quinta-feira, 5 de junho de 2008

COMO OS TUCANOS USAM O CARTÃO CORPORATIVO
Paulo Henrique Amorim
Máximas e Mínimas 1156
http://ConversaAfiada
Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.
“Ele (Serra) é sem escrúpulo, passa por cima da mãe”.De Ciro Gomes, numa sabatina na Folha
Como o PiG omitiu o uso do cartão corporativo no Governo Fernando Henrique e no Governo Serra, em nome da isenção, o Conversa Afiada divulga o trecho do relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), da CPI do Cartão Corporativo, que trata dos nobres e ínclitos tucanos.
Por falar nisso, o Conversa Afiada aguarda a instalação de alguma CPI para apurar a roubalheira dos tucanos no Governo Federal e no Governo Serra com a Alstom.
O presidente eleito, José Serra, disse que essa pretensão é o “kit do PT”. Na Assembléia Legislativa de São Paulo, o “kit do PT” nunca deu certo. No Plano federal, o “kit dos tucanos” é o que costuma dar certo.
Leia abaixo trechos do relatório final da CPI do Cartão Corporativo. E clique aqui para ler a íntegra ().
IV – 2 Casos identificados IV - 2 - 1 Ministério da Educação – Ex-Min. Paulo Renato Souza
O então Ministro da Educação não fundamentou suas constantes viagens ao Rio de Janeiro como sendo viagens a serviço; além do mais, não são justificadas viagens em fins de semana. Certamente um exame pormenorizado a ser realizado pelos órgãos de controle interno e externo deverá indicar má aplicação de dinheiro público por parte do ex-Ministro Paulo Renato. Em um ano e meio, foram gastos em suprimento de fundos, mais de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) apenas com a empresa LCM Transportes, em deslocamentos no Rio de Janeiro, conforme a tabela que segue:
Data da emissão Empresa NF nº Data do Uso Dia da Semana Valor (R$) 22/01/2001 LCM 49 18/01 e 19/01 Quinta e Sexta 467,60 29/01/2001 LCM 52 25/01 e 26/01 Quinta e Sexta 474,21 06/02/2001 LCM 55 01/02 de Fev e 05/06 de Fev Quinta e Sexta e Segunda e Terça 856,24 13/02/2001 LCM 57 12/02 e 13/02 Segunda e Terça 420,44 01/03/2001 LCM 61 23/fev Sexta 342,85 12/03/2001 LCM 64 11/03 e 12/03 Domingo e Segunda 453,06 16/03/2001 LCM 67 15/03 e 16/03 Quinta e Sexta 411,18 26/03/2001 LCM 70 21/03, 22/03 e 23/03 Quarta, Quinta e Sexta 744,07 17/04/2001 LCM 78 15/abr Domingo 356,16 24/04/2001 LCM 79 22/04 e 23/04 Domingo e Segunda 423,78 07/05/2001 LCM 84 07/05/2001 Segunda 841,47 17/05/2001 LCM 87 17/05/2001 Quinta 368,83 22/05/2001 LCM 89 22/05/2001 Terça 418,81 25/05/2001 LCM 91 25/05/2001 Sexta 422,32 04/06/2001 LCM 93 04/06/2001 Segunda 431,08 08/06/2001 LCM 95 08/06/2001 Sexta 424,13 19/06/2001 LCM 98 19/06/2001 Terça 329,34 25/06/2001 LCM 100 25/06/2001 Segunda 434,63 16/07/2001 LCM 108 16/07/2001 Segunda 667,41 23/07/2001 LCM 111 23/07/2001 Segunda 377,24 06/08/2001 LCM 116 06/08/2001 Segunda 854,85 28/08/2001 LCM 123 28/08/2001 Terça 434,63 20/09/2001 LCM 131 20/09/2001 Quinta 437,29 24/09/2001 LCM 133 24/09/2001 Segunda 538,00 27/09/2001 LCM 135 27/09/2001 Quinta 433,90 02/10/2001 LCM 136 02/10/2001 Terça 368,23 08/10/2001 LCM 140 08/10/2001 Segunda 444,16 10/10/2001 LCM 141 10/10/2001 Quarta 343,39 22/10/2001 LCM 143 22/10/2001 Segunda 354,03 01/11/2001 LCM 147 01/11/2001 Quinta 329,34 05/11/2001 LCM 150 05/11/2001 Segunda 344,27 08/11/2001 LCM 151 08/11/2001 Quinta 419,46 19/11/2001 LCM 157 19/11/2001 Segunda 325,64 23/11/2001 LCM 160 23/11/2001 Sexta 414,14 12/12/2001 LCM 168 12/12/2001 Quarta 415,26 12/12/2001 LCM 169 12/12/2001 Quarta 700,98 15/12/2001 LCM 170 15/12/2001 Sábado 437,60 25/02/2002 LCM 191 25/02/2002 Segunda 415,47 01/03/2002 LCM 194 01/03/2002 Sexta 427,75 08/03/2002 LCM 200 08/03/2002 Sexta 340,71 26/03/2002 LCM 209 26/03/2002 Terça 483,35 18/04/2002 LCM 220 18/04/2002 Quinta 431,09 29/04/2002 LCM 225 29/04/2002 Segunda 682,01 07/05/2002 LCM 235 07/05/2002 Terça 1.116,18 13/05/2002 LCM 237 13/05/2002 Segunda 341,72 10/06/2002 LCM 249 10/06/2002 Segunda 1.567,56 01/07/2002 LCM 259 01/07/2002 Segunda 436,92 04/07/2002 LCM 263 04/07/2002 Quinta 436,92 11/07/2002 LCM 267 11/07/2002 Quinta 466,03 31/07/2002 LCM 501 31/07/2002 Quarta 343,89 01/08/2002 LCM 504 01/08/2002 Quinta 360,25 07/08/2002 LCM 506 07/08/2002 Quarta 342,09 Total 25.451,96
IV - 2 – 2 Ministério do Planejamento – Ex-Min. Martus TavaresA) Processo 03110.000459/2001-43, de 10/04/01. Esse suprimento é no valor de R$ 4.000,00, para “custear despesas de viagens” do então Ministro. Às folhas 14, há uma nota fiscal de nº 485.441, do restaurante Massimo, de São Paulo, datada do dia 25/06/01. Na nota há a palavra “despesas” e o valor é de R$ 686,00 (seiscentos e oitenta e seis reais). Chama a atenção o valor elevado de uma única refeição para um ministro de quase R$ 700,00, em meados de 2001.O suprimento de fundos, aberto em nome da servidora Regina Maris Pereira Cunha de Freitas, destinava-se exclusivamente a gastos do 74 Ministro. Para se comparar esse valor, no mesmo processo, às folhas 19, uma nota fiscal no Hotel Glória, na cidade do Rio de Janeiro, o valor de duas diárias chega a R$ 440,00, ou seja, a refeição do Ministro no Massimo teria custado mais de três vezes que uma diária do Hotel Glória. E mais: às folhas 18, a nota fiscal, datada do dia 03/05/01, do restaurante “La Cremasca Bar e Restaurante”, também de despesas de alimentação do Ministro, verificam-se despesas da mesma natureza. Dessa nota, que também contém irregularidades, pode-se comparar os valores aqui encontrados com a nota fiscal do restaurante Massimo. No restaurante “La Cremasca”, um prato principal vale cerca de R$ 25,00; até mesmo um prato mais caro denominado “cavaquinha” (semelhante ao lagostim) custou R$ 44,00. Com isso, o valor pago na nota fiscal acima, R$ 686,00, é de quase dezesseis vezes o valor pago pela “cavaquinha”. Quanto à nota do restaurante “La Cremasca”, vê-se que as despesas se referem a diversas pessoas e não apenas ao Ministro Martus. São três couverts, duas cavaquinhas, dois filés, que, acredita-se, referem-se a despesas de outras pessoas que teriam acompanhado o Ministro. No caso de servidores, estes teriam direito a diária para alimentação, o que é irregular. Além disso, as notas fiscais de um restaurante, sem menção alguma aos pratos e bebidas consumidas, fazem com que se presuma a existência do consumo de bebidas alcoólicas em maior ou menor escala. Deve-se ressaltar que diversas outras notas fiscais do Ministro Martus, de outros processos, também contêm valores muito elevados e devem ser examinados pela CGU. Com isso, os valores pagos a mais deverão ser devolvidos aos cofres públicos.
B) Processo nº 03110.001194/2001-09, de 03/09/01 Trata-se de outro processo de suprimento de fundos para “custear viagens do Sr. Ministro”, o suprido é novamente a servidora Regina Maris Freitas, no valor de R$ 4.000,00. Na nota fiscal, às folhas 12, de despesas com alimentação no restaurante do Iate Clube do Rio de Janeiro, em 23/10/01, no valor de R$ 156,00, são encontradas despesas com bebidas alcoólicas e muitos pratos, denotando, ainda, o pagamento de refeições para servidores ou convidados, por conta do erário público. O ex-Ministro Martus, além das bebidas alcoólicas, em apenas uma refeição teria se alimentado de dois carpaccios, dois pratos de polvo à provençal, um porção de filé de linguado à bela, uma de tranche de cherne e duas porções de creme de papaia. É visível que os gastos não se referiam apenas aos da pessoa do ex-Ministro
C) Processo nº 03110.000929/2000-98, de 03/08/00. Esse suprimento também se destinava a “custear despesas de viagens” do Ministro, no valor de R$ 3.000,00, em nome da servidora Regina Maris Freitas. Verifica-se, às folhas 08 e seguintes, notas fiscais de hospedagem no Hotel-Intercontinental, no Rio de Janeiro, nas quais constam como hóspedes tanto o ex-Ministro Martus Tavares quanto a senhora Selma Pantel, assessora especial do Ministro. A hospedagem da assessora foi paga pelo suprimento de fundos específico para o pagamento de despesas do ex-Ministro. Com isso, a nota fiscal no valor de R$ 1.145,65 deveria ser, provavelmente, a metade, cerca de R$ 550,00. Mais uma vez, a servidora certamente teria, a seu dispor, de diária para a viagem a trabalho. Desse modo, os valores pagos a mais por conta
IV - 2 – 3 Ministério das Comunicações – Ex-Min. Pimenta da Veiga
A) Processo 98NE01674 e 1675, de 15/12/98 Nesse suprimento de R$ 3.000,00, são encontradas despesas não permitidas, especialmente com alimentação em Brasília, o que seria possível apenas aos Ministros de Estado quando estes se encontrassem em viagens a serviço. O suprimento se destinava a despesas “de pequeno vulto e pronto pagamento” (folha 02, em anexo). Credor NF Objeto Valor (R$) Pop festas e lanches Finos Ltda. 00628 Uma torta de nozes 90,75 Armazém do Pão Panificadora Ltda. 00018 Refrigerantes 35,91 Guará Festas Comércio Ltda. 01862 Aluguel material de 45,80
Restaurante e bar Xique-Xique Ltda. 01661 Duas “quentinhas” 14,00 Marietta Alimentos Ltda. 00640 Lanches 84,00
As despesas com alimentação do ministro em Brasília não são permitidas. Em diversos outros suprimentos do ex-Ministro, em poder desta Comissão, são identificados problemas análogos que também devem ser analisados pelos órgãos de controle interno e externo, devendo ser encaminhadas suas cópias à Controladoria Geral da União. B) Aquisição de tucano de pedras Em nota fiscal de nº 3.319 localizada em meio aos documentos recebidos pela CPMI, às folhas nº 65 de processo de prestação de contas de suprimento de fundos relativo ao gabinete do ex-Ministro Pimenta da Veiga, consta uma compra de um tucano feito de pedras. A compra irregular realizada com recursos públicos foi feita junto à empresa Comercial de Cristais da Terra Ltda., CNPJ 01.918.246/0001-00, de Brasília, Distrito Federal e foi descrita como um “tucano de pedras quartzo azul e quartzo verde”, no valor de R$ 48,90, datada de 06/03/2001.
IV - 2 – 4 Ministério da Reforma Agrária – Ex-Ministro Raul Jungmann A) Despesas no domicílio eleitoral O ministro realizou diversas despesas com hotel no município onde mantém seu domicílio eleitoral. A questão que está sendo examinada pelos órgãos de controle interno e externo diz respeito à legalidade de se fazer despesas de hospedagem onde o Ministro tem sua residência. A Controladoria Geral da União se posicionou contrária a essas despesas, por meio da Nota Técnica nº 887/2008 (...)
B) Despesas de caráter pessoal no Rio de Janeiro Em hospedagem realizada no Rio de Janeiro no Othon Palace de 12/01/2001 a 13/01/2001, o ministro pagou com verba do suprimento de fundos despesa com massagem, no valor de R$ 60,00. Sobre isso, a Controladoria Geral da União já se posicionou, de acordo com Nota Técnica 887/2008 (...)
C) Gastos com bebidas alcoólicas A Nota Técnica da CGU (letra “G”) destaca o consumo de bebidas alcoólicas com recursos públicos, que deverá ser ressarcido pelo ex-Ministro: “15. Foi constatado o pagamento de bebidas alcoólicas na conta do hotel em que o Sr. Ministro de Estado (CPF 244.449.284-68) encontrava-se hospedado em Manaus, no valor de R$ 45,00, segundo consta no processo 55000.000198/2002-93, nota fiscal nº 259342.” (...)
E) Duplicidade na hospedagem Despesa com hospedagem em São Paulo, dia 26/04/2001, no L’Hotel, faturado em duas notas fiscais de n° 072349 , no valor de R$ 419,99 e nº 072351, no valor de R$ 441,97, ambas com mesma data de emissão para o mesmo hóspede, Sr. Raul Jungmann.
IV - 2 – 5 Ministério da Cultura – Ex-Min. Francisco Weffort A) Despesas com transporte Nas despesas do Ministro Francisco Weffort existem indícios de irregularidades na locação de veículos junto à empresa Hora Certa. Há sinais de que a empresa tenha sido constituída exclusivamente para atender ao ex-Ministro. A empresa foi constituída em 08/06/1999 e quase todas as notas fiscais foram emitidas para o ex-Ministro, em seqüência, desde a nota fiscal n° 001 (...)
D) Despesas elevadas em bares e restaurantes no Rio de Janeiro Assim como em Brasília, há casos de despesas elevadas em restaurantes no Rio de Janeiro. Em geral, as notas fiscais dessas despesas são genéricas. Como exemplo, pode-se mencionar uma nota fiscal do Praia Bar Ltda., localizado na Praia do Flamengo, no valor de R$ 718,04, relativa a despesa com sete refeições em 2002.

quarta-feira, 4 de junho de 2008


O homem que vestiu terno

Arte de Eduardo Guimarães
http://blogCidadania


Ele veio garoto para o Sul. Um garoto pobre, uma família grande de nordestinos numa parte do país que os considerava um preço a pagar pela construção da São Paulo moderna. A São Paulo deles.

O menino nordestino tinha tudo para não ser nada na vida. Mas também tinha aquilo que é preciso para ser muito: coragem e capacidade de sonhar.

Num país em que tantos desistem antes de começar, e por razões muito boas, o garoto nordestino via na vida uma oportunidade em vez de um fardo.

Havia um sonho, no entanto, que lhe tomava as noites e o mergulhava em devaneio. Era um sonho que, para muitos, seria de uma banalidade ininteligível: era o sonho de simplesmente vestir um terno, que ele achava lindos, um símbolo de ascensão social impensável para os de sua origem.

O menino se tornou um homem e, então, um líder. Vestiu seu terno e chegou ao topo, dando a uma nação inteira muito mais do que um bom governo, dando aos meninos que sonham vestir ternos a certeza de que a qualquer um é possível vesti-los

Editorial do ‘Vermelho’
critica ‘Duas Caras’

http://cidadania/


Ganhou repercussão a denúncia que fiz aqui sobre o uso político da novela Duas Caras. Paulo Henrique Amorim e o site “Vermelho”, do PC do B, repercutiram minha denúncia. Sobre o assunto, o “Vermelho” publicou anteontem um editorial significativo que deve fazer pensar os que lutam por uma mídia melhor neste país.

Quero esclarecer, ainda, que a diretoria jurídica do Movimento dos Sem Mídia não considera encerrado o caso da representação contra a Globo por uso político da concessão pública de que é detentora. Essa diretoria esclarece que apenas pediu cautela e mais tempo para estudar o caso.

Fiquem com o editorial do Vermelho:

“A descarada política da Globo com suas novelas

O Brasil assistiu, dia 31, ao último capítulo da novela ''Duas Caras''. Se houve novidade na trama, assinada por Aguinaldo Silva, ela ficou por conta do abuso nas referências a personalidades e fatos da vida política nacional, e pela ridicularização dos movimentos sociais, misturando realidade e ficção com clara intenção de construir um discurso ideológico conservador.
Essa politização explícita já estava presente desde os primeiros capítulos, quando o autor declarou que o personagem Ferraço (Dalton Vigh), o vilão da trama, foi inspirado na vida do ex-ministro José Dirceu. A referência provocou uma carta indignada da ex-esposa de Dirceu, Clara Becker, acusando o novelista de fazer uma comparação caluniosa para alimentar divergências políticas. Chegou também ao cúmulo de atacar os concorrentes da TV Record colocando, na trama, um grupo de evangélicos que, raivosos, atacou uma mulher grávida acusando-a de promíscua.
Além do embate com os evangélicos, colocou em cena, de forma desfavorável e mistificadora, ''fatos do cotidiano'', como as CPIs, tapiocas, dossiês, cartões corporativos, política de cotas, racismo, educação privada x ensino público, protagonismo político da elite, entre outros temas colhidos pelo autor no noticiário da imprensa conservadora, da qual a novela é uma espécie de outra face da moeda, como ferramenta para formar opinião - no caso, opinião conservadora, alienada.
Ao abusar da politização, a novela global rompeu a barreira delicada que separa o aceitável do inaceitável no uso da concessão pública dos meios de comunicação. Não se discute o direito da emissora retratar assuntos políticos e polêmicas nacionais em seus programas, mas sim se é ético e justo usar um programa de tamanha audiência para atacar adversários políticos e construir discursos favoráveis ou contrários a propostas e idéias em disputata na sociedade.
As regras do jogo democrático pressupõem condições equilibradas para a luta de idéias. Os meios de comunicação sempre foram apontados com um fator de desequilíbrio nesta disputa pois, concentrados na mão de grandes empresários, costumam jogar no campo da direita. Para controlar a manipulação, há uma série de regras para regular o conteúdo das emissoras, especialmente em período eleitoral. Mas elas estão concentradas basicamente no conteúdo jornalístico. Quando a manipulação salta da pauta jornalística para o roteiro da novela (que é uma obra de 'ficção''), o desequilíbrio piora pois a propaganda política disfarçada feita através dela é menos suscetível a processos legais.
Assim, protegida pelo chamado “manto sagrado da liberdade de expressão artística”, as novelas da Globo são um verdadeiro paralelo desregulado ao jornalismo televisivo da emissora para construir discursos favoráveis ao pensamento único neoliberal. E contrários às idéias avançadas historicamente defendidas pela esquerda, como a política de cotas, a liberalização do aborto, a descriminalização da droga, a proibição da pena de morte, a valorização dos movimentos sociais (claramente atacados e ridicularizados pela novela global), a defesa dos direitos humanos etc.”
Escrito por Eduardo Guimarães às 12h07

Base aliada de José Serra evita depoimentos de ex-presidentes da Eletropaulo e da multinacional em CPI na AssembléiaA base governista(José Serra) na Assembléia Legislativa de São Paulo conseguiu derrubar ontem seis pedidos de convocação de políticos e empresários para explicar o caso Alstom na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Eletropaulo. A multinacional francesa, que atua nos setores de transportes e energia, está no centro de uma investigação internacional sobre pagamento de propinas em troca de contratos.Foram rejeitadas as convocações dos ex-presidentes da Eletropaulo e da Alstom, Eduardo José Bernini e José Luiz Alquéres, que ocupavam cargos-chave nas empresas na época em que, segundo investigação do Ministério Público da Suíça, teria havido pagamento de propina a integrantes do governo Mário Covas (PSDB).Os aliados do governador José Serra (PSDB) também barraram a convocação de Andrea Matarazzo, secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras e ex-secretário de Estado de Energia, de Mauro Arce, também ex-secretário de Energia e hoje secretário de Estado dos Transportes, e do dono da empresa Acqua Lux, Sabino Indelicato, que teria recebido dinheiro para repasse do suborno, além de outro ex-dirigente da Eletropaulo. A oposição não conseguiu aprovar nem mesmo ofício ao Ministério Público do Estado e à Polícia Federal que solicita informações sobre a investigação.Agora, a bancada do PT tentará convocar o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Robson Marinho nas comissões temáticas da Assembléia. Marinho foi secretário da Casa Civil do governo Covas de 1995 a abril de 1997, quando assumiu o posto no TCE. Em 1998, viajou para a França para assistir às finais da Copa do Mundo de futebol, com despesas pagas por empresas do grupo Alstom. “Vamos fazer a convocação como ex-secretário da Casa Civil. Pode-se até demonstrar que não há ilegalidade. Mas não é bom para a moralidade pública aceitar esse tipo de convite”, afirmou o líder do PT, deputado Roberto Felício.Já o líder do governo Serra, Barros Munhoz (PSDB), disse que os requerimentos apresentados eram o gancho que o PT queria para usar eleitoralmente a CPI da Eletropaulo. “A CPI termina no dia 30 e não pode ser prorrogada. Não teria sentido entrar nesse assunto (da Alstom) agora”, afirmou. Munhoz preferiu não comentar a situação de Marinho, que assumiu relação com a Alstom. “Gostaria de me abster desse assunto. Sempre confundem minha opinião pessoal com a opinião do líder de governo.” Ele também defendeu o TCE. Alegou que o tribunal tem mais condições de analisar contratos, pois a Assembléia é constituída por médicos, engenheiros e outros profissionais.David Zylbersztajn(genro de Fernando Henrique Cardoso), o primeiro a comandar a Secretaria de Estado de Energia no governo Mário Covas, já havia sido convocado antes da revelação do caso Alstom. Seu depoimento deverá ser agendado na próxima semana, de acordo com o presidente da CPI, Antonio Mentor (PT). “Nunca mexi com esses contratos. Saí da secretaria em outubro de 1997. Nem sabia que existia Alstom nessa história. Participei da parte de modelagem da privatização da Eletropaulo, não da venda. Espero que eu não vire boi de piranha nessa briga política. Mas, se me chamarem, eu vou”, disse Zylbersztajn ontem.Em Brasília, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados vota hoje requerimento dos deputados Ivan Valente (PSOL-SP) e Francisco Praciano (PT-AM) que pede a realização de uma audiência pública sobre o caso Alstom. Serão convidados Aloísio Vasconcelos, presidente da Alstom no Brasil, o promotor paulista Sílvio Marques, o procurador do Ministério Público Federal Rodrigo de Grandis, e Luiz Fernando Correa, diretor-geral da Polícia Federal.O Ministério Público do Estado de São Paulo vai convocar para depor todas as pessoas citadas nas investigações da Suíça. A promotoria espera a chegada dos papéis nos próximos dias. Segundo os suíços, entre 1998 e 2001, foram usadas empresas offshore para repassar pelo menos R$ 13,5 milhões em propinas para políticos de São Paulo. (Com informações do jornal O Estado de S.Paulo)
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Com o fim da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da tapioca, começa a ganhar vulto - e interessados - as denúncias de corrupção envolvendo o PSDB e executivos da multinacional francesa Alstom, investigada na Suíça por corrupção no Brasil. A empresa ganhou licitações em praticamente todo o País, mas, o maior volume em dinheiro veio dos tucanos no estado de S.Paulo.De acordo com o jornal norte-americano Wall Street Journal, que trouxe o assunto à tona, a Alstom liberou US$ 6,8 milhões, na forma de suborno, para obter um contrato de US$ 45 milhões com o Metrô de São Paulo durante os governos tucanos de Mário Covas e Geraldo Alckmin.Hoje devem ser votados na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara requerimentos dos deputados Francisco Praciano (PT-AM) e Ivan Valente (PSol-SP) para a realização de uma audiência pública sobre o caso. "A audiência é fundamental para que os devidos esclarecimentos sejam prestados à Câmara e à sociedade. São denúncias seríssimas, de negociações escusas, que além do Metrô em São Paulo envolvem estatais federais como a Eletronorte, Eletrosul e Furnas", afirmou Ivan ValenteNa segunda-feira, em ato de homenagem ao ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) defendeu a criação de uma CPI para apurar o envolvimento de tucanos com o esquema de pagamento de propinas pela multinacional francesa. Porém, desde de que exista "um fato concreto para ser investigado", e que tudo possa ser provado, o que para o ex-governador ainda não existe. "Acredito que até o momento não houve um fato concreto. O que existe é o PT usando políticamente um boato, mas se houver, os órgãos que estão investigando devem colocar a público. Se ficar comprovado (o pagamento de propina) deve haver punição. Mas precisa haver um fato concreto", afirmou Alckmin que disse não se sentir atingido pelas denúncias porque, segundo ele, "só há suspeitas e não irregularidades comprovadas".Sem poder instalar uma nova CPI, já que a bancada de apoio ao governador José Serra é bem maior na Alesp, a bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo vai utilizar a CPI da Eletropaulo, que investiga o processo de privatização da Eletropaulo, para apurar os contratos dos governos tucanos com a Alstom. Os deputados pretendem contar com informações disponibilizadas pelo Ministério Público da Suíça que também indicam irregularidades em contratos da Alstom com a Eletropaulo.O deputado petista Antonio Mentor, apresentou requerimento de convocação dos presidentes da Eletropaulo (Eduardo José Bernini) e da Alston (José Luiz Alquéres) na época, além do genro de Fernando Henrique Cardoso David Zylbertajn, então secretário de Energia do governo Mário Covas.
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Por: Helena™ . Quarta-feira, Junho 04, 2008



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Estudo do Banco Mundial (Bird) divulgado na noite de ontem mostra que os licenciamentos ambientais realizados no País são eficazes, ou seja, cumprem o papel de evitar impactos ambientais ou sociais negativos de grande proporção. No entanto, o documento aponta que o processo para a obtenção dos licenciamentos é excessivamente demorado.De acordo com Garo Batmanian, um dos autores da pesquisa, o estudo "Licenciamento ambiental de empreendimentos hidrelétricos no Brasil: uma contribuição para o debate" foi realizado com dados colhidos até o ano de 2005. A pesquisa indica que entre as razões da demora está a falta de clareza da Constituição em definir o papel dos municípios, estados e da Federação no licenciamento, o que gera entraves judiciais e paralisação do processo.O estudo elenca alguns gargalos para a liberação de licenças ambientais. Entre elas, cita a falta de agilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) em fornecer aos empreendedores o termo de referência – documento que elenca os dados sobre impacto ambiental necessários para liberação da obra. De acordo com a pesquisa, esta demora também é apontada como problema.A pesquisa mostra ainda que as análises e discussões com a sociedade dos impactos ambientais e sociais das construções são feitas de forma específica para cada uma das obras, desconsiderando o impacto do conjunto de várias construções nas bacias hidrográficas. O Bird ainda afirma que os empreendedores apresentam relatórios deficientes sobre os impactos das construções, o que aumenta o tempo para a execução do processo de licenciamento.
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Por: Helena™ . Quarta-feira, Junho 04, 2008
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O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, disse ontem que o governo estuda reajustar os valores pagos pelo Bolsa Família. Para isso, deve encaminhar, ainda nesta semana, um estudo sobre o assunto ao Presidente Lula. Os valores pagos hoje pelo programa variam de R$ 18 a R$ 172 e não são reajustados desde julho de 2006. "O benefício dela sofreu uma perda, foi corroído em 5% a 6%", disse o ministro, que participa em Roma da Conferência da FAO, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação. Ainda não há decisão sobre o reajuste, mas ele destacou que é preciso manter o poder de compra dos beneficiários. "O Bolsa Família tem o compromisso de assegurar, entre outras conquistas, o direito humano à alimentação", disse
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Com expansão de 0,2% de março para abril, a indústria se estabiliza em patamares elevados de produção. O índice de abril é 0,6 ponto percentual inferior ao registrado em outubro do ano passado, quando o setor bateu recorde histórico, diz o economista André Macedo, da coordenação de indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).Em relação a abril do ano passado, a produção avançou 10,1%, a maior taxa desde outubro de 2007, influenciada pelo acréscimo de um dia útil neste e pela recuperação do setor de petróleo e produção de álcool, após parada técnica de uma refinaria em março. Com isso, a indústria acumula alta de 7,3% no primeiro quadrimestre de 2008 e de 7% em dozes meses. "Há efeitos especiais em abril que inflaram os resultados de abril. A indústria não está crescendo neste ritmo", afirma o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida.O economista ressalta que o crescimento da indústria é mesmo do último quadrimestre do ano passado, após forte aceleração no ano passado. Em 2007, o setor saltou de uma expansão de 4,3% de janeiro a abril para 6,3% no segundo quadrimestre e fechou os últimos quatro meses do ano com avanço de 7,3%. "A indústria está crescendo bem, mas sem sinais de aceleração, se acomodou em um patamar bom de crescimento." André Macedo, do IBGE, acrescenta que a produção na média móvel trimestral apresenta ritmo estável. Entre os trimestres encerrados em março e abril, a variação foi de apenas 0,1%. "Não tem trajetória de crescimento tão clara". Os resultados divulgados ontem pelo IBGE
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Por: Helena™ . Quarta-feira, Junho 04, 2008
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Lula parte para o ataque


Roma (Itália) - O Presidente Lula fala na abertura da Conferência da FAO sobre segurança alimentar, mudanças climáticas e bionergia
Em favor do etanol de cana-de-açúcar, o Presidente Lula fez ontem na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentos (FAO) um discurso sobre os produtores de petróleo e ao álcool produzido a partir do milho. “Etanol é como colesterol: há o bom e o mau. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios”, disse a uma platéia de 50 chefes de estado e 150 ministros, provocando aplausos durante a Conferência de Alto Nível da FAO sobre Segurança Alimentar, Mudanças Climáticas e Bioenergia. Não sou favorável que se produza etanol a partir de alimentos, como milho e outros.Foi um dos discursos mais esperados da Conferência da FAO. E também o mais longo da manhã de ontem. Lula falou por 30 minutos, ao ponto de fazer o presidente da Itália, Silvio Berlusconi, reclamar ao final, pedindo que os demais palestrantes não se demorassem mais do que cinco minutos. O presidente usou palavras fortes, como “indignação, desolação e espanto” para se referir ao lobby das grandes empresas de petróleo e aos subsídios agrícolas.“Vejo com indignação que muitos dos dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e de carvão”, disse o presidente, para emendar: “Vejo com desolação que muitos dos que responsabilizam o etanol de cana-de-açúcar pelo alto preço dos alimentos são os mesmos que há décadas mantêm políticas protecionistas, em prejuízo dos agricultores dos países mais pobres e dos consumidores de todo o mundo”. Na audiência estavam líderes de países com as políticas mais protecionistas do mundo, caso do francês Nicolas Sarkozy.O “espanto” de Lula se referiu às tentativas de “lobbies poderosos”, de colocar o etanol como o vilão na alta do preço dos alimentos. “É uma burla que não resiste a uma discussão séria.” Usando dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos — “para que não se alegue que estou usando apenas estatísticas brasileiras” —, lembrou que o etanol ocupa apenas 1% dos 63 milhões de hectares de terra que o Brasil destina a lavouras.Para responder às acusações de que o etanol reduz a colheita de alimentos, argumentou que a produção brasileira de grãos cresceu 142% desde 1990. Se referiu ainda ao que considera um argumento “sem pé nem cabeça”, o de que os canaviais brasileiros estão invadindo a Amazônia. “Quem fala uma bobagem dessas não conhece o Brasil”, disse Lula. E citou números: “A Região Norte, onde fica quase toda a Floresta Amazônica, tem apenas 21 mil hectares de cana, ou seja, 0,3% do total da cana. Ou seja, 99,7% estão a pelo menos 2 mil quilômetros de distância da floresta. Isto é, a distância dos nossos canaviais da Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlim”, disse. E mais aplausos na sala dos políticos.O discurso foi distribuído de forma a contemplar os temas em discussão na FAO. Sobre as mudanças climáticas, Lula lembrou que os carros movidos a gasolina poluem 8,5 vezes mais do que um movido a etanol. “O etanol não é apenas um combustível limpo, é um que limpa enquanto está sendo produzido”, disse ele, convidando todos os presentes para a conferência científica internacional que fará em novembro, em São Paulo, para discutir os biocombustíveis.Lula lembrou que há pelo menos 100 países que podem adotar a bioenergia e, a partir daí, promover desenvolvimento, gerar empregos. “É preciso reconhecer que se a agricultura dos países em desenvolvimento tivesse sido estimulada por um mercado livre, talvez não estivéssemos vivendo essa crise de alimentos.” A idéia do presidente é reformular visões e reciclar idéias. E ele saiu do plenário com a certeza de que, alguma cabeça, ele mexeu.ApoioLula volta para o Brasil com o apoio da cúpula das Nações Unidas nos dois principais temas que tratou na conferência: subsídios agrícolas e formas de reduzir as especulações com o preço do petróleo, que termina por afetar o preço dos alimentos. O diretor-geral da ONU, Ban Ki-Moon, por exemplo, lembrou que “alguns países agiram limitando exportações ou impondo controles, (isso) distorce os mercados e força os preços a subirem mais. Peço às nações que resistam a tais medidas e imediatamente liberem as exportações destinadas a propósitos humanitários.”O mesmo fez o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, que também frisa que os países ricos consomem bilhões de dólares em subsídios agrícolas. Ki-Moon propôs um aumento de 50% na produção de alimentos até 2030 a fim de atender à crescente demanda e conter a escalada de preços.Autoridades da Espanha e da França que assistiram ao discurso de Lula na sala onde estavam os deputados brasileiros comentaram que o discurso foi forte, porém, quanto às barreiras dos subsídios, o caminho é longo. O presidente da Espanha, José Luis Zapatero, por exemplo, não mencionou o discurso de Lula na entrevista que concedeu no início da tarde na FAO, apesar de ter defendido medidas para conter os preços do petróleo.No entanto, diversos integrantes da comitiva espanhola se referiram a Lula, em conversas reservadas, como a estrela do evento, que tratou sem medo de assuntos considerados tabus na Europa, caso dos subsídios agrícolas. Se a mudança de mentalidade virá, eles preferem aguardar. E lembram que qualquer modificação nesse setor terá de ser um processo negociado de forma equilibrada para evitar que os agricultores europeus terminem indo à bancarrota. Lula terá que, aos poucos, juntar mais gente.As frase do Presidente“Etanol é como colesterol: há o bom e o mau. O bom etanol ajuda a despoluir o planeta e é competitivo. O mau etanol depende das gorduras dos subsídios”“Vejo com indignação que muitos dos dedos apontados contra a energia limpa dos biocombustíveis estão sujos de óleo e de carvão”“99,7% (da plantação brasileira de cana) estão a pelo menos 2 mil quilômetros de distância da floresta. a distância dos nossos canaviais da Amazônia é a mesma que existe entre o Vaticano e o Kremlim”“No Brasil, em cada grão de feijão, de arroz ou litro de leite, o petróleo é responsável por 30% do custo final”“É indispensável afastar a cortina de fumaça lançada por lobbies poderosos”
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Por: Helena™ . Quarta-feira, Junho 04, 2008

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Um tucaninho de bico longo, ligado ao grupo de Geraldo Alckmin, me ligou a pouco para me contar a novidade do dia. José Serra providenciou a operação denominada Carta Branca, da polícia civil de São Paulo. A imprensa, especialmente a Folha, já saiu com a manchete"Delegado está entre os 18 presos suspeitos de emissão ilegal de CNH"...Tudo muito bom, se não fosse as verdadeiras intenções do governador Paulista José Serra. Desviar o foco PSDB-Alstom que nos últimos dias vem sendo divulgado por blogueiros e mídia. Em outras palavras,Serra está tentando jogar uma cortina de fumaça sobre o escândalo que envolve o tucanato paulista.O barraco tucano vai pegar fogoA Eletropaulo, que parecia ter entrado no caso Alstom a reboque do Metrô, pode se revelar problema maior para o PSDB. Quem teve acesso a dados da investigação na Suíça afirma: trata-se de encrenca que, no Brasil, atinge acima de tudo o setor elétrico.Balanço fiscal da Alstom de 15 de maio de 2001 aponta o interesse na Eletropaulo. O documento cita o contrato "Gisel 2", com transformadores de R$ 100 milhões, como prioridade no orçamento da empresa, ao lado de subestações de gás em Singapura e Dubai e sistemas de geração de energia na Flórida. Dois tucanos chefiaram a pasta estadual de Energia na época: Mauro Arce, atual secretário de Transportes, e Andrea Matarazzo, secretário das Subprefeituras.
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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Sexta-feira, 30 de Maio de 2008

Para Suíça, Alstom pagou propina a tucanos usando offshores

http://Os Amigos do Presidente Lula

Identificado esquema que pagou propinas da Alstom. Pagamentos feitos com base em consultorias de fachada; valor das comissões chega a R$ 13,5 miSeis empresas offshore, duas das quais controladas por brasileiros, teriam sido utilizadas pela multinacional francesa Alstom para supostamente repassar propinas a autoridades e políticos paulistas entre 1998 e 2001. Os pagamentos seriam feitos com base em trabalhos de consultoria de fachada.Documentos enviados ao Brasil pelo Ministério Público da Suíça, que chegaram ontem ao Ministério da Justiça, revelam que, nesse período, o dinheiro com origem e contabilidade suspeitas soma pelo menos 34 milhões de francos franceses. O valor atualizado das "comissões" supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos em São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Offshores são empresas constituídas em paraísos fiscais, onde gozam de privilégios tributários e proteção por regras de sigilo que dificultam as investigações.Os investigadores suíços tratam esses recursos como "gratificações ilícitas" por estarem atrelados a contratos de consultoria que, pelo cruzamento de informações, foram avaliados como trabalhos fictícios. As "comissões", segundo os documentos suíços, foram formalizadas por intermédio dos contratos de consultoria de abril a outubro de 1998 - governo Mário Covas -, quando a Alstom T&D (Transmission and Distribution) e a Eletropaulo discutiam um contrato aditivo à obra de reforma e expansão do Metrô de São Paulo. Parte dos repasses era realizada pela empresa Cegelec, também pertencente ao grupo Alstom.No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estiveram à frente da Secretaria de Energia de São Paulo - que comandava a Eletropaulo - o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn (deixou o cargo em janeiro de 1998, ao assumir a direção geral da Agência Nacional de Petróleo), o atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce. Os nomes deles não aparecem na documentação da investigação.Um ex-funcionário do setor de finanças da Alstom brasileira disse ao Estado, com a condição de que sua identidade não fosse revelada, que alguns fornecedores emitiam notas fiscais com valores alterados e/ou produtos e serviços nunca entregues ou executados. Segundo o funcionário, o valor da propina entrava no custo total do projeto, deixando a verba diluída com o custo de fornecimento de materiais, produtos e serviços.De todas as offshores identificadas, a que mais depósitos teria recebido é a MCA Uruguay Ltda, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas e contas em um banco na Suíça e outro em Luxemburgo: 21,8 milhões de francos franceses, ou R$ 8,7 milhões. A MCA era administrada pelo brasileiro Romeu Pinto Junior. A empresa também aparece em operações relacionadas ao caso Banestado, investigação que identificou milhares de remessas ilegais de brasileiros para o exterior por intermédio de doleiros.A documentação apreendida pelas autoridades suíças aponta que também integrariam o esquema a Taltos Ltda, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas e administrada José Geraldo Villas Boas, que entre 1975 e 1977 presidiu a Associação dos Engenheiros das Companhias Energéticas no Estado de São Paulo (Aecesp). Por intermédio da Taltos, teriam sido depositados pela Alstom no exterior 7,6 milhões de francos franceses, equivalentes a R$ 3 milhões atualmente.Também foram identificadas as offshores Splendore y Associados, com escritório fantasma que teria sede em São Paulo, mas não consta na Junta Comercial, e a Andros Management, sediada nas Bahamas. As duas eram administradas por franco-brasileiros. A Splendore seria do banqueiro aposentado Jean Marie Lannelongue. O esquema envolvia ainda outras duas offshores - Janus Holding e a Compania de Asesores de Energia S.A.Há registro de um caso em que as comissões teriam sido pagas no Brasil, diretamente à empresa de consultoria. Trata-se da construtora Acqua Lux Engenharia e Empreendimentos Ltda, localizada na pequena cidade de Monteiro Lobato, de 3,7 mil habitantes, na região de São José dos Campos. Com informações do Estadão)Em tempo: No jornal Folha de S. Paulo, não há uma única palavra sobre esse assunto
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Apóie a blogosfera Lulista. Visite os blogs e deixe um comentárioJuliana WeisGoverno estuda corte de tarifas de importaçãoFundos de pensão avaliam investimento no BrasilLula quer mais debate antes de decidir sobre o fundo soberanoConsciência PolíticaOposição recua e diz que não houve crime na confecção de dossiê na Casa CivilAécio financia energia para Globo, Abril com dinheiro públicoDilma manda abrir processo administrativo e disciplinar contra AparecidoKika MartinsSTF investiga senador de BrasíliaLula quer que ONU discuta preço de petróleoBarrigas cheias. Mentes vázias
A blogueira Jussara Seixas editora do, Por um novo Brasil, acaba de lançar um novo blog, “Caso Alstom e os Tucanos”.Visite
acessando o link. leia, comente e colabore enviando matérias sobre o caso Alstom
Blog do Oni Presente Comissão apura possíveis infrações por vazamento de dados sobre gastos da gestão FHCSeu blog ficou fora dessa listinha? Envie para o e-mail do blog, a sua manchete do dia e seu link para que eu posso publicar

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'Estamos colhendo o que foi plantado pelo povo', diz Lula


O Pouco antes de regressar ao Brasil, depois de dois dias de viagem ao Haiti e El Salvador, o Presidente Lula comemorou a decisão da Fitch de elevar a classificação de risco de crédito do Brasil de BB+ para BBB-, grau de investimento.“Também fico extremamente feliz quando recebo a notícia de que a segunda agência reconhece o Brasil com o investment grade”, declarou o presidente. “No fundo, no fundo, estamos colhendo o que foi plantado pelo povo brasileiro. Acho que isso demonstra que quem trabalha com seriedade e muita objetividade termina vencendo e alcançando seus objetivos.”E o governador tucano José Serra...com inveja, disse...“O grau de investimento não é uma panacéia para resolver todos os problemas. Mas é bom, pois é melhor ter do que não ter”
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Petrobras descobre reservatório com potencial em águas rasas

E...aconteceu de novo...A Petrobras está surfando em uma maré de sorte. Ontem a estatal informou que descobriu novo reservatório de petróleo no sul da bacia de Santos, no blocoBM-S-40, que fica em frente ao Estado de Santa Catarina, mas na parte que cabe a São Paulo na divisão atual dos royalties. O poço pioneiro produziu 12 mil barris de petróleo leve e em junho será perfurado outro na área, que fica próximo aos campos de Coral, Estrela do Mar, Caravela e Cavalo Marinho. No rol das boas notícias, a descoberta fica em águas rasas, a uma profundidade de apenas 235 metros até o fundo do mar, o que simplifica sua exploração.Para atingir o reservatório, que fica acima da camada de sal, foram perfurados outros 2.080 metros, o que significa uma profundidade total de 2.315 metros. Isso sinaliza que ali não existem as dificuldades técnicas para produzir petróleo como as encontradas nos campos do pré-sal, entre eles o megacampo de Tupi, onde foram perfurados 6 mil metros de profundidade a partir do solo marinho.O óleo encontrado é extra-leve, com 36 graus na escala da American Petroleum Institute (API), que mede a densidade do óleo. Quanto mais alta a graduação na escala API, que vai até 50, mais leve e valorizado é o petróleo explorado. A Petrobras adquiriu seis blocos na área, cada um deles com extensão de 180 mil quilômetros quadrados.O presidente Lula, que estava ontem em visita oficial a San Salvador, capital de El Salvador, informou os jornalistas sobre a descoberta feita pela estatal. "Deus resolveu passar no Brasil e ficar. Não foi embora", comemorou o Presidente.
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Demanda por títulos brasileiros cresce US$ 13 bi

Os títulos da dívida externa do governo federal do Brasil passarão a ter uma demanda extra de US$ 12,5 bilhões a US$ 13 bilhões agora que o país obteve o segundo grau de investimento pela Fitch Ratings, confirmando a decisão da Standard & Poor"s do dia 30 de abril, estima a Lehman Brothers. É um total nada desprezível, dado que o estoque de papéis de dívida do Tesouro nas mãos dos investidores é hoje calculado em US$ 46,5 bilhões.Os papéis do governo do Brasil terão demanda extra, pois passarão a ser incluídos nos índices de renda fixa da Lehman Brothers, possivelmente já no próximo mês, segundo disse Mauro Roca, analista da Lehman Brothers, ao Valor Econômico. Esses índices de crédito grau de investimento, que incluem países e empresas, são amplamente utilizados pelos investidores institucionais - fundos mútuos, de hedge, seguradoras e bancos. Mas só podem ingressar neles os títulos considerados grau de investimento por duas das três principais agências: Fitch, Standard & Poor"s e Moody"s."Para o mercado, agora o Brasil é oficialmente grau de investimento", disse Mauro Roca. segundo explicou, o país vai representar 0,17% do índice Lehman Aggregate, 0,38% do índice US Aggregate e 1,6% do índice US Credit.Ontem, em meio à notícia do segundo grau de investimento, a Braskem conseguiu sucesso e captou US$ 500 milhões em títulos com vencimento em dez anos. Pagou rendimento de 7,375% ao ano, o que equivale a um prêmio de risco de 328,4 pontos básicos.
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Fitch ratifica País como seguro para investidor estrangeiro


A Fitch Ratings se juntou à Standard & Poor’s (S&P) e concedeu ontem uma melhora na avaliação de risco do Brasil, elevando o País à categoria de grau de investimento. A agência americana elevou a nota brasileira para dívida em moeda estrangeira de "BB+" para "BBB-", o menor nível dos países considerados seguros para o investidor estrangeiro. Desde 30 de abril, o País já era considerado grau de investimento pela S&P, também com nota "BBB-". Na ocasião, a Fitch anunciou que o rating brasileiro estava passando por uma reavaliação, divulgada agora com o upgrade.O segundo grau de investimento concedido ao Brasil, agora pela Fitch, é considerado uma confirmação do rating brasileiro, importante para alguns investidores. Falta agora, das agências de rating de maior destaque, apenas a Moody’s tirar o Brasil do grupo de países considerados grau especulativo. Na escala da Moody’s, o Brasil é Ba1, ainda a um nível do grau de investimento.Ao explicar a decisão de melhorar a nota brasileira, a diretora-sênior da área de soberania da Fitch, Shelly Shetty, lembrou a forte queda da vulnerabilidade externa do País. "O upgrade concedido reflete uma série de fatores, como crescimento do PIB, a estabilidade econômica e, claro, a forte queda da vulnerabilidade externa do País", explica Shelly. "O governo tem se comprometido com políticas fiscais adequadas e um superávit primário que reforça a idéia de sustentabilidade fiscal."
A diretora-sênior da Fitch lembrou também o fato de o Brasil recentemente ter se tornado credor público externo. "Isto é importante, pois torna o Brasil mais resistente a crises externa, a choques cambiais por exemplo", explica Shelly. As reservas internacionais do País, citadas no relatório da Fitch como importantes, estão hoje próximas de US$ 200 bilhões, em sua máxima histórica.O relatório da Fitch citou ainda o fato de o Banco Central estar agindo para manter a estabilidade dos preços. "O Banco Central brasileiro não tem hesitado em aumentar as taxas de juros para manter a inflação sob controle", consta do relatório. "Além disso, o governo continua mostrando disciplina fiscal ao reiterar o superávit primário de 3,8% do PIB, mesmo depois da perda de 1,5% do PIB em receitas como resultado da não renovação da CPMF em dezembro de 2007." E ainda: "a dívida pública externa líquida atingiu -34% das receitas externas correntes em 2007, melhor do que a média de -17% e comparável com a do Peru e Cazaquistão".Shelly afirmou que, para ir além da nota BBB-, o Brasil precisa avançar em pontos-chave. "Não existe um prazo médio em que os países conseguem subir na escala dos considerados grau de investimento. É necessário melhoras fiscais e, sobretudo, a manutenção das conquistas já feitas", diz ela, lembrando que o Brasil vive um longo ciclo de crescimento que precisa ser mantido. "Ainda há diferença na taxa de crescimento do Brasil em relação ao outros países no mesmo nível, mas o atual ciclo de crescimento deve contribuir para que esta distância diminua", completa. Enquanto, na média, países com rating BBB crescem 5% ao ano, o Brasil registrou um crescimento de 4,5% nos últimos cinco anos.


do blog Os Amigos do Presidente Lula

quarta-feira, 28 de maio de 2008


Esse é o Lula
JORNALIRISMO


Conheci o jornalista e escritor Guilherme Azevedo no fim do ano passado, à época da formação do Movimento dos Sem Mídia. Ele foi à minha casa gravar uma entrevista em áudio e vídeo comigo, sobre a ONG que acabara de se constituir depois da manifestação diante da Folha de São Paulo. Dali em diante, tornamo-nos amigos. Guilherme já trabalhou como repórter, redator, editor e colunista da Agência Folha, trabalhou na revista “Caros Amigos” e nas agências de publicidade "Giovanni+DraftFCB" e "AgênciaClick". Também escreveu o livro “As Aventuras de Alencar Almeida (o repórter)”. Atualmente, é editor do belo site "Jornalirismo", que se dedica a "comunicação e arte em suas muitas manifestações, como o jornalismo, a propaganda, a literatura e a fotografia". Na noite de ontem (terça-feira), o Jornalirismo promoveu, na livraria Fnac, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, um debate que contou com a presença do jornalista Luis Nassif, do cineasta Maurício Eça e do poeta Sérgio Vaz. O jornalista Pedro Dória, do grupo Estado, também havia sido convidado, porém não pode comparecer devido a compromisso de última hora. Contudo, gravou em vídeo uma mensagem para os debatedores e a platéia.

Creio que o acontecimento merece um relato mais aprofundado, pois o debate acabou enveredando pelo tema que traz as pessoas a este blog (a mídia) e, principalmente, pelo fenômeno dos blogs. Nassif fez uma brilhante exposição sobre a blogosfera e deu até receitas para blogueiros. Antes de tratar do debate, porém, quero falar um pouco sobre os debatedores.

Dos debatedores

Luis Nassif é autor de Dossiê Veja, uma série de denúncias contra a revista Veja, do Grupo Abril. Em seu blog (leia aqui), Nassif vem publicando acusações de que a Veja usaria seu conteúdo editorial para favorecer negócios próprios e atacar adversários. Como fonte das denúncias, o jornalista utiliza a análise da própria revista e dicas de leitores.

Pedro Doria é colunista do caderno “Link” e repórter especial do caderno “Aliás”, do jornal O Estado de S.Paulo. Também publica um blog (leia aqui) sobre assuntos internacionais. Especialista em mídia digital, Doria é um dos precursores do jornalismo na Internet brasileira e participou da criação de sites jornalísticos que fizeram história, como o NO. e o NoMínimo.O cineasta Maurício Eça já realizou mais de 100 videoclipes, entre eles, o premiado Diário de um Detento, para o grupo Racionais MC´s. Maurício é também autor de importante trabalho sobre a periferia das grandes cidades. No longa-metragem Universo Paralelo, de 2004, Maurício, Teresa Eça (irmã do cineasta) e o rapper Cobra acompanharam, por seis anos, a vida de moradores do bairro Capão Redondo, conhecido pela combinação explosiva de pobreza e violência, em São Paulo.O poeta Sérgio Vaz é o criador e o organizador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), um dos movimentos culturais mais importantes da periferia de São Paulo. Toda quarta-feira, Vaz comanda o Sarau da Cooperifa, em que escritores de bairros pobres e a população em geral experimentam uma noite de poesia, apresentando seus textos. O poeta é autor, também, do livro Colecionador de Pedras (Global Editora) e publica um blog (leia aqui).

Do debate

Apesar das instigantes participações do cineasta e do poeta, acredito que a estrela do evento foi mesmo Luis Nassif. Graças à sua participação os temas imprensa - com destaque para o caso Veja - e blogs permearam a noite.

O debate começou a esquentar quando recebi uma deixa do editor do Jornalirismo, Guilherme Azevedo, que mediava o debate. Ele anunciou, ao microfone, minha presença na platéia. Foi uma senha para que eu disparasse a primeira pergunta do público.

Nassif acabara de fazer uma exposição sobre o dossiê Veja e sobre o comportamento dos quatro grandes meios de comunicação que lideram a reação conservadora ao governo Lula (Veja, Folha, Estadão e Globo). Pedi, então, para falar, e anunciei que faria "a pergunta do século", ou seja, "por que?". Essa pergunta refere-se ao seguinte: está claro o considerável prejuízo de credibilidade que a grande mídia está tendo com o processo em que mergulhou. Perda de audiência, inclusive, é apenas um dos resultados dessa perda de credibilidade. O que a mídia ganha com isso?

Minha pergunta foi ao Nassif e ele deu uma explicação longa, mas que, apesar do brilhantismo do jornalista, não me satisfez Em minha opinião, nem ele, um dos jornalistas mais experientes do país, que chegou a integrar o Conselho Editorial da Folha e que conhece "o sistema" por dentro, entende bem a razão de esses meios de comunicação terem mergulhado nesse processo suicida, que está causando perda de circulação aos jornais e revista e queda pronunciada da audiência da Globo.

Um dos pontos altos do debate foi a exposição do Nassif sobre o fenômeno dos blogs. Ele explicou como, a partir do seu blog, ele mesmo vai formando sua opinião, devido ao diversificado e altíssimo nível de seus leitores comentaristas. Exemplificou relatando o que aconteceu, por exemplo, durante a catarse que sucedeu o acidente com o avião da TAM, no ano passado. Em um dia, em resposta a provocação que fez em seu blog quanto ao desastre, relatou que publicou mais material pertinente sobre o assunto, via contribuições de seus leitores-comentaristas, do que a mídia havia feito em uma semana inteira. E é verdade. Aqui mesmo no Cidadania especialistas em aviação haviam se manifestado sobre o desastre, dizendo que a tese da falta de ranhuras (grooving) na pista de Congonhas, que a mídia dizia ser a causa do acidente, não explicava a tragédia.

Das receitas de Nassif para blogueiros, está a capacidade que devem ter de conviver com o contraditório sem permitir que as "abelhas assassinas" envenenem o ambiente, e até a capacidade de saber quando ceder, admitindo erros a que qualquer um que lida com comunicação está sujeito. Segundo Nassif, é essa "sintonia fina" que faz a diferença entre os blogs que valem a pena ser lidos e os que são dispensáveis.

Pessoalmente, digo que, apesar da profusão de blogs, poucos são os que valem a pena ser lidos, porque uma grande parte deles limita-se ao famoso "corte e cole", ou seja, a reproduzir conteúdos disponíveis na internet, uma prática que é válida, segundo Nassif, que acredita que o trabalho de um jornalista da internet hoje é, também, o de organizar a informação disponível. Contudo, Nassif produz conteúdo e acrescenta dados aos debates, dados relevantes. Quando blogueiros limitam-se a copiar conteúdos, muitas vezes sem dar crédito a quem os produziu, e descuidam do uso do idioma, nada acrescentando aos debates, seus blogs tornam-se dispensáveis.

Outros resultados

Outros resultados, como direi?, "bacanas" do meu comparecimento àquele evento foi poder ter tido um dedo de prosa com o Nassif, perguntando de sua disposição em participar do seminário sobre a mídia que o Movimento dos Sem Mídia irá promover. Nassif não só me prometeu participar, como debatedor, como também me ajudar a conseguir a participação de outras estrelas do jornalismo. Falei com ele sobre Olavo de Carvalho, de quem Nassif se diz amigo. Será importante para o debate a ser promovido pelo MSM que tenhamos participantes de todos os lados do espectro ideológico.

Aliás, sobre Olavo de Carvalho, Nassif me lembrou de um dado interessante. Apesar de ser conhecido por suas posições extremamente conservadoras, o editor do site Mídia Sem Máscara não embarcou na onda golpista da grande mídia. Com efeito, ao lado de figuras como um José Nêumanne, do Estadão, com quem já mantive intenso contato no passado, ou um Gaudêncio Torquato, outro conservador do Estadão, Olavo de Carvalho pertence à direita civilizada e inteligente. São pessoas das quais se pode divergir, mas que, à diferença de um Reinaldo Azevedo, podem contribuir para um debate de bom nível, interessante e instigante.

Ao fim do evento, meu amigo Guilherme Azevedo me permitiu ocupar o microfone para falar do Movimento dos Sem Mídia à platéia e aos debatedores. Acredito que foi possível despertar o interesse dos presentes e disso certamente advirão novos apoios.

Ao fim da noite, no entanto, depois de sair do evento, fui para casa dormir com a dúvida que nem um Luis Nassif conseguiu me esclarecer. Afinal, o que é, diabos, que leva jornais, revistas e tevês a se manterem num processo que lhes está exterminando o bem maior de um meio de comunicação, que é a credibilidade?

"Em dezembro tivemos uma derrota no Senado. Embora tivéssemos maioria, assistimos aos senadores da oposição não deixarem passar a CPMF porque nós tinhamos lançado um programa chamado PAC da Saúde, onde iríamos investir mais R$ 24 bilhões para melhorar a saúde. Isso está parado, mas nós somos teimosos e vamos aos poucos colocar em prática o PAC da Saúde", disse Lula em Diadema, durante inauguração de um complexo de saúde."Eu não vi nenhum produto reduzir de preço depois que acabou a CPMF. Parece que não foi passado para o custo do produto o 0,38%. Parece que aumentou o ganho daqueles que pagavam a CPMF". Em Diadema, os empresários também foram lembrados. "De vez em quando eu agradeço até da nossa oposição ter reprovado a CPMF. A verdade é que nenhum empresário reduziu o custo dos produtos que ele vende por conta da CPMF. Se alguém souber de um produto que caiu de preço porque os empresários retiraram do preço o 0,38% me diga que vai merecer um prêmio. O dado concreto é que apenas fomos truncados para não fazer tudo o que a gente quer fazer no país." Disse Lula em DiademaLula no RioAo iniciar seu discurso, Lula defendeu o BNDES. Funcionários do banco são suspeitos de participação em um esquema de desvio de recursos emprestados a prefeituras investigado pela Polícia Federal, que já indiciou o deputado federal pedetista e ex-presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho... "É bem possível que numa instituição do tamanho do BNDES possa ter uma ou outra pessoa que cometa desvios e, portanto, tenha que pagar o preço do desvio cometido. Mas é bem verdade também que poucos países do mundo conseguiram criar uma instituição de financiada tão sólida como é o nosso querido BNDES", disse o Presidente, que ainda chamou o banco de centro de excelência.A luta de classes também foi um tema constante nos discursos que Lula fez nas duas cidades. No Rio, ao defender a CPMF, ele argumentou que o Estado precisa atender as parcelas mais pobres da população. "No fundo, no fundo, são esses que precisam do governo".O tema foi introduzido com dados estatísticos.Em Diadema - São Paulo, o Presidente lembrou, que 90% da população da cidade integravam as classes C, D e E, enquanto apenas 10% eram das classes A e B. E comparou o complexo de saúde que inaugurava com hospitais particulares paulistanos. "Aqui vocês terão atendimento de primeira, daqueles que até agora só rico tem direito, daqueles que só meia dúzia tem direito, de ir no Alberto Einstein, no Sírio-Libanês, no Instituto do Coração (hospitais particulares paulistanos). Agora Diadema não faz distinção de classe nem divide as pessoas entre ricos e pobres".Lula também respondeu ao jornal "The New York Times", que indagou quem seria o dono da floresta amazônica, e à notícia veiculada ontem na mídia de que um consultor do primeiro-ministro inglês Gordon Brown teria avaliado a compra de toda a floresta por US$ 50 bilhões.Na presença de cientistas e diplomatas de vários países — entre eles os professores Edmund Phelps, Prêmio Nobel de economia de 2006, e Albert Fishlow, da Universidade de Columbia, além do jornalista Roger Cohen, colunista do New York Times — Lula afirmou que não permitirá a segregação das 25 milhões de pessoas dos nove estados amazônicos e, mandou um duro recado aos estrangeiros interessados em fatiar ou controlar a região. Alerta que é necessário combater o desmatamento, mas destaca a importância do desenvolvimento do Norte do país“É muito engraçado que os países responsáveis por 70% da poluição do planeta agora fiquem de olho na Amazônia como se fosse apenas nossa a responsabilidade pelo que eles mesmos não fizeram todo o século passado”"O mundo precisa entender que a Amazônia brasileira tem dono e o dono da Amazônia é o povo brasileiro, são os índios, os seringueiros, os pescadores, mas também somos nós, que somos brasileiros e que temos consciência que é preciso diminuir o desmatamento sim, as queimadas, mas também temos consciência que precisamos desenvolver a Amazônia", disse.Diante do embaixador do Japão no Brasil, Ken Shimanouchi, Lula disse o “o protocolo de Kyoto já faliu”, e criticou países que nunca referendaram esse acordo internacional para reduzir as emissões de gases poluentes. Lula não citou diretamente os Estados Unidos, país que se recusou a assinar o protocolo. O Presidente acusou os países desenvolvidos de terem “preconceitos arraigados” e de montarem “lobbies fortíssimos” contra os biocombustíveis. “O Brasil não se assusta com campanhas orquestradas”, garantiu Lula. Ele também informou que viajará na próxima semana para Roma onde participará da conferência da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). O tema principal será a polêmica entre produção de alimentos e de bioenergia.Em outro evento da Petrobras em Niterói, Lula voltou a afirmar que a estatal não deve ser apenas uma grande empresa de petróleo, mas um motor para o desenvolvimento do país. "A visão não pode ser apenas a do curto prazo. É preciso ter consciência de que uma empresa como a Petrobras não pode existir apenas para ser a sexta maior do mundo e a terceira das Américas. Ela existe também para ser alavancadora do desenvolvimento deste país, a geradora de oportunidade para outros setores da sociedade", frisou Lula, que defendeu ainda a fixação de um percentual de equipamentos e serviços nacionais nas encomendas de navios da Petrobras, assim como já ocorre nas licitações das plataformas da empresa.Isso é oposiçãoEnquanto Lula trabalha em prol dos brasilieros,a oposição procura os holofotes da mídiaOntem, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), levou com ele, cinegrafista e fotógrafos, para registrarem imagens do deputado protocolando representação no Ministério Público Federal do Distrito Federal contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e outros 15 servidores da Casa Civil que, segundo ele teriam participado da montagem de um dossiê que Alvaro Dias vazou para a imprensa. Carlos Sampaio, além de demagogo e hopocrita, é também o sub-relator de sistematização da fálida, CPI dos Cartões Corporativos. Sampaio, em nome do PSDB e PFL/DEM, pediu que o Ministério Público entre com ação por improbidade administrativa contra Dilma e os demais funcionários da Casa Civil.
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Helena™
http://Os Amigos do Presidente

Conforme reportagem publicada hoje em um dos folhetins da própria mídia nacional tucana (Folha de São Paulo), a escola pública da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo que ficou melhor classificada no Exame Nacional de ensino Médio, o ENEM, encontra-se na 913ª posição, atrás de 849 escolas particulares e 62 técnicas públicas, além da Escola de Aplicação da Faculdade de Educação da USP.
De acordo com os resultados aferidos pelo ENEM, nenhum colégio estadual paulista regular alcançou a média da rede privada (64,1) e 71% tiveram média no exame menor do que 50% disso. E o que é pior: metade das escolas do Estado de São Paulo não alcançou a média nacional da rede pública.
O chocante nisso tudo é que o governador José Serra, que teve como uma de suas principais bandeiras de campanha eleitoral em 2006 o ensino público vive aparecendo na propaganda gratuita veiculada pela televisão tecendo loas sobre a Educação do Estado.
De se concluir, pois, que, ou a propaganda tucana na TV é enganosa, ou os tucanos, apesar de estarem há 13,5 anos no governo do Estado, não têm competência para oferecer uma educação de qualidade aceitável ao povo paulista.
É bom lembrar que os 26 Estados Estados da Federação, inclusive o DF, introduziram as disciplinas de Sociologia e Filosofia nos seus currículos do ensino fundamental e médio. O único Estado que resolveu peitar o MEC alegando que não está obrigado a obedecer as resoluções do Conselho Nacional da Educação é o Estado de São Paulo, de José Serra (PSDB), que não só se recusou a incluir essas disciplinas no ensino médio como também RETIROU as disciplinas de Psicologia, Sociologia e Filosofia da Educação do curso de Magistério de nível médio, alegando que o Estado de São Paulo não tem dinheiro para contratar professores para essas disciplinas!!!
Mas a mídia tucana esconde que não faltou dinheiro para o governo do Estado de São Paulo para firmar, como de fato ele firmou, um contrato com a Editora Abril (a mesma que publica a revista Veja) para fornecer cartilhas para o ensino formal a todos os alunos da escola pública estadual paulista.
Resultado: a melhor escola do Estado de São Paulo ficou classificada na 913ª posição na aferição do ENEM.

segunda-feira, 26 de maio de 2008





Se você meu querido leitor, ainda não percebeu, acho melhor você ficar mais atento daqui para frente. A Folha, está tentando criar uma crise, e nela, evolver o Presidente Lula. Depois de ver fracassada a CPI da tapioca, instalada, a pedido da imprensa, mais especialemnte da Folha, o foco agora, passou a ser Lula. De novo.Ontem, vocês viram o caso do apartarmento que o Lula comprou em 1996, e que, segundo a Folha, o PT pagava as taxas de condomínio do apartamento, com dinheiro do fundo partidário.Hoje, a Folha, foi buscar a manchete no Portal da Transparência do governo federal. Diz a Folha: “Uma Consulta ao Portal da Transparência do governo federal (http://www.transparencia.gov.br/) mostra que empreiteira Andrade Gutierrez foi a maior doadora do PT em 2007, com R$ 1,5 milhão”. O jornal ainda diz que, “procurou as empresas doadoras do PT para saber o que as motivou a colaborar financeiramente com o partido”. Para o jornal, o escândalo, está em a Andrade Gutierrez ter contratos com o Governo.Pois muito bem. Nós, queremos que a Folha, também procure José Serra do PSDB e Fernando Henrique Cardoso do PSDB,(fhc983.doc e aqui) e façam a mesma pergunta à eles. A empreiteira, Andrade Gutierrez, também foi a maior doadora para a campanha dos tucanos. A Andrade Gutierrez , tem contrato com o governo paulista José Serra. É a impreiteira, que está fazendo as obras do Metrô em São Paulo.Empresas deram R$ 1,7 mi para comitê de SerraTrês das cinco construtoras que integram o Consórcio Via Amarela --responsável pelas obras da linha 4-Amarela do metrô de São Paulo-- , doaram, juntas, R$ 1,7 milhão para a campanha de José Serra (PSDB) ao governo do Estado.O consórcio realiza as obras da linha 4-amarela do metrô. O custo total do projeto é estimado em R$ 3,5 bilhões. Somente a primeira etapa, que contempla seis das 11 estações, está estimada em R$ 1,9 bilhão.A construtora OAS repassou R$ 1 milhão para a campanha do tucano. A Camargo Corrêa doou R$ 400 mil. A construtora Norberto Odebrecht, R$ 300 mil. O comitê financeiro da campanha de Serra arrecadou, no total, R$ 26,7 milhões.A Camargo Corrêa gastou pelo menos R$ 7,7 milhões com financiamento de campanhas no ano passado. As despesas da OAS com campanhas foram superiores a R$ 10 milhões. A Odebrecht gastou pelo menos R$ 1,8 milhão na eleição. A Andrade Gutierrez fez doações superiores a R$ 1,5 milhão.
O poder político das empreiteirasAs cinco empreiteiras que compõem o Consórcio Via Amarela - OAS, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Queiroz Galvão - fizeram uma parceria inédita para vencer a licitação que lhes autorizou a construir a linha 4 do Metrô paulista. Essas empreiteiras, além de seu vasto poderio econômico, possuem ampla influência política no país, sendo responsáveis pelo financiamento de campanhas políticas, tanto do legislativo quanto do executivo.A economista Ceci Juruá considerou estranha a composição do consórcio. "Normalmente, no máximo, 2 ou 3 dessas empresas se unem, para concorrer com as demais no processo de licitação. Nunca houve uma união desse porte", afirma a economista. A próxima legislatura do Congresso Nacional, que tem início em 1º de fevereiro, contará com 269 parlamentares (254 deputados e 15 senadores) que receberam doações de empreiteiras, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. Ao todo as empreiteiras doaram R$ 24,5 milhões para candidaturas legislativas, consolidando-se como a maior "bancada" do Congresso.A maior parte dessa quantia é oriunda das cinco empresas que compõem o consórcio Via Amarela (cerca de R$ 16 milhões). A Camargo Corrêa e a OAS, participantes do Consórcio Via Amarela, foram as que mais destinaram verbas aos candidatos: R$ 2,2 milhões e R$ 1,9 milhões, respectivamente.É sabido que as empreiteiras têm poder de influência no rumo das políticas públicas. Como essas empreiteiras são as maiores financiadoras dos cargos executivos, legislativos e até do judiciário, elas ganham imunidade, que depois se transforma em impunidade, na fiscalização das obras das quais ganham licitação.A impunidade das empreiteiras é fruto de seu poder econômico e é reforçada pela lei eleitoral, que permite o financiamento privado de campanhas políticas. Além de vencer grande parte das licitações de obras públicas, as empresas sócias do Consórcio Via Amarela têm se beneficiado com o processo de privatização das rodovias estaduais e federais, já que ganharam concessões que lhes permitem explorar a cobrança de pedágios.Camargo Corrêa e OAS são acionistas da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), concessionária responsável pela administração de importantes estradas paulistas, além da Via Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro. A atuação das empreiteiras não se restringe, ainda, ao ramo de construções, obras públicas e concessões de rodovias. A Camargo Corrêa, por exemplo, possui 11% das ações do Itausa, a holding que controla o Banco Itaú. Também têm a participação da empreiteira, a São Paulo Alpargatas (37%), responsável pelas marcas Havaianas, Topper e Rainha, e a empresa do setor têxtil Santista (67%).Fonte:
http://www.amauta.inf.br/Empresas do Consórcio Via Amarela financiaram campanhas eleitoraisO desabamento de parte das obras do metrô em São Paulo está sob responsabilidade de empresas que doaram um milhão setecentos mil reais para o comitê de campanha do candidato ao governo, hoje governador, José Serra. São elas: A OAS, de um ex-genro de ACM,que repassou 1 milhão de reais. A Norberto Odebretcht, 300 mil reais. A Camargo Corrêa repassou 400 mil para campanha de José Serra. Fazem parte ainda do consórcio de empresas que participam da obra a Queiroz Galvão e a Andrade Gutierrez.O Consórcio Via Amarela é liderada pela Odebrecht, a maior construtora do país, e integrado por OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Um grupo poderoso, que financiou as principais campanhas eleitoraisA campanha do governador José Serra (PSDB) recebeu $ 1,7 milhão das empresas OAS, Camargo Corrêa e Odebrecht. (do Estado de São Paulo, ano de 2007)
A minha prosposta para vocês...Há, algum tempo atrás,quando nós fizemos o boicote à Philips, e este blog foi manchete na mídia internacional, um deputado petista me disse" Acho impressionante o poder de mobilização que o blog tem".Pois bem. A minha sugestão a vocês é; Que tal a gente se mobilizar novamente e partir para um "fogo amigo", sugerindo ao governo que retire as verbas publicitárias da Folha? . O Banco do Brasil e Petrobras, anunciam nas páginas da Folha, sabia?.A Petrobrás, neste ano deverá gastar cerca de R$ 220 milhões em propaganda e patrocínio, o Banco do Brasil, e a Caixa Econômica Federal, com previsão de R$ 180 milhões. De acordo com dados do Ibope Mídia, três estatais estão entre os 20 maiores anunciantes: Caixa em 7º lugar, Petrobrás em 9º e Banco do Brasil em 10º.Lembre-se. Nós estamos em época eleitoral. Nas nossas mãos, está uma arma poderosa. O voto.Você concorda?