadela, salsicha, etc., de 7% para 18%:


A íntegra do discurso segue abaixo, com comentários  meu em vermelho:



CÂMARA DOS DEPUTADOS - DETAQ


Sessão: 182.3.53.OHora: 13:16Fase: BC
Orador: INDIO DA COSTA, DEM-RJData: 14/07/2009


O SR. INDIO DA COSTA (DEM-RJ. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados: "Não falem mal do Bolsa-Família, ou vocês perdem a eleição!" Eis uma mistura de súplica e ultimato que os candidatos a cargos eletivos, daqui para a frente, ouvirão cada vez mais dos seus marqueteiros. Também pudera: eles, é claro, fundamentam seu conselho nas pesquisas de opinião pública, que associam os elevados índices de popularidade do Presidente Lula e, em menor grau, do seu Governo àquele programa assistencial, que hoje alcança milhões de famílias. Hoje, mais de 1 em cada 4 brasileiros recebe o auxílio do Bolsa-Família!
Em Estados como Maranhão, Piauí e Alagoas, cerca de 60% dos habitantes sobrevivem do Bolsa-Família. E o Ministério do Desenvolvimento Social anuncia que, no próximo ano eleitoral, 2010, a proporção de brasileiros incluídos atingirá a marca de um terço da população. 


O número de famílias atendidas estabilizou em cerca de 12,4 milhões. Com o correr do tempo, com a geração recorde de empregos, com o programa próximo passo, o número de beneficiários deve cair gradualmente

Levando em conta que o principal requisito de acesso ao programa é ter renda familiar per capita inferior a 100 reais por mês, isso significa que o número de famílias em situação de miséria está aumentando.

No auge da crise internacional, em 2008 / 2009, é natural que mais pessoas em situação de dificuldade recorressem ao Bolsa-família

Isso nos conduz, é óbvio, ao questionamento da eficácia da estratégia de combate à pobreza extrema que orienta o programa. Antes disso, porém, vale enfatizar que ninguém, em sã consciência, pode ser contra o fato de mais famintos estarem comendo graças ao Bolsa-Família.
Sr. Presidente, se a iniciativa é louvável do ponto de vista da segurança alimentar, infelizmente não se pode dizer o mesmo da sua capacidade de romper o ciclo de reprodução da miséria. E aí é inevitável, sim, pensar no seu uso pelo Governo Federal como ferramenta eleitoreira.


A velha cantinela demo-tucana de insinuar que o Bolsa-família é "bolsa-esmola", e que direitos de cidadania para pobras, é compra de votos.

Afinal, a experiência de países bem-sucedidos que, poucas gerações atrás, eram muito mais pobres que o Brasil (e os casos da Coreia do Sul e de Taiwan logo vêm à lembrança) comprova que, para por um ponto final nesse ciclo, a medida prioritária consiste em melhorar a qualidade da educação pública básica (pré-escola, ensinos fundamental e médio). 


O Bolsa-família é programa de renda mínima, para dar condições das crianças estudarem. Gerações passadas de coreanos morreram em decorrência da fome e desnutrição por falta de um Bolsa Família. Melhorar a educação é outro programa, e passa também por governadores como Serra, Aécio, Yeda, etc. parar de baterem em professores, e pagarem salários dignos, como fizeram na Coréia do Sul.

Também passa por prefeituras NÃO DESVIAREM DINHEIRO DA MERENDA ESCOLAR.

Na década passada, durante o Governo FHC, o País finalmente conseguiu vencer o desafio quantitativo da universalização do atendimento no nível fundamental. Agora, persiste o desafio qualitativo de prover a essas crianças uma educação que as prepare para, futuramente, se transformarem em cidadãos produtivos, integrados à economia da informação e à sociedade do conhecimento. 


Se FHC tivesse feito um governo decente para os brasileiros, não haveria tanta gente necessitada do Bolsa-familia até hoje.
 
As avaliações anuais do desempenho desses pequenos brasileiros, conduzidas periodicamente pelo MEC (outra herança bendita do Governo anterior) mostram que nosso ensino público continua muito aquém dessa aspiração. Tanto isso é verdade que, concluído o ciclo fundamental, cerca de 30% dos adolescentes ficam fora do ensino médio, forçados pela necessidade de batalhar por um subemprego no setor informal. E, dos que chegam lá, menos da metade concluem o secundário.


Para resolver a evasão no ensino médio, o governo Lula estendeu o benefício por aluno do Bolsa-família até os 17 anos (o DEMos foi contra), criou o FUNDEB, e há também a rede de escolas técnicas federais, e a expansão das redes estaduais financiadas pelo MEC.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, outra faceta perversa do problema inteiramente fora do alcance do Bolsa-Família é a brutal carga tributária arrastada pelos mais pobres, em razão dos impostos e contribuições incidentes sobre gêneros de primeira necessidade. E essa carga não para de crescer. 
Segundo recente estudo do IPEA, no ano passado, as famílias com renda de até 2 salários mínimos deixaram quase 54% dos seus magros proventos nos cofres do Governo, quase sempre pagando tributos covardes, pois escondidos no preço final das mercadorias. Enquanto isso, as famílias com renda acima de 30 mínimos recolheram, em tributos, 29% dos seus ganhos.


O governo Lula melhorou essa situação desonerando produtos populares e microempresas. Subsídios à casa própria permite sua aquisição por famílias de baixa renda. Uma reforma tributária com cobranças mais justa foi proposta e articulada pelo governo Lula, sempre combatida pelos demo-tucanos, que só defendem menos impostos para livrar a cara dos mais ricos. Até contra a contribuição social maior dos Bancos, o DEMos entrou na justiça, contra. José Serra, como governador, aumentou impostos estaduais e PEDÁGIOS que encarecem a cesta básica.

Está na cara que a redução dessa carga deixaria mais dinheiro no bolso do pobre que o Bolsa-Família. 


Errado. O cidadão sem renda, precisa de dinheiro até para entrar no mercado e comprar o alimento, mesmo que seja pelo preço de custo, sem impostos. Além disso, o próprio Bolsa-família é uma forma de imposto de renda negativo. Assim com quem é rico paga imposto de renda, quem está em situação de pobreza, recebe o bolsa família como se fosse um imposto de renda negativo. O aumento real do salário mínimo também funciona de forma semelhante.

Isso exigiria, entretanto, um enxugamento dos gastos de custeio da máquina administrativa, exatamente na contramão da tendência dos últimos 7 anos. Nesse período, o Governo Lula criou número de cargos públicos superior ao que o seu antecessor havia cortado.

O antecessor era FHC, que sucateou o estado e os serviços públicos. O Brasil precisa de funcionários de carreira: professores, médicos, enfermeiros, policiais, militares, quadros técnicos, para ser um país desenvolvido.

Este é o preço que o Brasil paga por seus governantes preferirem soluções paliativas para o enfrentamento das causas estruturais da miséria e a da dependência.


O governo Lula faz políticas estruturantes e não paliativas. O Bolsa-família resolve a fome, erradica o trabalho infantil, promove os cuidados com a saúde básica, evita desagregação familiar, e qualifica para o mercado de trabalho através do programa próximo passo. 

O desenvolvimento da agricultura familiar, do biodiesel, dos pequenos empreendedores, das cooperativas, geram trabalho e renda. A geração de empregos formais, via política industrial, crescimento econômico, e ascenção social com mais consumidores, batem recorde. 

A educação avança com o FUNDEB, com piso nacional dos professores, com a rede de escolas técnicas até a expansão univesitária. Os governos FHC e Serra é que nem paliativo fizeram.

Eu pergunto, Sr. Presidente: até quando?!
Era o que tinha a comunicar.
Muito obrigado.


O que o vice de Serra quis dizer com "Até quando"? Já refere-se a quando acabar com Bolsa Família?

Ora, é um programa que não tem acabar nunca. Com o correr do tempo, com o governo Dilma e mais uns anos, todos os pobres do Brasil passarão para classe média, e ninguém precisará recorrer ao Bolsa-família.


É por estes discursos e atitudes que, por mais que Serra prometa, é perceptível que falta-lhe convicção. Serra, claramente, passa a imprensão de que é contra, mas precisa "aturar" o Bolsa Família para ganhar eleição. Se ele se elegesse, as evidências mostram que relegaria o programa a segundo plano, iria esvaziando-o aos poucos, congelando os valores, restringindo e dificultando cadastros de quem precisa, transferindo programas socias de estado para ONGs (privatizando), como fazia FHC. É da índole demo-tucana.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Patrimônio de Serra saltou de R$ 873 mil para R$ 1,42 milhão, em 4 anos

A passagem de 3 anos e 3 meses pelo governo de São Paulo, com casa, comida, roupa lavada, e SerraCARD (cartão corporativo) do Palácio dos Bandeirantes, fez bem para a poupança de José Serra (PSDB/SP).

Nas eleições de 2006, o demo-tucano declarou ao TSE um patrimônio de R$ 872.893,62.



Quatro anos depois, agora em 2010, declarou R$ 1.421.254,87.


O patrimônio engordou R$ 548.361,25, um aumento de 63%.

José Serra continua sem declarar sua mansão, onde mora em São Paulo, na Rua Antonio Gouveia Giudice.

sábado, 3 de julho de 2010

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terça-feira, 29 de junho de 2010

Álvaro Dias pressiona Serra .Virou palhaçada

Os Amigos do Presidente Lula

Ainda sob a pressão do DEM, que ameaça deixar a aliança caso não indique o vice, a cúpula da campanha de José Serra (PSDB) agora está sendo pressionada pelo próprio indicado ao posto, senador Álvaro Dias (PSDB), que, em entrevista ao JT, deu um ultimato para que sua candidatura seja homologada. “Se eventualmente no dia 30 a minha candidatura não for homologada, ele (o irmão, Osmar Dias, do PDT) será candidato ao governo do Paraná”, disse, referindo-se ao pedetista, que, se candidato, dará palanque a Dilma Rousseff (PT) no Estado. Abatido, Osmar Dias quer antecipar para hoje a decisão. “Tem que haver (uma solução hoje). Tem que decidir porque não se aguento mais. Eu, principalmente, estou desgastado demais com esse troço”.

Álvaro Dias, que prefere ser candidato ao governo paranaense, diz ter se sentido encurralado com a indicação do irmão, com quem tem um pacto, de não disputarem eleições um contra o outro. “Eu já vinha como candidato a governador, estava com a aliança pronta, para anunciar, quando surgiu isso. Eu não tinha conseguido uma aliança, de repente ela apareceu na segunda-feira em Brasília, na terça e quarta nós fechamos, na quinta veio a notícia e aí embaralhou tudo”, afirmou para o Jornal da Tarde.


ACM Júnior desiste do Senado e deixa DEM e Serra em dificuldade na BA

O senador Antônio Carlos Júnior (DEM-BA) anunciou nesta terça-feira (29) que não mais disputará a reeleição ao Senado, contrariando a vontade das principais lideranças de Democratas e PSDB baianos.

A confirmação do nome de ACM Júnior era motivo de pressões inclusive de Serra, que desejava mais um nome de peso para alavancar sua candidatura no estado.

Na carta em que anuncia a desistência, o senador Antônio Carlos Júnior diz que nunca foi sua intenção construir carreira na política. "Cumprirei com as minhas responsabilidades no Senado, até fevereiro do ano que vem, com a certeza de estar exercendo com lealdade e respeito o mandato que o povo baiano concedeu ao Senador ACM", escreveu o senador democrata.

Primeiro-ministro italiano defende que Lula dispute mandato em 2014

Diante de uma plateia de empresários brasileiros e italianos em São Paulo, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, defendeu que o Presidente Lula dispute um novo mandato em 2014. As declarações foram dadas nesta terça-feira (29) ao lado de Lula, no encerramento do Seminário Brasil-Itália Novas Parcerias Estratégicas, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"O Presidente Lula tem 62 anos. Lula vai descansar quatro anos, obrigatoriamente. Terá 66 anos, vai poder trabalhar por mais oito anos para o bem do Brasil e chegar na idade de 74 anos jovem e cheio de energia como eu. Porque eu tenho 74 e estou bem, Não acham?"

O italiano também elogiou o alto índice de popularidade de Lula, afirmando que é o "mais alto índice de uma democracia em todo o mundo." Berlusconi pediu aplausos para o Presidentepor sua popularidade, afirmando que gostaria de alcançar  Lula nesse quesito.

Lula diz que será cabo eleitoral de Dilma em 2014

O Presidente Lula disse que será cabo eleitoral da candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff (PT), mais uma vez, em 2014.

"Um político mau caráter prefere que sua oposição ganhe para ele poder voltar em 4 anos. Eu estou elegendo uma pessoa que eu considero que eu tenho de melhor, mais competente, mais preparada, mais ousada e que portanto, se eleita, ela tem o direito de fazer um belíssimo governo e poderá pleitear o segundo mandato como prevê a Constituição brasileira. Me contentarei em ser cabo eleitoral pela segunda vez", disse o Presidente


Vox Populi: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)

Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. A sondagem foi feita de 24 a 26.jun.2010 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual. O Blog vai publicar mais resultados obtidos pelo Vox Populi assim que eles estiverem disponíveis.

Pela 1ª vez, Dilma passa a frente de Serra em pesquisa Vox Populi. A última sondagem do instituto (feita de 8 a 13.mai.2010) indicou empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% (podendo variar de 34,8% a 39,2%, por conta da margem de erro). O tucano teve 34% (variando de 31,8% a 36,2%).Fernando Rodrigues

A pesquisa foi feita de 24 a 26 de junho 2010 com 3.000 eleitores. Seu registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

Na pesquisa divulgada em maio pelo instituto, Dilma estava na frente com 38% das intenções, enquanto Serra tinha 35%.


FHC é convocado para resolver o vice de Serra

Não riam, porque não é piada. Em meio à crise deflagrada pela escolha do vice de José Serra (PSDB/SP), os demo-tucanos recorreram à FHC para tentar juntar os cacos do quebra-pau.

FHC recebeu em seu apartamento, pela manhã, Sergio Guerra (PSDB/PE), e de tarde, os dois chegaram ao Hotel Emiliano, nos Jardins, da capital paulista, para uma reunião com os dirigentes do DEMos.

Só falta o ex-presidente ser ungido à condição de vice de Serra, para "unificar" a oposição.


Como sempre...Folha erra e tira Brasil da Copa do Mundo

A seleção brasileira segue firme na Copa do Mundo. Mas para o supermercado Extra, o time brasileiro “sai do Mundial”, segundo anúncio publicado no jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira (29).

A peça publicitária sugere que o time de Dunga teria sido eliminado. O grupo Pão de Açúcar, dono do Extra, diz que o erro foi do jornal.O Brasil eliminou o Chile ao vencer por 3 a 0 a partida disputada nesta segunda-feira (28).

O Pão de Açúcar informou  ao site R7 que enviou ao jornal duas opções de anúncios, uma para o caso de vitória do Brasil contra o Chile e outra para eliminação do time brasileiro.A peça publicitária diz “A ‘I qembu Le sizwe’ sai do Mundial. Não do coração da gente”, em letras grandes. No texto menor, explica:

- Na África, no idioma Zulu, ‘I qembu Le sizwe’ é SELEÇÃO. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014.Em nota, o grupo Pão de Açúcar esclareceu que hoje deveria ter entrado o anúncio da vitória, mas, por “erro humano”, saiu impresso o da derrota do Brasil.

- O Extra lamenta o erro ocorrido hoje na veiculação do anúncio no jornal Folha de S.Paulo. A Folha errou na seleção do material para publicação e irá se retratar publicamente com a correção do material visto que, como patrocinador da seleção, a rede Extra tem sido uma entusiasta do time brasileiro.De acordo com o Pão de Açúcar, o erro foi de inteira responsabilidade da Folha de S. Paulo. De acordo com a assessoria da rede de varejo, o jornal reconheceu o erro e informou que se retratará publicamente.”

Em outra página do mesmo caderno especial, a Folha anuncia, hoje, a transmissão de um jogo do dia anterior. A peça da rádio Transamérica, publicada no jornal, ironiza o Chile: “para quem tem a Cordilheira dos Andes como vista, voltar para a casa não é tão ruim”, sugerindo a eliminação da seleção

Mais erro


Alvaro Dias queimou-se com os demos quando declarou: “DEM é um partido mensaleiro”

E as penas continuam voando, no quebra-pau demo-tucano ...

No domingo pela manhã, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ligou para o presidente do DEMos, deputado Rodrigo Maia (RJ). Foi para dizer que não tinha dito que o “DEM é um partido mensaleiro”, como publicado no sábado. “Eu não falei”, disse Álvaro.

A resposta de Rodrigo: “Álvaro, eu não conheço você. Agora, meu assessor, que trabalha há muitos anos comigo, já tinha me contado que ouviu você fazer aquela afirmação numa roda de jornalistas no Senado. E, Álvaro, prefiro acreditar no meu assessor do que em você”.


É o que conta a coluna de Ilimar Franco. Isso explica mais ainda a resistência dos DEMos. Rodrigo Maia (DEMos/RJ) considera inegociável outro nome para vice, e diz falar por 70% do DEMos.

Até mesmo o pragmático Jorge Bornhausen (DEMos/SC), na reunião de ontem à noite que varou a madrugada, alertou Serra para o risco de derrota na convenção do DEMos. Participantes da reunião vazaram que Bornhausen fez as mais contundentes críticas à indicação de um vice tucano.

Fogo-amigo: DEMos sugerem Pimenta da Veiga como alternativa

Sabendo que Serra não aceita o nome de Pimenta da Veiga (PSDB/MG), a quem responsabiliza, em parte, pela derrota em Minas na eleição de 2002, além da ligação com Marcos Valério no mensalão tucano de Eduardo Azeredo (PSDB/MG), uma ala moderada do DEMos ofereceram a alternativa de apoiar o nome de Pimenta.

Investimentos sem fim

A safra de investimentos empresariais no Brasil toma nos novos tempos um vulto extraordinário.

Para ficar no exemplo das duas maiores companhias brasileiras, Petrobras e Vale do Rio Doce, o volume de recursos injetados em ampliação de escala não tem paralelo. A Petrobras fala em mais de US$ 224 bilhões nos próximos quatro anos. São quase três PIBs da Bolívia (de US$ 19 bilhões) por ano em uma única empresa.

Praticamente a totalidade dessa dinheirama (95%) será lançada em projetos desenvolvidos dentro do País – em especial no pré-sal. A Petrobras, todos sabem, já alçou o status de quarta maior petrolífera do mundo e caminha rapidamente para liderar um setor dominado por portentos americanos, britânicos e árabes. Será um feito gigantesco – que já tem data para acontecer–, empurrando um país que almeja a condição de potência.

Em seu rastro, a Petrobras trará centenas de outros grupos nacionais. Com uma infindável gama de setores orbitando em torno do negócio do petróleo – de fabricantes de plásticos a montadoras de automóveis –, é de esperar um ciclo de desenvolvimento da economia interna ainda mais promissor.

No papel de locomotiva de um trem com muitos vagões, a Petrobras também está abrindo importantes espaços no campo da inovação tecnológica, da formação de mão de obra e da exportação de know how, que ampliam os dividendos para o mercado interno. Da mesma maneira, a Vale do Rio Doce comunicou na semana passada um plano de investimentos assombroso. Da ordem de US$ 90 bilhões, no período.

Assim, em 2014 – quando o Brasil sediará a próxima edição da Copa do Mundo – a liquidez de capital produtivo, que cresce em cascata com esses dois movimentos, experimentará certamente o seu auge. O objetivo da Vale engloba siderurgia, mineração – já é a maior mineradora de ferro do mundo –, construção de ferrovias e geração de fertilizantes.

Dá para imaginar o potencial de capacidade instalada que o parque industrial brasileiro passará a ter. Somados à ofensiva da Petrobras e da Vale do Rio Doce, os investimentos estrangeiros – de US$ 40 bilhões anuais, em média – formam o tripé que dão calço a essa nova fase de desenvolvimento nacional.Isto é Dinheiro

Estadão e Folha viajam na maionese


Estadão e Folha desinformaram seus leitores nas edições desta terça-feira (29/06) ao dizer que o presidente admite ou gostaria de ocupar posto no exterior.

A chamada na primeira página do Estadão destaca: “Lula admite interesse em assumir posto no exterior”. O título no alto da página 8 conclui: “Após sair, Lula mira posto no exterior”. Tudo com base nos seguintes trechos de artigo do presidente Lula publicado na edição de hoje do Financial Times (divulgado ontem pelo site do jornal):
Após deixar a Presidência, quero continuar contribuindo para a melhoria da qualidade da vida da população. Ao nível internacional pretendo concentrar minha atenção em iniciativas que beneficiem países da América Latina e do Caribe e o continente africano.
(…) Quero levar adiante os esforços feitos pelo meu governo no sentido de criar um mundo multilateral e multipolar, livre da fome e da pobreza. Um mundo no qual a paz não seja uma utopia distante, mas uma possibilidade concreta.
Com base neste segundo trecho, o experiente repórter Roldão Arruda considera que o presidente “deixou seu projeto ainda mais explícito”. No entanto, não há nenhuma relação entre ter interesse e empenho por uma causa internacional e o desejo de ocupar um posto ou cargo no exterior.

A Folha, que foi mais comedida no título (“Lula planeja manter papel internacional após governo”), também embarcou nessa canoa furada ao mencionar no texto sobre o mesmo assunto que “o presidente gostaria de virar secretário-geral de uma renovada Organização das Nações Unidas ou de presidir o Banco Mundial” (página 8-A da edição de hoje).
 
A imaginação do Estadão e da Folha é livre. Mas, em favor do bom jornalismo, os dois jornais poderiam, no mínimo, ter informado aos seus leitores que nos últimos três meses o presidente refutou categoricamente essa especulação em pelo menos cinco entrevistas, das quais destacamos os seguintes trechos:..Continue lendo aqui no Blog do Planalto


Hoje tem pesquisa Vox Populi na Band

O telejornalismo da TV Bandeirantes confirmou que divulgará hoje pesquisa Vox Populi sobre a corrida presidencial. Nos meios políticos e jornalísticos o resultado esperado é a confirmação do quadro mostrado na última pesquisa CNI/Ibope, com Dilma na frente de Serra.

Na última pesquisa do instituto, em maio, Dilma já apareceu na frente, com 38% das intenções de voto, contra 35% de Serra.


Viúva de Roberto Marinho organiza almoço para Dilma

Lily Marinho, viúva de Roberto Marinho, da TV Globo, está organizando almoço em torno de Dilma Rousseff (PT). Os convidados vão se reunir na célebre casa do Cosme Velho, no Rio, onde Marinho recebeu praticamente todos os governantes brasileiros.

E a grande preocupação de empresárias e socialites que se reuniram na sexta com Dilma na casa de Abilio Diniz, do Pão de Açúcar, era saber como ela, se eleita presidente, lidará com "os radicais do PT". "Lula conseguiu segurá-los. E ela? É nosso medo", diz uma das convidadas. Dilma disse que o PT é seu "menor problema", pois "amadureceu" no poder. Quem não se adaptou deixou o partido

Dilma contradisse o adversário, José Serra (PSDB), que afirma que a Bolívia exporta "90%" da cocaína consumida no Brasil. No ranking dela, o primeiro "exportador" é a Colômbia, seguida de Peru e então Bolívia. Em relação às diferenças entre os países da América Latina, "ela deu uma brincada e falou rindo: "Temos que aceitar que os mais parecidos conosco são os argentinos mesmo'", relata uma das presentes.

E a ex-ministra fez uma revelação às convidadas: o BNDES financiará estádios de no máximo 40 mil lugares para a Copa de 2014, para que depois não virem elefantes brancos. A CBF de Ricardo Teixeira pressiona o Estado de São Paulo a construir arena de 60 mil lugares.Notas da coluna de Mônica Bergamo


Quando tudo dá errado


“A novela do PSDB sobre o vice de Serra é uma dessas histórias inacreditáveis que não se consegue entender como avança, nem como cada desdobramento parece ser pior que o momento anterior. Os eleitores de Dilma Rousseff não param de dar risada”

É impressionante como tudo parece dar errado numa campanha quando seu candidato começa a perder terreno para o adversário. É como se algum fenômeno começasse a embotar a inteligência das pessoas fazendo com que os estrategistas cometam erros inacreditáveis. Nas eleições passadas, houve a armadilha do PT em cima de Geraldo Alckmin sobre a privatização das estatais. Alckmin engoliu a isca e reagiu vestindo aquele inesquecível macacão amarelo cheio de adesivos de Petrobras, Banco do Brasil, etc. Parecia o Rubinho Pé de Chinelo do Casseta & Planeta. O eleitor não perdoou: Alckmin cometeu a façanha de ter menos votos no segundo turno do que tivera no primeiro.Leia a matéria completa aqui


Em artigo para o "FT", Presidente afirma que quer levar adiante esforços de seu governo para criar um mundo "livre da fome e da pobreza"

Em artigo divulgado hoje pelo site do jornal britânico Financial Times, o mais prestigioso do mundo na área econômica, o Presidente Lula escreveu um artigo que entre outras coisas diz: "Após deixar a Presidência, quero continuar contribuindo para a melhoria da qualidade da vida da população. A nível internacional pretendo concentrar minha atenção em iniciativas que beneficiem países da América Latina e do Caribe e o continente africano."

"Quero levar adiante os esforços feitos pelo meu governo no sentido de criar um mundo multilateral e multipolar, livre da fome e da pobreza. Um mundo no qual a paz não seja uma utopia distante, mas uma possibilidade concreta."

O artigo assinado pelo Presidente Lula faz parte de um caderno especial sobre o Brasil, que circula hoje com a edição impressa do jornal. Sob o título O Novo Brasil, o caderno destaca a estabilidade e o recente crescimento da economia brasileira, comparando o País a um adolescente que cresceu rapidamente, parece confiante e ansioso para deixar suas marcas no cenário internacional, mas ainda enfrenta problemas, como se não estivesse acostumado com a sua própria estatura.

O Financial Times, diz que "Lula levou seu partido a adotar medidas cujos resultados são agora celebrados ao redor do mundo, com boa razão", diz o texto de apresentação do caderno. "Cerca de 10 milhões de brasileiros, de um total de 192 milhões, passaram para o nível da classe média entre 2004 e 2008, e desde 1990 os níveis de pobreza caíram pela metade."

No artigo, Lula, disse que tem muito orgulho das conquistas de seu governo, que retirou o País da situação de estagnação econômica em que se encontrava. A questão internacional foi enfatizada por ele em mais de um momento. Afirmou, por exemplo, que se sente particularmente satisfeito com a posição que o Brasil começou a ocupar no cenário mundial, procurando agir ao lado de outros países emergentes.

"Com eles nós estamos criando a base de uma nova economia internacional e geografia política", escreveu. "Com eles temos procurado construir um mundo mais justo em termos sociais e econômicos livre da fome e da miséria, com respeito aos direitos humanos e com capacidade para enfrentar a ameaça do aquecimento global."

O Brasil tem muita experiência para dividir, especialmente com os vizinhos da América Latina, cuja economia,, não vai tão bem quanto a brasileira. "Não podemos ser uma ilha de prosperidade cercada por um mar de pobreza e injustiças sociais."

Financial Times diz ainda que, se alguma pessoa personifica hoje a nova situação do Brasil, assumindo um novo papel na cena internacional, com estabilidade política e crescimento econômico, é o seu Presidente. O jornal mais uma vez relembra a trajetória de Lula, de menino pobre e condenado à miséria a primeiro mandatário do País uma história que ele mesmo não se cansa de contar e que encanta os estrangeiros, especialmente europeus. No artigo divulgado Lula voltou a dizer que é o primeiro Presidente brasileiro sem nenhum título universitário e, ao mesmo tempo, o que mais construiu universidades.


Álvaro Dias, vice de Serra tem motorista fantasma, pago com dinheiro público

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), convidado para ser o vice de José Serra (PSDB) na disputa presidencial, abriga em seu escritório de apoio no Paraná funcionário fantasma no gabinete, mas que dá expediente no Partido da República (PR) do estado. A exemplo do que acontece no gabinete do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que mantém em seu escritório de apoio funcionários fantasmas, o servidor Adilson Bernert não trabalha as 40 horas semanais determinadas pela diretoria-geral do Senado.

Lotado como motorista, o assessor de Álvaro Dias foi encontrado pelo Correio na sede do PR, no estado. No escritório de apoio, a atendente informa que Bernert não é motorista, mas um “assessor normal” e que vai “às vezes” ao local e poderia ser localizado pelo celular.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Senado, os comissionados têm que cumprir “oito horas de trabalho e qualquer funcionário que esteja trabalhando em outra função nesse horário em tese está cometendo ilícito”. As atividades paralelas só seriam permitidas “à noite, se a jornada não coincidisse” com o trabalho.

A movimentada rotina de contador do assessor de Dias supera o trabalho no gabinete. O suposto motorista do tucano foi tesoureiro da campanha de Álvaro Dias na disputa pelo governo do Paraná em 2002, trabalhou para o tucano em 2006 e agora cuida das finanças do PR no estado. Só em 2006, seus trabalhos de contabilidade renderam mais de R$ 75 mil apenas para sete clientes, entre eles o senador, que pagou R$ 31 mil pelos serviços. Apesar do volume de trabalho, Bernert afirma que é contador autônomo e que acumula as funções de motorista e responsável pela contabilidade do PR, sem prejuízo de nenhuma das funções. “Sou motorista dele (Álvaro Dias) e contador autônomo. Trabalho para o senador Álvaro Dias. O profissional não pode se ater a vínculos partidários. Sou motorista mesmo e contador. Hoje em dia a gente tem que ser polivalente”.

Consulta
De acordo com norma interna que rege a contratação de funcionários, os gabinetes só podem nomear como motorista um funcionário, com salário de aproximadamente R$ 3 mil. Para manter o motorista que o serve em Brasília, o gabinete tem que usar o recurso de contratar um terceirizado com a verba de gabinete. Dias afirmou que fez consulta à direção do Senado para saber se há algo irregular na contratação do suposto motorista.

Inquérito contra Efraim no STF
O presidente do inquérito da Polícia Legislativa do Senado que investiga a contratação de funcionários fantasmas no gabinete de Efraim Morais (DEM-PB), Everaldo Bosco, entregou no início da tarde de ontem no Supremo Tribunal Federal o resultado das investigações contra o parlamentar. O número do inquérito envolvendo Efraim é o 2.987. Nas 740 páginas reunidas em quatro volumes, as autoridades policiais do Senado apresentaram relatos de servidores e documentos que mostram indícios que podem responsabilizar Efraim pelo esquema de funcionários fantasmas.Do Correio


Brasil dá exemplo na infraestrutura;Seis empreendimentos aparecem na lista dos melhores projetos em andamento no mundo

O Brasil aparece na lista dos 100 melhores empreendimentos sendo tocados ou prontos para saírem do papel mundo afora. Segundo ranking elaborado pela consultoria

KPMG, seis projetos brasileiros são apontados como exemplares: o Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira (Jirau e Santo Antônio), o Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga (PE), a Cidade Administrativa do estado de Minas Gerais, o Rodoanel Oeste de São Paulo(bancado com dinheiro do PAC), o Trem de Alta Velocidade, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, e os navios da Petrobras que transportam e convertem gás natural

O estudo levou em consideração aspectos como o potencial de escala, a complexidade deexecução, a inovação empregada nas obras e o impacto sobre a sociedade. De acordo com a KPMG, o levantamento Infrastructure 100 tem a intenção de divulgar as boas ideias que estão sendo postas em prática em diferentes países para impulsionar o crescimento econômico e beneficiar as populações locais.

Desafios
“O desenvolvimento da infraestrutura é um dos grandes desafios globais atualmente. As obras listadas pelo estudo são ambiciosas, mas essenciais. Os projetos selecionados apresentam benefícios reais para a sociedade”, afirmou o sócio de Project Finance e PPP da KPMG no Brasil, Maurício Endo.

Para ele, apesar dos vários empreendimentos em andamento no Brasil hoje, o país não pode se descuidar da infraestrutura. Isso, segundo ele, vale, sobretudo, para o próximo governo. “A realização da Copa do Mundo (2014) e dos Jogos Olímpicos (2016) demandará uma série de projetos que dizem respeito à mobilidade, como aeroportos, metrô e trem. O Brasil tem um deficit muito grande no transporte de massa e as cidades-sedes desses eventos — todas com mais de 2 milhões de habitantes — terão de lidar com isso”, disse.

Na avaliação de Ricardo De Vecchi, diretor do Banobras, o banco estatal de desenvolvimento do México, os desafios não se
restringem ao Brasil. Estão presentes em toda a América Latina, que enfrenta questões estruturais para dar continuidade a seu crescimento.

“A América Latina verá nos próximos anos investimentos
cada vez maiores dos setores público e privado em infraestrutura, com uma sinergia que transformará a sociedade. No entanto, é importante discutir o papel do setor privado, uma vez que o aumento dos investimentos pode não ser muito bem recebido por alguns setores da sociedade, que ainda têm uma certa reticência à influencia privada em projetos de infraestrutura”, analisou.
O Brasil está tentando correr contra o atraso por meio do Programa de Aceleração do Crescimento. Dos R$ 39,4 bilhões investidos pelo governo federal no ano passado, R$ 21,24 bilhões foram destinados às obras do PAC.

Destaques

Os projetos brasileiros escolhidos

Presídio do estado de Pernambuco
O Centro Integrado de Ressocialização de Itaquitinga é uma unidade prisional que difere dos demais presídios por se assemelhar a uma escola, modelo adotado nos Estados Unidos e na Europa. O centro, construído numa área de 98 hectares e com investimentos de R$ 287 milhões, faz parte de uma Parceria Público-Privada (PPP) e terá capacidade para receber 3.126 detentos. A previsão de inauguração é no fim de 2012.

Cidade Administrativa do estado de Minas Gerais
Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a cidade administrativa, inaugurada no início do ano, abriga a sede do governo de Belo Horizonte, assim como outros órgãos do estado e ocupa uma área de 804 mil metros. A intenção é economizar até R$ 85 milhões por ano em gastos com aluguéis, água, luz e telefone. A obra, que teve investimentos de R$ 900 milhões, deve receber 20 mil funcionários até o fim de 2010.

Golar/Petrobras
As duas primeiras embarcações do mundo capazes de converter e regaseificar GNL a bordo, além de armazenar o produto, fez com que a Petrobras e a empresa norueguesa Golar LNG aparecessem no ranking da KPMG. Com capacidade para regaseificar até 21 milhões de metros cúbicos de gás por dia, os dois flutuantes são citados pela consultoria por sua capacidade de replicação em outras regiões do mundo e decretar o fim da dependência dos gasodutos.

Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira
As usinas de Jirau e Santo Antônio aumentarão em 6.450 megawatts (cerca de meia Itaipu) a oferta nacional de energia elétrica. Com investimento aproximado de R$ 20 bilhões, o complexo está previsto para funcionar, com todas as unidade geradoras, a partir de 2016.

Rodoanel Oeste de São Paulo
O trecho Oeste, de 32km de extensão, tem o objetivo de evitar que veículos pesados que transportam cargas para o porto de Santos e do Rio de Janeiro passem por importantes rodovias de São Paulo, reduzindo o trânsito caótico da capital paulista. Depois de ser completamente inaugurado, todo o complexo terá 174km.

Trem de Alta Velocidade
O projeto que interliga as duas principais metrópoles brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, prevê 518km de extensão e a construção de 100km de túneis e outros 100km de trilhos elevados. O custo previsto pelo governo federal para a conclusão de todo projeto é da ordem de R$ 35 bilhões, dos quais R$ 20,8 bilhões serão financiados pelo BNDES. Correio


Reunião dos Tucanos com o DEMos foi tensa e manteve a crise do vice

Na noite de segunda-feira (28), no apartamento do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), reuniram-se tucanos e demos, por mais de 4 horas, até a primeira hora da madrugada de terça, e não se entenderam sobre a escolha do vice.

A crise demo-tucana continua, com o PSDB insistindo em indicar como vice Alvaro Dias (PSDB/PR), e DEMos exigindo que seja outro nome, de sua legenda.

Pelo lado dos tucanos participaram Sérgio Guerra (PSDB/PE), José Serra (PSDB/SP), o líder na Câmara João Almeida (PSDB/BA) e o senador Cícero Lucena (PSDB/PB). Pelo lado dos DEMOS, estavam presentes, além de Kassab, o senador José Agripino Maia (DEMos/RN), o presidente de honra do partido, Jorge Bornhausen (DEMos/SC), e o seu filho, o deputado Paulo Borhausen (DEMos/SC), e o deputado Rodrigo Maia (DEMos/RJ).

Na saída, Sérgio Guerra declarou que nova reunião será feita para resolver a crise. Segundo presentes, a reunião foi tensa. (Com informações do Portal Terra).

Dilma "nocateou" intelectualmente o "Agripino" da Folha





No programa Roda Viva, o jornalista Sérgio Dávila, da Folha de São Paulo, teve seu dia de José Agripino Maia (DEMos/RN).

Fez uma pergunta provocativa e insolente (porque repetida), se Dilma teria encomendado "dossiê", e recebeu uma resposta à altura.

Dilma Rousseff desafiou a Folha a provar o que escreve, e trazer a público os papéis que a Folha não mostra e diz que é "dossiê". O suposto dossiê nunca apareceu, ela nunca viu, e nem sabe se existe. Dilma disse ter ouvido falar, pela própria imprensa, da existência de reportagem de Amaury Ribeiro Junior.

Dilma disse que estas acusações levianas estão sendo respondidas com processos contra quem acusa (sem citar o nome de Serra, que está sendo processado). Só não processou a Folha porque enquadra-se na liberdade de imprensa, com o álibi da proteção da fonte.

O jornalista tentou insistir para que Dilma relesse a reportagem, e Dilma reafirmou que já leu várias vezes, e confirmou que as acusações são infundadas, insistindo para que o jornal apresente provas.