terça-feira, 22 de abril de 2008

Caso Isabela afeta José Serra

Do blog República Vermelha

Falhas na investigação do caso Isabella afetam José SerraFalhas na perícia (realizada 8 vezes!),não preservação do local do crime e estrelismo de policiais envolvidos na investigação do "Caso Isabella" mostram despreparo da Polícia paulista após 15 anos de governo do PSDB no Estado De São Paulo, e afetam pretensões políticas do governador José Serra. A impressionante sucessão de erros na investigação do "Caso Isabella", que chocou a população brasileira, mostra fracasso das políticas de segurança do PSDB nos 15 anos que este partido vem governando o Estado De São Paulo. As trapalhadas na condução da investigação da morte da menina Isabella Nardoni vão desde a não preservação do local do crime pela Polícia Militar (que chegou primeiro ao apartamento de onde a garota foi jogada), passam pela liberação do imóvel para os familiares depois da realização da primeira perícia pela Polícia Civil e chegam a repetição desta perícia por 8 vezes em uma "cena" de crime já totalmente desfigurada.
Mesmo com as pistas deixadas no apartamento pelo casal Nardoni, principal suspeito no caso, as falhas na perícia oriundas da não preservação do local do crime poderão ocasionar a impunidade dos assassinos. Além disso, o estrelismo de alguns policiais envolvidos na investigação, dizendo que "99% do caso estava esclarecido", ou acusação direta ao pai de Isabella por uma delegada no dia seguinte ao crime, ou mesmo o "vazamento" de informações da investigação para a imprensa quando o caso estava em sigilo de Justiça mostraram o descontrole da cúpula da Segurança Pública paulista sobre quem investigava o crime. Delegados ávidos pelos seus "15 minutos" de fama reforçaram a impressão de que a Polícia estava perdida em relação ao caso durante a maior parte do tempo.Todos estes fatos demonstrando ineficiência, despreparo e descontrole levam a população a tirar conclusões negativas em relação a política de Segurança Pública implementada pelo PSDB em 15 anos de governo em São Paulo e, principalmente, pelo atual governador José Serra. Já enfrentando problemas com o retumbante sucesso da administração de Luís Inácio Da Silva, o "Lula" na Presidência Da República, e com as brigas internas do PSDB, e deste com o DEM pelo eleitorado de direita nas grandes cidades do País; José Serra tem nas trapalhadas na investigação do "Caso Isabella" mais um motivo para ver o seu sonho presidencial cada vez mais distante.
Postado por DANIEL PEARL

Cacciola vem aí !

VERDADES

Cacciola volta, devidamente algemado, e pode ser a Bomba do Rio-Centro que vai estourar no colo do Farol de Alexandria.Cacciola tem os arquivos de como funcionava o Banco Central na gestão do Farol para salvar banqueiros da mesma estirpe.O PIG chegou a dizer que o Ministro Tarso Genro fez uma viagem inútil a Mônaco e deveria arcar com as despesas.Inútil, provavelmente, será a extradição de Cacciola.Porque o Ministro (?) Mello (aquele que tem cara de bolo confeitado, também conhecido como o mais novo ator do Canal da Máfia), o soltará quantas vezes se tornarem necessárias.

Paulo Henrique Amorin
Por que SP não Melhora

Do blog Cidadania (Eduardo Guimarãres)

Para quem raciocina sobre o interesse público como cidadão e não como torcedor de futebol, se essa pessoa também for atenta aos fatos concordará comigo quanto à seguinte premissa: o Estado de São Paulo, por ser uma das maiores potências econômicas do mundo, superando economicamente dezenas e dezenas de países, deveria ser capaz, se não de promover melhora na vida dos seus cidadãos, ao menos de impedir que ela piore. Não é o que acontece.Durante a década passada, o Estado mais rico da Federação brasileira, responsável por mais de um terço do Produto Interno Bruto do país, viu a vida de seu povo vir se tornando cada vez mais dura. Da Saúde Pública à Educação, com ênfase na Segurança Pública, São Paulo se vê estagnado e, em alguns casos, vai piorando. Chamam atenção, porém, os quesitos Educação e Segurança. O ente federativo brasileiro que dispõe de mais recursos do que qualquer outro, inclusive percentualmente (o que compensa, com sobra, sua maior densidade demográfica), vem apresentando resultados vergonhosos em avaliações nacionais e internacionais sobre qualidade da educação. A Educação pública paulista perde inclusive para as de Estados muito mais pobres e com muito menos recursos. Mas é na Segurança Pública que São Paulo consegue ir piorando a passos largos com o passar do tempo.
Dados extraídos do site da Secretária da Segurança Pública paulista , que recolhi em breve pesquisa que fiz ali, mostram que, a partir de 1997, segundo dos doze anos em que São Paulo vem sendo governado pelo PSDB, aumentou, de forma impressionante, a incidência do pior tipo de crime que pode haver, que é o crime contra a pessoa (assassinatos e lesões corporais). Vejam, abaixo, o gráfico que compus e que mostra como chegamos ao atual nível de insegurança de nossas vidas no Estado que mais recursos tem (proporcionalmente) para investir em Segurança.
Números de casos de crimes contra a pessoa por ano
(comparação de cada ano em relação a 1995)
1995 - 98.491 Gov. Covas - 1º ano 1º governo FHC1996 - 99.062 + 0,58%1997 - 118.307 + 19,84% Gov. Covas - Aprovada reeleição FHC1998 - 130.055 + 32,04% Gov. Covas - Eleição presidencial 1999 - 130.134 + 32,13% Gov. Covas - Maxidesvalorização real2000 - 137.331 + 39,43% Gov. Alckmin - 1º ano - 1º mandato2001 - 130.207 + 32,20% 2002 - 150.522 + 52,83% Gov. Alckmin - Eleição presidencial 2003 - 151.389 + 53,71% Gov. Alckmin - 1º ano - 2º mandato2004 - 145.511 + 47,74% 2005 - 160.924 + 63,38% 2006 - 158.767 + 61,20% Gov. Lembo - Eleição presidencial2007 - 163.555 + 66,06% Gov. Serra - 1º ano - 1º mandato

Outro fato que mostra a catastrófica situação da Segurança Pública em São Paulo é a eclosão de uma verdadeira guerra no Estado em 2006. Uma situação absolutamente inacreditável num Estado em que a Segurança sempre foi um problema menor do que em Estados como o Rio, por exemplo, mas que foi tomado por criminosos com uma velocidade que jamais se viu em parte nenhuma do Brasil. A matéria jornalística abaixo comprova a perplexidade que tomou conta do mundo naquele ano diante do descalabro da Segurança paulista. "Imprensa internacional destaca onda de violência em São Paulo da Folha Online5/05/2006 - 21h28 A recente onda de ataques à polícia no Estado de São Paulo continua merecendo destaque na imprensa internacional. Leia a seguir trechos de chamadas e reportagens de alguns dos principais meios de comunicação do mundo sobre os ataques. Os números de mortos e reféns se desencontram em alguns casos.The New York Times' (EUA) São Paulo vive o quarto dia de violência O site do jornal destaca o quarto dia de violência na cidade de São Paulo. Reportagem mostra foto em que policiais militares inspecionam caminhões em busca de membros do PCC.'Uma onda de ataques do crime organizado no Estado de São Paulo, em que pelo menos 81 pessoas foram assassinadas, a maioria delas policiais, levou escolas, lojas e escritórios fecharem mais cedo e interrompeu o transporte público na terceira maior cidade do mundo nesta segunda.'Financial Times (Reino Unido) Pelo menos 81 mortos em ataques do crime organizado em São Paulo - Edição norte-americana do site noticia a falta de segurança em São Paulo.'O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encontrou ministros após o quarto dia de ataques do crime organizado a São Paulo, que levaram a vida de pelo menos 81 pessoas, para cobrar uma ação contra o crime organizado e a falta de segurança pública.'Le Monde (França)Novos ataques do crime organizado no Estado de São Paulo - Os atentados ao Estado de São Paulo são destaque no noticiário internacional do site do 'Le Monde'.'Vinte e três pessoas foram mortas na noite de domingo para segunda, e alvos civis foram visados, segundo a imprensa. Entre a noite de sexta e de domingo, as forças da polícia já contabilizavam o número de 115 atentados, que fizeram 55 mortos e 44 feridos.' El País (Espanha) A revolta criminal cobra 80 mortos no Brasil - Site do jornal espanhol manteve o assunto em destaque desde o sábado.'A ofensiva dos criminosos que há três dias desafia o Estado brasileiro de São Paulo deixou 81 mortos, 39 deles membros da segurança pública, segundo o último balanço oficial divulgado nesta segunda. Os ataques são uma represália à transferência de presos de um grupo mafioso a presídios de segurança máxima.'Clarín (Argentina) Continua o clima de pânico em São Paulo: há 81 mortos, 68 ônibus incendiados e 13 bancos metralhados - Os ataques em São Paulo foram destaque no site do jornal argentino desde o sábado. 'A onda de violência começou quando foram transferidos criminosos presos, entre eles o chefe do principal cartel do tráfico no Brasil. Hoje o transporte público esteve paralisado. Segundo a Folha, desde a sexta-feira até hoje [segunda], foram comentidos mais de 180 ataques.' "Os anos vão passando, mas São Paulo não melhora. E não melhora não é só por incompetência das administrações tucanas que vêm sucedendo umas às outras graças a um inexplicável conformismo dos paulistas com a má governança de seu Estado. Não melhora porque, à diferença do que começou a acontecer no plano federal depois que Lula chegou ao poder, a imprensa paulista não fiscaliza e não cobra o governo de seu Estado devido a acordo de natureza desconhecida que se percebe que firmou com o grupo político encastelado no poder local há mais de uma década. Costumo dizer que um dos fatores que está fazendo com que o governo Lula vá tão bem é, apesar dos pesares, a pressão da imprensa. O governo Lula tem que tomar cuidado até para ela não transformar acertos em erros. Assim, esmera-se ao máximo para não ser exposto à execração pública por uma imprensa totalmente partidarizada. E, apesar de essa pressão midiática por vezes chegar a atrapalhar a administração do país, ela inegavelmente produz um efeito benfazejo: obriga esse governo a trabalhar de verdade. Quando políticos como Covas, Alckmin e Serra (os três últimos governadores paulistas) contam com o acobertamento e até com a ovação da imprensa, acomodam-se, pois sabem que o que fazem de ruim será ocultado e o que fazem de bom, será exponenciado. É por isso que São Paulo não melhora.

Retirada de link desta página

Comunico aos leitores que retirei o site do ombudsman da Folha de São Paulo da lista de sites indicados por este blog. Tomei essa decisão depois da leitura da entrevista do novo ombudsman que o jornal publicou em sua edição deste domingo. A entrevista constitui um amontoado de lugares-comuns, de desfaçatez e de bajulação que demonstra que o cargo de ombudsman da Folha deixou de ser sério. Para que se tenha uma idéia, o tal Carlos Eduardo Lins da Silva, no auge de um processo de ataques da grande imprensa aos blogs políticos, diz que blogs são "irrelevantes" sem explicar por que a mídia generaliza sobre todos eles e se empenha tanto em desacreditá-los apesar de "não terem importância".
Escrito por Eduardo Guimarães às 02h32

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Blog do Miron

Blog do Miron
Do ótimo blog do Eduardo Guimarães, do Movimento dos Sem Mídia

Já leu o PH hoje?


Passado algum tempo do episódio dramático da "demissão" de Paulo Henrique Amorim pelo portal de internet IG, achei que estava me devendo um post sobre um fato que temia que acontecesse e que pode efetivamente estar acontecendo, isto é, que esteja se materializando o objetivo daqueles que tiraram a importante visibilidade que tinha o jornalista naquele portal.

Escrevo, pois, no sentido de lembrar a todos a dívida que temos com PH, gerada pelo trabalho corajoso e incansável que seu "Conversa Afiada" realizou, realiza e, com nosso apoio, estou certo de que continuará realizando.

Dessa maneira, lanço agora um bordão que me aqueceria a alma saber que "pegou", e que, se "pegar", constituir-se-á em importante apoio àquele que precisa ser apoiado num momento em que lhe puxaram o tapete - pelas costas.

Quando comentarem em blogs e sites, sejam quais forem, ou quando escreverem em seus próprios blogs e sites, peço que, no âmbito da campanha e do bordão que estou lançando, que reproduzam a seguinte pergunta aos internautas:

"Já leu o PH hoje?"

Em seguida, no mesmo texto, haverá que ser informado o endereço do novo site Conversa Afiada, qual seja, www.paulohenriqueamorim.com.br

Estou certo de que aqueles que entendem a dimensão e a importância que a blogosfera está ganhando saberão mensurar a importância do PH para aqueles que, como ele, dedicam-se a produzir, com o mesmo ímpeto, a contra-informação à informação enviesada "martelada" ininterruptamente por Vejas, Folhas, Estadões, Globos e IGs da vida.

Escrito por Eduardo Guimarães - blog Cidadania
Isto é o Governo Lula

Para revista The Economist, Brasil será superpotência
SÃO PAULO - Uma superpotência econômica, e agora em petróleo também.? Esse é o título do editorial que a revista inglesa The Economist, uma das mais influentes publicações sobre economia do mundo, dedicou ao Brasil, na edição desta semana. A publicação, cuja capa trata da crise dos alimentos, publicou ainda várias páginas de reportagem sobre o País.A revista destacou o crescimento de 5,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2007 e sua pujança como produtor de matérias-primas. ?O crescimento da economia brasileira ainda é modesto, se comparado aos padrões chineses, mas essa comparação é equivocada. O Brasil experimentou taxas de crescimento chinesas entre as décadas de 1950 e 1960. É muito mais difícil para um países de classe média, como o Brasil é hoje, crescer a taxas mais altas. De acordo com a publicação, as razões para o crescimento brasileiro atual são três - o controle da inflação, o fim da dívida externa e a democratização. O bom momento da economia brasileira é reflexo também, segundo a Economist, do alto preço das commodities.A descoberta dos campos de petróleo e gás de Tupi e Júpiter, mais o potencial estimado do campo de Pão de Açúcar, na Bacia de Santos, transformariam o País no oitavo do ranking mundial dos produtores de petróleo. Conseguiria o Brasil se tornar uma potência do petróleo assim como é um gigante agrícola??, questiona a revista. De todas as commodities que o Brasil exporta, o petróleo foi considerado, durante anos, como o menos relevante, devido a reservas modestas. Se as recentes descobertas se concretizarem, o Brasil estará lado a lado com Venezuela ou Arábia Saudita, publica a revista.Fonte: por incrível que pareça no PIG, no
ESTADÃO.ahhhhhhhhhh já sei o que os tucanos vão dizer o THE ECONOMIST é um braço do PT.
Postado por República Vermelha


Criação de empregos formais bate recorde no trimestre
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho apontam para a criação de 554 mil postos de trabalho com carteira assinada no primeiro trimestre deste ano, o que representa recorde histórico para este período. A série de dados do Caged tem início em 1992.
Contra os três primeiros meses de 2007, quando foram criadas 399 mil vagas (recorde anterior), segundo informações do Ministério Trabalho, o crescimento no número de empregos formais criados foi de 38,7%. "Esse primeiro trimestre, como dizem meus filhos, bombou", afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a jornalistas.Para o ano de 2008 fechado, o ministro Lupi manteve a previsão de criação de 1,8 milhão de postos de trabalho com carteira assinada.
Postado por República Vermelha
Sexta-feira, 18/04/2008

Lula, um filho do povo - Elisabeth Stehling

Artigo publicado originalmente no site do ex-ministro José Dirceu.
Quando li os resultados fantásticos da última pesquisa CNI/Ibope sobre a avaliação do governo Lula, não pude deixar de lembrar de uma frase que ouvi em 2006 em plena campanha de reeleição, enquanto aguardava na fila do banco.Vinha de uma senhora bem idosa e lúcida, que me calou fundo e me fez pensar.“Ah, se eu ainda estiver viva, vou dar de novo meu voto para reeleger o Presidente Lula. Ele é o único presidente até hoje que eu senti vontade de convidar para comer um feijãozinho na minha casa”.O sentimento que aquela senhora carregava na voz era de alguém que perdeu a vergonha de ser povo. Alguém que, na verdade, mesmo com toda a sua simplicidade, não se sentia inferior porque sabia que o presidente de seu país cabia à sua mesa.Além dos excelentes resultados econômicos do país e dos ganhos sociais que a população vem conquistando, a enorme aprovação e popularidade do presidente deve-se também a essa razão: ele mora na alma do povo. Mesmo assim, nunca foi considerado como “pai dos pobres” e nem como “mãe indulgente” como a crítica oposicionista tenta, incansavelmente, rotulá-lo. Lula não é pai e nem mãe, é filho, um filho do povo. Um filho de todos nós, que fizemos muito sacrifício para colocar em suas mãos seu “primeiro diploma” e continuamos, como pais zelosos, a ampará-lo e apoiá-lo nas crises e golpes. A fala e a percepção desta velha senhora me mostraram que novos valores estão surgindo na forma de avaliar um governante – seu voto não era para o feijão do Bolsa Família e nem tão pouco pelo preço do grão no mercado, mas porque gostaria de partilhá-lo à mesa, em empatia com seu filho presidente. Muito além de números, nosso governo vem transformando padrões humanos e conseguindo resgatar a auto estima da população mais carente, não só através de suas políticas sociais, mas, principalmente, porque o Presidente Lula, diferentemente de FHC, nunca enxergou o Brasil como um país pobre, no sentido estreito da visão de certos economistas e analistas econômicos, que definem a riqueza de um país somente pelas suas reservas internacionais.Lula sempre valorizou nosso bem maior – o povo brasileiro. Atrás dos números de Lula está o surgimento de um caminho mais humano para o crescimento do país, que não se baseia exclusivamente na busca de metas tradicionais, mas também em valores como justiça social, solidariedade e respeito pelas pessoas e pelo meio ambiente. Afinal de contas, se o crescimento econômico de um país não for para melhorar a vida e a auto estima das pessoas, é para que então?Quando abro os jornais e vejo lá 73% de aprovação ao Presidente Lula em todas as faixas pesquisadas (e num segundo mandato!) fica muito claro para mim que o povo brasileiro não deseja alteração no rumo que as coisas tomaram. É uma confirmação óbvia de que o atual governo tem acertado mais do que errado no conceito de uma esmagadora maioria e um recado explícito da população para outro mandato.Todas as críticas ácidas que leio sobre a possibilidade de um terceiro mandato para Lula me fazem pensar no significado e na definição do que é democracia. Se é um governo do povo, um sistema político em que cada cidadão participa do governo, fundamentado no princípio de que a autoridade emana do povo e é exercida por ele ao investir o poder soberano através de eleições periódicas livres, qual é então o risco para a democracia?No meu entender, não é a democracia que seria ameaçada com um terceiro mandato, mas a oposição. O risco maior, na verdade, é o que Lula representa e defende - a força do povo no poder e não a força de um ditador no poder.Para o PSDB e o DEM (ex PFL) que não têm nenhuma identificação e nenhum diálogo com o povo e com os movimentos sociais é até compreensível que tenham mesmo muito medo de Lula e do PT no governo. Aliás, espalhar um medo infundado na sociedade contra o PT e suas propostas sempre foi o expediente preferido dessa oposição. Quem não se lembra do depoimento de Regina Duarte na campanha do Serra para presidente em 2002? Sentindo a derrota cada vez mais perto, decidiram resumir a campanha eleitoral em um único argumento: os riscos do PT no poder. Mas esqueceram que o medo tem um lado complementar, o de provocar mudanças positivas. E os resultados estão aí.Para um partido como o PT que fala a linguagem do povo e tem suas raízes solidamente plantadas na intimidade dos movimentos sociais, exercer mais quatro anos de um governo democrático e de esquerda cujo projeto tem sido vitorioso, acaba empoderando mais ainda a sociedade, desestabilizando feudos há muito tempo constituídos e contrariando interesses nada republicanos. Esse é o maior risco para a oposição – o terceiro mandato ampliaria mais ainda a democracia e não o contrário.Achar que um terceiro mandato para Lula é abrir espaço para o presidencialismo tornar-se uma ditadura é, no mínimo, ofender e subestimar muito a capacidade e a inteligência eleitoral do povo brasileiro e fazer pouco caso das histórias de luta pela democracia nesse país, inclusive a história do próprio presidente Lula e do PT. Muito incoerente essa preocupação vir justamente dos partidos que recriaram a reeleição para FHC (hoje sabemos a que “preço” para o país) e que agora falam em defesa da alternância de poder! Eu pergunto para os tucanos e demos: o povo teria aprovado um terceiro mandato para FHC?O Brasil amadureceu e nossa democracia tem sido um exemplo a ser copiado pelo mundo nos processos eleitorais, colocando esse risco de retrocesso num plano tão remoto, que chega a ser ridícula essa justificativa. Confundem a excelente avaliação de um governo verdadeiramente realizado pelo povo e para o povo, com ingenuidade eleitoral.Não há crise de confiança neste governo, como havia no de FHC. Hoje, o maior temor da sociedade brasileira não é a volta da ditadura, mas o risco de se perder esse ciclo virtuoso de crescimento; é o medo das descontinuidades e desconstruções que, infelizmente, sempre ocorrem com a troca de governos. 8 anos ainda é muito pouco para se estabilizar os patamares atuais de forma sustentável e responsável. No meu ponto de vista, a democracia corre risco quando aceitamos, passivamente, que a oposição ocupe as tribunas do Congresso Nacional para despejar, sistematicamente, acusações sem provas e ofensas às instituições republicanas, com palavras de baixo calão. Ou quando ouvimos, sem reação, os numerosos discursos ali proferidos que caracterizam uma evidente desmoralização à Constituição. Até mesmo quando assistimos, consternados e paralisados, a rotineira troca de insultos pessoais, jogos de poder e vaidade, mentiras deslavadas, desculpas esfarrapadas e acusações inverídicas, caracterizando não só uma inadequação séria para ocupar um cargo de tanta relevância pública, como também a comprovação de um desrespeito enorme ao povo brasileiro, que paga R$ 11.545,04 por minuto para sustentar esses parlamentares como seus porta-vozes naquelas Casas.Nossa democracia corre risco quando consentimos que permaneçam ocupando as Casas Legislativas e as Prefeituras deste país, todos aqueles políticos envolvidos com processos na Justiça e ainda por cima sendo acobertados e protegidos por foro privilegiado.Nossa democracia corre risco quando aceitamos que assuma o cargo de Senador da República um sujeito que nunca obteve um voto sequer e ainda é considerado “representante do povo”, mesmo respondendo a processos na Justiça.Nossa democracia corre risco quando admitimos que o nosso voto seja violentamente desmoralizado pelas paralisias regimentais, no intuito claro de protelar a votação de matérias importantes para o país, como o Orçamento da União ou as reformas tão almejadas, em especial a reforma política, colocando os interesses e as picuinhas partidárias acima dos interesses da nação. Nossa democracia corre risco quando permitimos que grande parte da mídia aja de forma partidária, elitista e preconceituosa, acusando e condenando sem provas, exatamente como nos modelos de uma ditadura e se valendo do argumento da liberdade de expressão para enveredar em limites perigosos.Nossa democracia corre risco quando a sociedade não percebe com clareza a magnitude do perigo que representa as freqüentes interferências do Judiciário no Executivo, que compromete seriamente o atendimento ao interesse público.Mesmo diante de todas essas anomalias, o povo continua cumprindo sua parte, com equilíbrio e inteligência, para que o processo democrático brasileiro prossiga amadurecendo sem turbulências para o país. Somos realmente um povo pacífico, trabalhador e otimista, mas não somos ingênuos. É justo então negar a esse povo o direito de exercer sua vontade soberana?
Elizabeth Stehling é especialista em Políticas e Gestão da Saúde.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Treme FHC, treme Mello

Volta Cacciola, volta!
“O Ministério da Justiça aguarda para 31 de janeiro a decisão da Justiça de Mônaco sobre o pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso pela Interpol em 15 de setembro. O ministro Tarso Genro (Justiça) está otimista quanto à extradição. "Todos o canais da não extradição estão obstruídos. Esperamos que haja extradição. Agora é uma decisão soberana, que compete exclusivamente ao Poder Judiciário de Mônaco", disse. Ex-presidente do Banco Makra, Cacciola é foragido da Justiça brasileira desde 2000.
Na última terça-feira, o ex-banqueiro Salvatore Cacciola completa quatro meses de prisão em Mônaco. Desde setembro do ano passado, quando foi preso pela Interpol no principado, o governo brasileiro tenta sua extradição sem sucesso.
Tarso foi ao principado para tentar agilizar os trâmites burocráticos para trazer o homem acusado de ter recebido tratamento especial na maxidesvalorização cambial realizada no Brasil, em 1999, e promovido um prejuízo aos cofres públicos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão para ser julgado no Brasil. Porém, uma série de manobras jurídicas dos advogados de Cacciola e uma certa demora no envio de documentos por parte do governo brasileiro impediu a extradição até agora. Um novo julgamento está marcado para o próximo dia 31 e aí o ex-banqueiro pode ser extraditado.”Portal Terra / JBMatéria Completa, ::Aqui::

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Mais um crime do PIG contra o povo: a febre amarela

Do ótimo site Vi o Mundo (Azenha)

A REDE GLOBO e restanteda Mídia Golpista não mostram:PEDRO SARAIVA: EM 2000 (no desgoverno FHC), BRASIL TEVE 85 CASOS E 42 MORTES POR FEBRE AMARELA
Acabo de entrevistar o dr. Celso Francisco Granato(foto abaixo), da UNIFESP de São Paulo. Ele contou que, na vacinação do ano passado, de 60 milhões de pessoas, resultaram 4 mortes. Ou seja, o risco da vacina causar a doença é de 1 em 15 milhões. Porém, ele lembrou que esse risco É MAIOR do que o enfrentado por pessoas que vivem em cidades ou regiões em que o risco de pegar febre amarelo é ZERO. Li, como se fosse meu, texto publicado por colunista da Folha, para que o médico decidisse se eu deveria publicá-lo ou não. Reação do dr. Granato: "De jeito nenhum, Deus me livre". Sobre a mídia: "É preciso ter uma responsabilidade muito grande nessa hora." A entrevista está na Rádio Viomundo. Fiquem com o texto de outra pessoa que é do ramo:
POR PEDRO SARAIVA
Caro Azenha, sou médico clínico geral e nefrologista formado pela UFRJ. Sou seu leitor assíduo, e resolvi escrever-lhe para ver se pelo menos aqui, no seu blog, um médico consegue espaço para falar sobre essa histeria que envolve a febre amarela. A cobertura da grande imprensa parece que não consegue chegar ao fundo do poço. Depois de inúmeros factóides e de acusar o presidente até de derrubar aviões comerciais, eles agora aparecem com essa irresponsabilidade de criar pânico na população através de um problema de saúde pública. Tive acesso a um texto da jornalista da Folha, Eliane Cantanhêde (que aliás, parece ser casada com um dos donos de uma produtora ligada as campanhas eleitorais do PSDB), que dizia o seguinte logo no primeiro parágrafo: "Com sua licença, vou usar este espaço para fazer um apelo para você que mora no Brasil, não importa onde: vacine-se contra a febre amarela! Não deixe para amanhã, depois, semana que vem... Vacine-se logo! "
E depois de alguns parágrafos em que não esclarece nada, termina assim: "O fantasma da febre amarela, portanto, paira sobre o país como um alerta num momento crucial, para que a saúde e a educação sejam preservadas antes de tudo o mais. Senão, Lula, o aedes aegypti vem, pica e mata sabe-se lá quantos neste ano --e nos seguintes. "
ABSURDO! ESTÃO USANDO A SAÚDE PÚBLICAPARA POLITICAGEM BARATA!
Alguns esclarecimentos: Colunistas falam de epidemia com uma facilidade incrível para quem não entende o que quer dizer o termo. Epidemia não é o aparecimento de casos de uma doença no jornal. Uma epidemia só se caracteriza quando ocorre um aumento maior que 2x o desvio padrão sobre a incidência média de uma doença nos últimos anos. Ou seja: Incidência média + 2x desvio padrão. Não vi até agora nenhum jornal mostrar a incidência da febre amarela nos últimos 10 anos para uma comparação. Repare na média de casos do período FHC e Lula, será por isso que ninguém mostra os números?
1996 - 15 casos; 1997 - 3 casos;1998- 34 casos; 1999 - 76 casos; 2000- 85 casos e 42 mortes; 2001 - 41 casos e 22 mortes;2002 - 15 casos e 6 mortes; 2003 - 64 casos e 22 mortes - obs: 58 dos casos diagnosticados na região sudeste, principalmente MG
2004 - 5 casos e 3 mortes; 2005 - 3 casos e 3 mortes;2006 - 2 casos e 2 mortes; 2007 - 6 casos e 5 mortes (fonte : Min.Saúde)
Todos esses casos são da forma de transmissão em área silvestre da febre amarela. Desde a década de 1940 que não há relatos da transmissão urbana da febre amarela. Veja bem, transmissão em zona urbana é diferente de diagnóstico em zona urbana. A forma silvestre é endêmica pincipalmente nas regiões Norte e Centro-Oeste e se comporta de forma cíclica, com surtos a cada 5-7 anos. A transmissão em área silvestre é feita pelo mosquito do género Haemagogus, e se dá através, principalmente, de macacos infectados para humanos não imunizados por vacina. A forma urbana é transmitida do homem para homem através do Aedes aegypti, o mesmo da dengue. O risco de retorno da forma urbana não é novo, e existe desde a década de 80 quando houve a reintrodução do Aedes aegypti no Brasil. Até o momento (15/01/08), apesar de toda histeria, apenas 2 casos foram comprovadamente de febre amarela este ano. E todos contraídos em áreas silvestres. Ou seja, nada de anormal. Feitos os esclarecimentos, vamos aos comentários sobre a cobertura da mídia.
1- Estão noticiando morte de macacos, supostamente com febre amarela, como se isso fosse um sinal de que a doença está fora de controle. O pior, vários dos macacos noticiados tiveram exame negativo para febre amarela. Ou seja, estão noticiando apenas morte de macacos. 2- Estão noticiando as mortes por febre amarela como um fato novo do governo Lula, como se ninguém morresse da doença nos anos anteriores. Estão confundindo a ausência de casos urbanos com ausência de casos em geral. 3- E o mais grave, estão criando pânico na população e levando a uma corrida desnecessária e prejudicial aos postos de vacinação. Os comentários dos leitores nas edições da internet do Globo por exemplo, são assustadores. A mídia informa mal os leitores, e deixa que o boca-a-boca crie teorias da conspiração contra o governo.
A vacina da febre amarela não é vitamina C. Ela é feita com vírus vivo atenuado e por isso apresenta contra-indicações e efeitos colaterais. Quem não mora em área de risco ou não vai viajar para uma, não precisa e não deve receber a vacina. Além de tudo, ainda há o risco de falta da vacina para quem precisa.
Contra- indicações: 1) Crianças com 4 meses ou menos de idade, devido ao risco de encefalite viral (contra-indicação absoluta). 2) Gestantes, em razão de um possível risco de infecção para o feto. 3) Pessoas com imunodeficiência resultante de doenças ou de terapêutica: infecção pelo HIV, neoplasias em geral (incluindo leucemias e linfomas ), Aids, uso de medicações ou tratamento imunossupressores (corticóides, metotrexate, quimioterapia, radioterapia), disfunção do timo miastenia gravis, síndrome de DiGeorge ou timoma). (retirada cirúrgica ou doenças como
· Pessoas que tenham alergia a ovos, uma vez que a vacina é preparada em ovos embrionados.
· Pessoas com alergia a eritromicina, um antibiótico que faz parte da composição da vacina.
· Pessoas com alergia a gelatina, que faz parte da composição da vacina.
· Pessoas com antecedentes de reação alérgica a dose prévia da vacina anti-amarílica.
Efeitos colaterais. 1) Reação alérgica grave (anafilática) ocorre em aproximadamente 1 em cada 131.000 doses aplicadas. 2) Reações no sistema nervoso central (encefalite) – cerca de 1 caso para cada 150.000 - 250.000 doses. 3) Comprometimento de múltiplos órgãos com o vírus da febre amarela vacinal - aproximadamente 1 caso para cada 200.000 - 300.000 doses. Acima de 60 anos a incidência desta complicação é maior (cerca de 1 caso para cada 40.000 - 50.000 doses). Mais da metade dos indivíduos com febre amarela vacinal evoluem para o óbito.
Se na remota hipótese de alguém morrer por tomar desnecessariamente a vacina a Sra.Eliane Cantanhêde vai se responsabilizar? Ou vai culpar o governo de novo?Em vez de focar nos inúmeros problemas reais do nosso sistema de saúde, a imprensa prefere criar factóides que em nada ajudam a população.

Meu comentário: esta moça, Catanhêde (representante do PSDB na Folha de São Paulo), com seu ódio visceral pelo povo, pelo Presidente Lula, diga-se de passagem, o maior presidente da história extrapolou desta vez: seu texto incita ao pânico e à desordem, coloca riscos em vida e causa prejuízos incalculáveis à Saúde. Jamais, na minha vida, havia presenciado tanto ódio e inveja contra um homem cujo erro maior foi transformar o Brasil, em apenas 5 anos, contra tudo e contra todos, numa nação onde se pode voltar a sonhar com um futuro melhor para todos. Até onde irá o PIG ? é a pergunta que todos se fazem. De minha parte, acho que o PIG irá até as últimas consequências e farão de tudo, absolutamente TUDO, para impedir que o país continue a melhorar, que o povo (os eternamente excluídos) voltem a sorrir, e que Lula faça seu sucessor (ou sucessora). Cara Catanhêde, um conselho: procure um médico, a senhora está louca!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008